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Homem é preso com material contendo pornografia infantil

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Homem é preso em Umuarama com material contendo pornografia infantil
Delegados da PF falam sobre investigações da Operação Livramento, realizada na manhã desta sexta-feira em Umuarama

Na manhã desta sexta-feira (14) foi comprido um mandado de prisão temporária e dois mandados de busca e apreensão relativos ao crime de pornografia infantil em Umuarama. Os mandados foram emitidos pela 1ª Vara da Justiça Federal da cidade.
O trabalho foi realizado pela Delegacia de Polícia Federal (PF) de Guaíra, que deflagrou a Operação Livramento, com o objetivo de reprimir a prática de crimes de produção, armazenamento e disseminação de material contendo pornografia infantil.

 

Um homem foi detido. A PF não repassou sua identificação e nem a localidade onde o mandado de prisão temporária foi cumprido. Conforme a Polícia Federal, pela natureza do delito o juiz determinou expressamente que as medidas fossem cumpridas com discrição, sem viaturas e uniformes ostensivos, etc.


O Delegado da PF de Guaíra, Fernado Orben Bianco, esteve em Umuarama com os demais policiais. Ele explica que nas diligências na Capital da Amizade foram identificados materiais no computador do investigado que continham imagens e vídeos de pornografia infantil. O homem foi preso e coi conduzido para a Delegacia da PF de Guaíra junto com os materiais apreendidos, onde foi ouvido e permanece a disposição da justiça. Confira o vídeo com o delegado Bianco:
A investigação envolveu policiais de Guaíra e Brasília (Nurcop/DRCC/CGPFAZ) e contou com o auxílio da Interpol, que mantém banco de dados alimentado por países de todo o mundo, cujo objetivo é o combate aos crimes relacionados à pornografia infantil.

 

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As diligências apontaram casos de abuso infantil registrados em fotos e vídeos, e compartilhados na rede mundial de computadores, através das suas camadas mais profundas, a chamada DeepWeb, sendo possível a identificação de um dos responsáveis pelo compartilhamento.
O Brasil, como país membro da Interpol, aderiu à Resolução 08 da Assembleia Geral da Interpol em 2011, por meio da qual se comprometeu a promover o gerenciamento de material de operações voltadas ao combate ao abuso sexual infantojuvenil de maneira centrada na vítima. No Brasil, a Interpol é representada pela Polícia Federal.

O Delegado-Chefe da PF de Guaíra, Mário Cesar Leal Junior, fala sobre este trabalho de combate à pornografia infantil:
(Assessoria PF e redação OBemdito)

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Morre, em Brasília, o ex-vice-presidente da República Marco Maciel

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Morre, em Brasília, o ex-vice-presidente da República Marco Maciel

Morreu neste sábado (12), em Brasília, o ex-senador e ex-vice-presidente da República Marco Maciel. Pernambucano, seu nome esteve ligado à política brasileira por 45 anos.
Aos 80 anos, Marco Maciel convivia com a doença de Alzheimer desde 2014 e, em março deste ano, foi diagnosticado com covid-19. Ele voltou a ser internado esta semana devido a uma infecção bacteriana.
O velório será hoje de 14h30 às 16h30 no salão Negro do Senado e o sepultamento às 17h30 na Ala dos Pioneiros do Cemitério Campo da Esperança, em Brasília.
Além de ter sido senador por três períodos – de 1983 a 1991, de 1991 a 1994 e de 2003 a 2011 – ele foi vice-presidente da República nos dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso, de 1995 a 1999 e de 1999 a 2003.
Também foi eleito imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), em 18 de dezembro de 2003, como oitavo ocupante da Cadeira nº 39, na sucessão de Roberto Marinho.
Recebeu ainda títulos de Cidadão Honorário de 42 cidades brasileiras, a maioria delas em Pernambuco. A ele é atribuída a autoria de frases célebres como: “Tudo pode acontecer, inclusive nada”.

