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Acidente em SP com 41 mortes é uma das maiores tragédias rodoviárias do Brasil

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O acidente em SP ocorreu na manhã desta quarta-feira (25) entre Taguaí e Taquarituba, na rodovia Alfredo de Oliveira Carvalho, por volta das 7h, após o ônibus, que transportava funcionários de uma empresa, bater no caminhão que trafegava em sentido oposto. Esse elevado número de mortes em um único evento rodoviário não é comum e costuma ocorrer justamente em casos que envolvem ônibus.

 

A última grande tragédia no estado de São Paulo ocorreu em 2016, quando um ônibus que levava estudantes tombou em uma pedra e capotou na rodovia Mogi-Bertioga e 18 pessoas morreram. Em 2016, o resultado da perícia apontou falha nos freios e falta de manutenção. O ônibus, da União do Litoral, era fretado pela Prefeitura de São Sebastião para fazer o trajeto da cidade do litoral norte até a Universidade de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.

Um dos maiores incidentes rodoviários da história ocorreu também em São Paulo, há 60 anos, também com estudantes. O evento ficou conhecido como Tragédia do Rio Turvo, quando um ônibus, que levava alunos de uma escola de São José do Rio Preto até Barretos, caiu de uma ponte no rio, e 59 das 64 pessoas que estavam no veículo morreram. Todos os anos uma missa é feita para lembrar as vítimas da tragédia.

Outro grande acidente em SP ocorreu há 22 anos. Em setembro de 1998, próximo à cidade de Araras (SP), 55 pessoas morreram após um caminhão carregado de combustível tombar e explodir.

Dois ônibus que levavam romeiros de Anápolis (GO) tentaram atravessar a fumaça e também foram atingidos pelo fogo, além de um caminhão que levava bebidas. A maioria morreu carbonizada ou pela inalação de fumaça do incêndio. A cidade de Anápolis tem hoje uma Praça dos Romeiros, em homenagem às vítimas da tragédia.

Além desses eventos, dez anos antes, em 1988, dois ônibus colidiram na altura de Paranapanema (SP). Um dos veículos caiu de uma ribanceira na represa de Jumirim e 39 pessoas morreram.

 

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Naquele mesmo ano, um caminhão pau-de-arara capotou e caiu em um precipício em Cachoeira (BA) e 67 romeiros morreram.

Em 1987, a colisão entre dois ônibus e um carro na BR-040, que liga Belo Horizonte ao Rio, deixou 62 pessoas mortas, todos eram romeiros.

Neste ano, 4.085 pessoas foram vítimas do trânsito no estado de São Paulo de janeiro a outubro, menos que os 4.514 do ano passado no mesmo período. O principal fator de queda dessa número, no entanto, foi a pandemia de Covid-19, que retirou gente das ruas, já que até março, antes das medidas de distanciamento social, a tendência era de alta.

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Variantes do coronavírus já podem estar circulando pelo Paraná

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É possível, quiçá até provável, que ao menos uma das variantes do novo coronavírus já esteja circulando pelo Paraná, com especial destaque à cepa carioca. Descoberta no final do ano passado por pesquisadores do Rio de Janeiro, a nova linhagem foi identificada em uma amostra de genoma do estado enviada à Rede Corona-ômicaBR/MCTI, que faz a vigilância genômica do coronavírus. Conforme a geneticista Carolina Voloch, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), além do Paraná, estados como São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia, Paraíba, Alagoas e Amazonas também já registraram casos de Covid-19 causados pela nova cepa do vírus.


No caso paranaense, entretanto, também é alta a possibilidade de outra variante já estar circulando: a do Amazonas. Isso porque nove moradores de Manaus que viajaram para Curitiba nos últimos 15 dias são suspeitos de serem portadores da variante amazônica do novo coronavírus. Um dos infectados – uma mulher que estava entubada em hospital particular – morreu no final de semana em decorrência da doença. Os outros estão em isolamento social e sendo monitorados, ao mesmo tempo em que são aguardados os exames que confirmarão (ou não) se essas pessoas foram infectadas pela variante.

