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Comitiva paranaense participa de fórum de negócios da África e visita Porto de Jebel Ali, em Dubai

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Comitiva paranaense participa de fórum de negócios da África e visita Porto de Jebel Ali, em Dubai
Um grupo de empresários e representantes do Paraná, participantes da missão técnica-comercial em Dubai, estiveram nesta semana no Global Business Forum Africa (GBFAfrica), que acontece dentro da Expo 2020 e que reúne mais de 55 países para explorar oportunidades de comércio bilateral entre os países árabes e a África Subsaariana.

Um grupo de empresários e representantes do Paraná, participantes da missão técnica-comercial em Dubai, que conta com apoio do Governo do Estado, estiveram nesta semana no Global Business Forum Africa (GBFAfrica), que acontece dentro da Expo 2020 e reúne mais de 55 países para explorar oportunidades de comércio bilateral entre os países árabes e a África Subsaariana.

Participaram do evento, que está em sua sexta edição e é promovido pela Câmara de Comércio de Dubai, líderes e organizações influentes da região, responsáveis por redefinir o comércio entre o Conselho de Cooperação do Golfo e o resto do mundo. O fórum também é um ponto de encontro e um espaço de troca entre especialistas econômicos, empresários, investidores e câmaras de comércio de dezenas de países.

O primeiro dia teve participação do presidente e CEO da Câmara de Comércio de Dubai, Hamad Buamim, e do Sheikh Hamdan bin Mohammed bin Rashid Al Maktoum, príncipe herdeiro de Dubai e presidente do Conselho Executivo do Emirado. Mais de 20 palestrantes, entre eles o Sultão Ahmed Bin Sulayem, CEO da multinacional de logística DP World, e o presidente da República Democrática do Congo, Félix-Antoine Tshisekedi Tshilombo, apresentaram visões estratégicas sobre a região e ideias para incentivar o comércio internacional.

 


O diretor comercial dos Terminais Portuários da Ponta do Félix, Sergio Luiz Nichele Jr., aproveitou o encontro para se reunir com as Câmaras do Comércio de Gana, Namíbia, Marrocos, República Democrática do Congo e Angola. “Esses países são compradores de produtos brasileiros, especialmente fubá e açúcar, produtos que operamos para os nossos clientes no Brasil. Foi uma oportunidade de conhecer mais empresas, potenciais importadores de produtos brasileiros e, com isso, eventualmente aumentar o nosso volume de negócios em Antonina”, explicou.
Para o diretor de Negócios do Biopark de Toledo, Paulo Victor Almeida, o GBFAfrica consegue disseminar tendências e ações que estão sendo tomadas para a realidade da África, mas que podem ser incorporadas em qualquer outro ambiente.

 

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“A palestra sobre a DP World, por exemplo, mostrou como os Emirados Árabes Unidos veem os países em desenvolvimento e os cuidados que eles devem ter para receber os seus investimentos. Essa visão combina muito bem com o objetivo do Paraná Business Experience, que atuou para fortalecer o relacionamento das empresas com o Governo do Estado. Sem falar na atuação da Invest Paraná, que está abrindo este mercado, nos ajudando a compreendê-lo e estabelecendo focos de ações”, ressaltou.

Outros dois fóruns globais serão realizados nos próximos meses na Expo Dubai. O GBFAsean, entre 8 e 9 de dezembro, com países que participam da Associação de Nações de Países Asiáticos; e o GBFLatam, nos dias 23 e 24 de março de 2022, com países do Caribe e da América Latina, entre eles o Brasil.

DP WORLD – Nesta quinta-feira (14), um grupo de membros da missão fez uma visita técnica ao Porto de Jebel Ali, sede da DP World, operadora multinacional de terminais marítimos e terrestres, líder em soluções de logística inteligentes que atua em mais de 70 países.

O Porto de Jebel Ali, que fica a 35 quilômetros de Dubai, é o maior do Oriente Médio e um dos mais movimentados e modernos do mundo. Atualmente, conta com três terminais, e o quarto já está em construção. Tem área total de armazenamento de mais de 1,4 milhão de metros quadrados, compreendendo 27 berços e uma profundidade de cais de 15 metros, permitindo a atracação de navios de carga muito grandes e especiais.

O seu pátio de armazenamento tem capacidade para acomodar mais de 750 mil veículos e um estacionamento de 16,2 mil metros quadrados e sete andares está em desenvolvimento. O complexo ainda conta com a Jebel Ali Free Zone, uma área industrial de zona franca que abriga hoje mais de 8 mil empresas de 120 países.
A visita técnica contou com a participação do executivo de contas do Departamento Comercial da DP World, Deon D’Mello; e do gerente de vendas do Departamento de Logística, Rajiv Makin, responsáveis por guiar a visita e responder às perguntas dos participantes.

