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Homem mata a esposa, enterra no quintal e finge por 18 dias que ela havia fugido de casa

Enquanto o marido fingia que a esposa havia fugido de casa

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Moradores de Paredão Grande, distrito de General Carneiro (450 km de Cuiabá), descobriram nessa terça-feira (18) que uma casa do distrito escondia um segredo há 18 dias.

Enquanto o marido fingia que a esposa havia fugido de casa, o corpo da mulher estava enterrado no quintal após ela ter sido vítima de um feminicídio.

Desaparecimento

A história começou no dia 31 de janeiro, quando Simone Ferreira, de 40 anos, não foi mais vista por familiares e amigos e deixou de responder o WhatsApp.

No dia do desaparecimento, por volta de 12h50, Simone estava conversando com o irmão, Cristiano Gomes dos Santos, que mora em Barra do Garças (520 km de Cuiabá), via WhatsApp.

Segundo o irmão, ela não reclamou de nada até encerrarem a conversa, quando ele precisou voltar a trabalhar. Ele notou que a irmã continuou publicando fotos no status do WhatsApp até as 15 horas e, depois disso, sumiu.

Às 17 horas Cristiano chamou Simone novamente, mas ela já não o respondeu.

Por volta de 23 horas, o cunhado, Henriclei, enviou para ele um áudio no WhatsApp perguntando se Simone havia aparecido em Barra do Garças.

O cunhado afirmou que o casal havia se desentendido e ela teria pegado os documentos pessoais e uma sandália e saído, dizendo que voltaria com o ex-marido, Rogério.

O ex em questão, segundo o irmão de Simone, mora no Distrito dos Baianos, região de São José do Xingu (950 km de Cuiabá).

Desde que o cunhado entrou em contato no dia 31 de janeiro, Cristiano passou a tentar falar com a irmã, mas não conseguiu. Acreditando na versão de Henriclei, ele, então, passou a tentar falar com o ex-marido da irmã.

 

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Descoberta

Demorou 17 dias para que Cristiano conseguisse contato com o ex-marido de Simone. Rogério ligou para o ex-cunhado nessa segunda-feira (17), informando que Simone nunca apareceu na região do Xingu, nem manteve contato com ele desde o dia 31 de janeiro.

Com a notícia, o irmão e a mãe de Simone resolveram procurar a polícia, após 17 dias sem notícias, e registraram um boletim de ocorrência dizendo que Simone estava desaparecida e só não procuraram a polícia antes porque acreditavam que ela estava com o ex-marido.

Eles contaram, também, que ela vivia um relacionamento com muitas brigas com o companheiro e que, sempre que os dois brigavam, ela corria para a casa da mãe, mas não fez isso dessa vez e, por isso, eles temiam que algo podia ter acontecido com ela.

Por fim, eles informaram à polícia que o casal já morava junto há seis ou sete meses, que Henriclei já tinha passagem pela polícia e que usava tornozeleira eletrônica.

 

Investigação

Após a denúncia, a Polícia Judiciária Civil começou a investigar o desaparecimento de Simone.

Questionado, a princípio, o companheiro dela, Enriclei Alves Ferreira, 38 anos, disse que após uma discussão, a mulher teria resolvido sair de casa. Ele, no entanto, afirmava à polícia que não sabia para onde ela poderia ter ido.

Pessoas próximas, porém, achavam a versão de Enriclei estranha, visto que Simone teria sumido sem falar com ninguém, nem dar nenhuma notícia de seu desaparecimento, o que indicava que ela não poderia estar na casa de nenhum conhecido.

Todos que a conheciam passaram a ser ouvidos pela Polícia Judiciária Civil.

 

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Confissão

Com um dia de investigação, nessa terça-feira (18), Enricei resolveu confessar o crime e disse que, após uma discussão, bateu a cabeça de Simone contra a parede e a matou.

O motivo seria ciúme. Ele teria visto uma conversa entre a companheira e o ex-marido dela no WhatsApp, em que o ex-marido pedia para voltar com a vítima.

Ao agredi-la, ele percebeu que ela estava sem vida e resolveu enterrá-la no quintal da casa onde os dois moravam.

A confissão se deu somente 18 dias após o crime. Durante esses dias, Henriclei seguiu sua vida normalmente, trabalhando e morando na casa, com o corpo da mulher enterrado no quintal, como se nada tivesse acontecido.

Após a confissão, Henriclei apontou o local onde o corpo estava enterrado, a perícia criminal foi acionada e o corpo de Simone foi encontrado em estado de putrefação.

Um exame de necropsia será realizado para apontar se realmente ela morreu somente pela batida da cabeça na parede, ou se tiveram outros golpes.

O delegado de General Carneiro, Nelder Pereira Martins, pediu a prisão preventiva de Henriclei alegando o motivo fútil, emprego de meio cruel e ocultação de cadáver e aguarda a decisão da Justiça para dar cumprimento.

*Com informações do site O livre

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Boletim coronavírus: Paraná registra dois óbitos pela doença. Sobe de 106 para 125 casos positivos

O novo boletim aponta 19 novos casos confirmados

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A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) confirmou dois óbitos por coronavírus nesta sexta-feira (27) em Maringá. Os exames foram realizados pelo Laboratório Central do Estado (Lacen/PR) nesta tarde.

 


Os óbitos referem-se a um homem de 84 anos que apresentou os primeiros sintomas no dia 15/03 e foi internado em um hospital da rede privada de Maringá. A filha dele havia viajado para a Espanha e retornou ao Brasil já doente, sendo confirmada para coronavírus no dia 18/03 com quadro clínico leve e em isolamento domiciliar até o momento.

 

Devido ao contato com este caso confirmado, o paciente passou a ser considerado como caso suspeito e veio a óbito nesta quinta-feira (26). Já o segundo, é uma mulher, 54 anos que viajou para João Pessoa na Paraíba, passou por São Paulo e retornou ao Estado no dia 11/03. Iniciou os sintomas em 14/03 e internou em rede particular de Sarandi no dia 20/03. A paciente veio a óbito nesta quarta-feira (25). Ambos possuíam comorbidades.

NOVOS CASOS – O novo boletim aponta 19 novos casos confirmados, incluindo os dois óbitos. As novas confirmações são em Cascavel (3), Cianorte (1), Guarapuava (1), Curitiba (5), Maringá (4), Iretama (1), Campo Mourão (1), Umuarama (1), Guaíra (1) e União da Vitória (1). Os pacientes têm idades entre 22 e 84 anos. Nove pacientes estão em isolamento hospitalar, seis em Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

Ao todo o Paraná tem agora 125 casos confirmados – quatro não residem no Estado -, 2.004 descartados e 1.078 em investigação.
NOVA METODOLOGIA – O Paraná adotou nesta sexta-feira (27) um sistema ligado ao Laboratório Central do Estado (Lacen/PR) para contabilidade de dados de todas as notificações que foram recolhidas amostras a fim de precisar os números o mais próximo possível da realidade de suspeitos no Estado.

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