Mas afinal, o que são essas variantes do coronavírus e como elas surgiram? Mais: é possível que isso tudo venha a agravar a crise sanitária e a atrapalhar os esforços para vacinar a população?
Em verdade, neste momento se há mais perguntas do que respostas definitivas. Mas as primeiras evidências já estão aí – e não são muito animadoras, adianto.

Começando ‘pelo início’, é importante destacar que as mutações fazem parte da evolução natural das epidemias virais, acontecendo principalmente nos vírus de RNA, como os coronavírus. O que acontece, na prática, é que os vírus, para se multiplicar no organismo, invadem as células. Durante o processo de reprodução, contudo, podem acontecer alterações no código genético e, quando há uma quantidade significativa de mutações, surgem novas cepas, que são microorganismos da mesma espécie, mas com características genéticas distintas.


Uma mudança encontrada nas três variantes, por exemplo, foi a N501Y, nome que se refere a uma alteração na proteína spike, do Sars-CoV-2, que é uma espécie de chave de como o patógeno interage com o corpo humano (tanto em relação à resposta imune quanto na ligação e entrada nas células das vias aéreas humanas). Na posição 501, onde o vírus se liga ao receptor celular, o tipo de molécula de aminoácido mudou de asparagina (N) para tirosina (Y). Ao que tudo indica, a mudança parece fortalecer a ligação entre o patógeno e as células humanas, amplificando a capacidade de contágio do vírus.

“O principal motivo que faz a emergência desse tipo de variante é o grande número de pessoas infectadas. Quanto mais pessoas infectadas você tem, mais você dá a chance do vírus evoluir. E aí estamos falando de milhões de pessoas infectadas em todo o mundo e hot spots. Nesses lugares com muitas pessoas infectadas, a chance de emergir um vírus com maior número de mutações é maior. Por isso, quando fazemos o distanciamento social e adotamos medidas de controle simples, como utilização de máscara e higienização das mãos com álcool em gel, estamos não só nos protegendo da infecção, mas, pensando de maneira coletiva, estamos freando a evolução do vírus”

 

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Os principais temores com essas mutações do coronavírus é que aumentem a transmissibilidade e reduzam a eficiência de vacinas. Por ora, contudo, não há qualquer evidência de que os imunizantes tenham sido afetados e, caso isso aconteça, há ainda a possibilidade de atualização das vacinas, como acontece com a da gripe.

Por outro lado, já foram relatados casos de reinfecção entre pacientes, inclusive na Amazônia.
No caso da variante do Reino Unido, sobre a qual já há mais informações, estima-se uma capacidade de contaminação até 70% maior e recentemente o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, também citou evidências de maior mortalidade.

Já no caso das variantes brasileiras, ainda mais recentemente descobertas, não é possível estimar qual o impacto, por exemplo, na explosão de casos da doença em Manaus. “Precisamos sequenciar muitas outras amostras para ver a frequência dela atualmente, mas eu acredito sim que ela seja um dos fatores [para a exploração de casos no Amazonas”, comenta Felipe Naveca, da Fiocruz Amazônia.
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Importância da vacinação
Para evitar que novas linhagens surjam e se espalhem, a recomendação da ciência é vacinar e fazer isso o mais depressa possível, atingindo o maior número de pessoas. Não à atoa, recentemente o conselheiro-chefe de medicina da Casa Branca, Anthony Faucy, declarou que as “sinistras” linhagens brasileiras e sul-africana são “mais uma razão para se vacinar o maior número de pessoas possível”. Nesse sentido, uma boa notícia foi dada na segunda-feira, pela Moderna-INC, que declarou que sua vacina contra a Covid-19 produziu anticorpos neutralizantes de vírus em testes de laboratórios contra novas variantes encontradas no Reino Unido e na África do Sul. De toda forma, um reforço na vacina contra a variante sul-africana ainda seria testada, para verificar se isso seria mais eficaz no aumento de anticorpos contra essa e outras variantes futuras.

(Bem Paraná)

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