Segundo a gerente de relações governamentais do Sistema Fiep, Letícia Yumi de Rezende, esse tipo de visita estabelece uma aproximação muito importante entre o Paraná e Dubai, principalmente agora que a Fiep inaugurou o seu escritório no Emirado, ao lado da Invest Paraná.

“É fundamental entendermos como funciona o sistema de exportações do porto, principalmente porque temos trabalhos com o Porto de Paranaguá, pois o objetivo é tentar modernizar aquilo que já temos, aprender com eles e passar o conhecimento que já temos”, avaliou.

Para a Ocepar (sistema que reúne as cooperativas paranaenses), o modelo de trabalho do porto de Jebel Ali é uma porta de entrada para o Oriente Médio. “É uma espécie de hub a ser explorado, que envolve também a Ásia. É uma região estratégica para o nosso setor produtivo, não só das cooperativas, mas de todo o Paraná”, explicou o coordenador de gerência técnica e econômica do Sistema Ocepar, Silvio Krinski.

“Esta visita técnica foi muito importante, principalmente para observar o que eles têm hoje, que já está em um patamar extremamente avançado, e comparar com o que eles apresentam no pavilhão da DP World na Expo Dubai. É impressionante o que estão projetando em termos de crescimento, principalmente em tecnologia, redução de custos, e para serem mais competitivos. E tudo ligado à agenda ESG, que tem a ver com o futuro do mundo”, destacou Gilberto Birkhan, presidente da Terminal Ponta do Félix.

EXPO DUBAI – Os próximos dias da comitiva paranaense em Dubai serão dedicados às visitas técnicas na feira, além de reuniões individuais com empresas e investidores estrangeiros que participaram do Paraná Business Experience.

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Praça de pedágio mais cara do País é uma das primeiras a ter a cobrança encerrada no Paraná

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Praça de pedágio mais cara do País é uma das primeiras a ter a cobrança encerrada no Paraná
Com o fim dos contratos de concessão, praças de pedágio da Econorte, Viapar e Ecocataratas tiveram suas cancelas liberadas às 23h59 desta sexta-feira (26). Praça de Jataizinho, que possuia a tarifa mais alta do Anel da Integração, está entre elas. Restante das praças encerra atividades no final da noite deste sábado.

27.11.2021 – Fim das concessões rodoviárias no Paraná – praça de pedagio de Jataizinho.
Foto Gilson Abreu/AEN

A virada do dia 26 para o dia 27 de novembro marcou o “início do fim” dos atuais contratos de concessão de rodovias no Paraná. À meia-noite, as cancelas de 14 praças de pedágio dos lotes 1, 2 e 3 (Econorte, Viapar e Ecocataratas) foram levantadas, e os motoristas deixaram de pagar as tarifas. Na passagem deste sábado (27) para domingo o mesmo vai acontecer em outras 13 praças, dos lotes 4, 5 e 6 (Caminhos do Paraná, Rodonorte e Ecovia).
O encerramento dos atuais contratos foi bastante simbólico, especialmente na região Norte do Paraná, nas proximidades de Londrina. Isso porque a praça de pedágio de Jataizinho possuía as tarifas mais caras do Brasil. O custo partia de R$ 26,40 podendo chegar a R$ 150,50, nos casos de caminhões com 7 eixos. Uma operação foi coordenada no local pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), com apoio da Polícia Militar do Paraná. Durante o final da noite e começo da madrugada, quem passava pela praça de pedágio celebrava o fim de uma cobrança considerada por muitos abusiva.

“Estou no sexto ano de Medicina, e durante quatro anos eu me deslocava de Cornélio Procópio para Londrina para estudar, passando por essa praça na ida e na volta”, contou o enfermeiro Fagner da Costa. “Gastei uma quantia incalculável de dinheiro pagando a tarifa aqui”.
Já o contador Samuel Rodrigues de Jesus Júnior salientou que esta é uma chance de realizar a concessão com tarifas menores. “O fim desses contratos é um marco para que o Governo do Estado consiga fazer um novo contrato com um valor justo para a população”, disse.

 

 

Houve até quem foi pego de surpresa pelo fim da cobrança. O casal Giovane Gross e Heloísa Cristina chegou às proximidades da praça pouco antes da meia-noite e se surpreendeu com o movimento. “Sabíamos que o contrato estava para acabar, mas não lembramos que era justamente hoje”, contou a autônoma.
O marido, que trabalha como bancário, ressaltou o impacto das cancelas abertas no local. “Nós moramos em Cornélio Procópio, e já gastamos muito dinheiro com pedágio nessa praça e em Cambará. E o problema nem é pagar uma tarifa, pelos serviços que o pedágio oferece, mas tem que ser um valor justo. Como está, gastamos mais com pedágio até do que com o combustível”, lembrou Giovane.

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Já o caminhoneiro Ronaldo de Oliveira Sales, que passou conduzindo um caminhão-tanque transportando óleo vegetal, citou que a passagem pelas praças mais caras sempre pesou no orçamento de trabalho. “Com eixo erguido, pagando dois eixos, são R$ 43 só aqui. Com todos os eixos dá mais de R$ 60”, comentou. “A esperança é que, na próxima concessão, a gente pague uma tarifa baixa e que caiba no bolso”.