Marco Antônio de Oliveira Maciel

Trajetória
Marco Antônio de Oliveira Maciel nasceu em Recife no dia 21 de julho de 1940. Casado com a socióloga Anna Maria Ferreira Maciel, foi pai de três filhos e avô de quatro netos. Era formado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e também foi professor e advogado.
Iniciou sua carreira política em 1963 ao ser eleito presidente da União Metropolitana dos Estudantes de Pernambuco, enquanto cursava Direito na UFPE. Elegeu-se em 1966 deputado estadual em Pernambuco pela Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do governo militar.
Também pela Arena, foi deputado federal por dois mandatos, de 1971 a 1974 e de 1975 a 1978. Eleito presidente da Câmara dos Deputados em fevereiro de 1977, enfrentou em abril o fechamento provisório do Congresso pelo então presidente da República, Ernesto Geisel, sob o pretexto de implementar a reforma no Poder Judiciário proposta pelo governo, cujo encaminhamento vinha sendo obstruído pela oposição.
No final de 1978, foi eleito pela Assembleia Legislativa de Pernambuco para o cargo de governador do estado, após indicação do presidente Ernesto Geisel, corroborada pelo sucessor de Geisel, general João Batista Figueiredo. Seu mandato terminou em 1982 e, no ano seguinte, chegou ao Senado.
Vice-Presidência
Em 1994, Marco Maciel foi indicado pelo PFL para substituir o senador alagoano Guilherme Palmeira como vice-presidente na chapa de Fernando Henrique Cardoso. A candidatura de Palmeira havia sido inviabilizada após denúncia de favorecimento de empreiteira por meio de emendas ao Orçamento da União. Maciel havia sido um dos primeiros líderes de seu partido a defender o apoio do PFL ao nome de Fernando Henrique.
Em 1º de janeiro de 1995, Maciel tomou posse como vice-presidente da República. Com bom trânsito no Congresso Nacional, foi designado por Fernando Henrique como articulador político do governo. Dessa forma, coube a Maciel coordenar as negociações em torno da aprovação das reformas constitucionais defendidas pelo novo governo, entre as quais se destacavam as reformas administrativa e fiscal voltada para o controle do deficit público, a reforma da Previdência Social, a quebra do monopólio estatal sobre o petróleo e as telecomunicações, a reforma administrativa e a extinção dos obstáculos à atuação de empresas estrangeiras no país.
Em 1º de janeiro de 2003, deixou a vice-presidência da República e, no mês seguinte, assumiu sua vaga no Senado por Pernambuco, eleito pelo PFL. Tendo apoiado o candidato José Serra (PSDB) nas eleições de 2002, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva, Maciel passou a fazer oposição ao novo governo. Ainda em 2007, filiou-se ao Democratas (DEM), sigla que sucedeu o PFL.

Repercussão
Em nota, o presidente Nacional do Democratas, Antonio Carlos Magalhães Neto, lembrou que Marco Maciel foi um dos fundadores do partido. “Neste 12 de junho, o Democratas se despede, já com o coração saudoso, de um dos seus fundadores. Marco Maciel foi um dos mais importantes quadros do nosso partido. Com sua exemplar atuação na vida pública, escreveu uma história irretocável de dedicação ao nosso país”, disse.
Para ACM Neto, o ex-vice-presidente da República “foi uma liderança capaz de motivar políticos de todas as idades. Quando ainda no movimento da Juventude do PFL, recebi palavras e gestos significativos de incentivo que jamais vou me esquecer. Mesmo carinho que nosso fundador direcionou a muitos jovens e políticos ao longo de toda a sua vida”, acrescentou.
“Homem de elevado espírito público, tenho certeza que o legado de Marco Maciel será lembrado por toda nossa história. Hoje, envio toda solidariedade e carinho aos familiares e amigos deste grande líder. Um sincero e fraterno abraço da família Democratas”, finalizou.
O presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco, disse que a partida de Marco Maciel “ inflige enorme perda para a política brasileira e a arte da conciliação”. “Meus sentimentos à sua família, amigos e admiradores”, disse, em nota.
A morte do ex-vice presidente também repercutiu nas redes sociais. O conterrâneo Mendonça Filho, ex-ministro da Educação, lamentou a morte, assim como outros políticos.

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