 

OPERAÇÃO – Com o fim das concessões rodoviárias no Paraná, uma verdadeira força-tarefa foi formada pelas secretarias de Estado da Infraestrutura e Logística, da Saúde e da Segurança Pública, juntamente com a PRF, para a continuidade dos principais serviços que até então eram prestados pelas concessionárias.

 

As praças fechadas na madrugada deste sábado foram as de Jacarezinho, Jataizinho e Sertaneja (relativas à Econorte); Arapongas, Mandaguari, Presidente Castelo Branco, Floresta, Campo Mourão e Corbélia (relativas à Viapar) e São Miguel do Iguaçu, Céu Azul, Cascavel, Laranjeiras do Sul e Candói (relativas à EcoCataratas).
Para evitar acidentes nas praças de pedágio, um novo fluxo foi organizado, com o tráfego canalizado pelas vias laterais, enquanto as centrais foram bloqueadas. O novo desenho de tráfego foi direcionado pelas PRF e Polícia Rodoviária Estadual (PRE). Após decisão judicial, a sinalização desse desvio ficou sob responsabilidade das concessionárias.

 

Em Jataizinho, a operação foi coordenada pela PRF. Segundo o agente Renato Alves, que participou da operação desta sexta-feira, o objetivo é garantir segurança e tranquilidade aos motoristas e evitar transtornos nessa mudança de rotina no local. “Estamos dando um suporte no local. A situação aqui é um pouco distinta, porque a Econorte permanece com o trabalho de guincho e atendimento médico, devido a um acordo judicial. Nosso objetivo aqui é ajudar para que não ocorram acidentes ou incidentes”, explicou o policial rodoviário federal. “Temos recomendado que os motoristas passem por esses locais respeitando os limites de velocidade e as sinalizações de desvios, o que será importante para que tudo corra com tranquilidade”.

 

No começo deste domingo, a mesma ação será realizada nas praças de Prudentópolis/Relógio, Irati, Porto Amazonas, Imbituva e Lapa (relativos à Caminhos do Paraná), Balsa Nova, Palmeira, Carambeí, Jaguariaíva, Tibagi, Imbaú e Ortigueira (Rodonorte) e de São José dos Pinhais (Ecovia).
TRÁFEGO – Com o fim da prestação de serviços por parte das concessionárias, eventuais interrupções na pista por causa de acidentes terão suporte da Polícia Militar do Paraná para desobstrução das vias. Neste primeiro momento, serão utilizados os guinchos da PM, mas o DER/PR já lançou um edital de licitação para contratação do serviço de guincho mecânico, leves e pesados, até o início das novas concessões.

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Importante ressaltar que a PM fará apenas a desobstrução da pista, para manter o fluxo das rodovias. A retirada do veículo do local será de responsabilidade dos usuários. Em casos de falhas elétricas ou mecânicas, o motorista também deverá fazer a sinalização e afastamento do veículo para não atrapalhar o tráfego.
Em caso de acidente ou emergência médica, o usuário deverá direcionar a chamada segundo sua ocorrência. Em caso de problemas na pista, motoristas que estiverem em rodovias federais (BR) podem ligar diretamente para o número 191, atendido pela PRF. Já os usuários que circularem pelas rodovias estaduais (PR e PRC) poderão discar 198, que direciona para a PRE. Para casos de interrupção de pista e outras ocorrências, o recomendado é ligar para o 190, da Polícia Militar, que tem capilaridade para transferir as ocorrências para as instituições correspondentes.
Em situações de acidentes com vítimas, o usuário deve ligar para o número 193, do Corpo de Bombeiros, tanto em rodovia federal quanto em rodovia estadual. Os atendimentos serão realizados em parceria com a rede de Samu. Vale lembrar que o usuário deve buscar um local seguro para fazer a ligação.

 

As únicas rodovias que continuarão recebendo o atendimento da concessionária são as do Lote 1 e do Lote 4, cobertas pela Econorte e Caminhos do Paraná. A exceção é consequência de um acordo firmado entre as empresas e o DER/PR. Com isso, continuarão realizando os serviços de guincho mecânico, de ambulâncias para atendimento pré-hospitalar, mantendo o centro de controle de operações e telefone para emergências 0800. A medida terá validade por 365 dias, devendo atender a todo o intervalo entre concessões.

 

PRF – A maior parte do Anel de Integração – 1,8 mil dos 2,5 mil quilômetros de rodovias – é federal. Nesses trechos, o patrulhamento é feito pela Polícia Rodoviária Federal, que também reforçou a sua estrutura para atendimento após o fim das concessões. O efetivo será de 40% a 100% maior, com presença estratégica nos trechos que demandam maior atenção — tais como praças de pedágio e locais onde acontecem mais ocorrências.

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