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Não desperdice: como usar a casca de abacaxi de 10 maneiras diferentes

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Não desperdice: como usar a casca de abacaxi de 10 maneiras diferentes
fruta diferente, abundante e altamente nutritiva: o abacaxi é apreciado por muitas pessoas por seu sabor cítrico e sua versatilidade. Mas, o que muitos não percebem, é que os resíduos dessa fruta, que, geralmente, vão parar no lixo, são ainda mais saudáveis do que a polpa da fruta.
Além disso, o aproveitamento integral do alimento é um bem para o meio ambiente. Os ganhos são muitos, então por que não inovar?

Conheça abaixo os benefícios da casca do abacaxi e como ela pode ser consumida.
Por que não jogar fora. Benefícios da casca de abacaxi
As cascas do abacaxi são muito nutritivas e isso se deve, em grande parte, a uma enzima chamada bromelaína.

Ela tem alto poder anti-inflamatório, ajudando a amenizar dores nas articulações, artrite, tensões musculares, entre outras.
Essa substância auxilia ainda a combater coágulos sanguíneos, manter a pressão arterial equilibrada e a deixar a composição do sangue mais saudável. Além disso, a bromelaína pode ser bem útil em episódios de gripe, resfriados ou alergias respiratórias, pois ajuda a cessar o muco, reduzir a tosse e estimular o sistema imunológico.
A casca do abacaxi também é importante para a saúde digestiva, pois favorece uma flora intestinal saudável, ajuda na digestão e combate problemas, como prisão de ventre e a síndrome do intestino irritável.

A vitamina C, presente nela, ajuda a fortalecer a imunidade e prevenir doenças oculares degenerativas. Os nutrientes presentes na casca podem auxiliar na prevenção de alguns tipos de câncer, além de fortalecer os ossos, dentes e gengivas e melhorar a fertilidade.
Como usar a casca do abacaxi
Agora que você já sabe os benefícios da casca de abacaxi, é hora de colocar a mão na massa e utilizar todo potencial dessa parte da fruta.

Conheça abaixo alguns dos usos possíveis:
Água de abacaxi
• Um uso simples e prático. Para preparar a água de abacaxi, coloque as cascas em uma panela com água e deixe ferver por cerca de 35 minutos.
• Se quiser, pode adicionar canela em pau para dar ainda mais sabor.
• Passado o tempo de fervura, deixe em infusão por mais 30 minutos, retire as cascas e pronto.
• É só beber!

Chá de sol de casca de abacaxi
Separe todos os resíduos do abacaxi em um recipiente, cubra com água e deixe no sol por algumas horas, até a água ficar amarelada. Após esse tempo, coe e leve à geladeira. Você pode adoçar, se preferir, ou consumir in natura.
Vinagre de abacaxi
• Em uma tigela, coloque os resíduos de 1 abacaxi, 2 colheres de chá de orégano seco, meio litro de água e lascas de pimenta vermelha.
• Certifique-se de que a água seja filtrada e não clorada, pois o cloro mata as bactérias que são necessárias para a fermentação. Cubra com gaze e deixe em temperatura ambiente por cerca de 36 horas. Após esse período, retire a espuma que vai se formar no topo, os pedaços de abacaxi e coe o vinagre. Conserve em frascos bem fechados.

Suco de casca de abacaxi

• Ferva as cascas de abacaxi em uma panela com água. Depois, espere esfriar e coe. Esse preparo pode ser base para vários tipos de suco e fica muito bom natural também.
• Se você preferir um chá mais tradicional, basta ferver as cascas do abacaxi em uma panela com água. Após levantar fervura, abaixe o fogo e deixe cozinhando, em fogo médio, por cerca de 40 minutos, com a tampa entreaberta. Após isso, desligue o fogo e deixe 5 minutos em infusão.
• Coe, adoce e bom apetite!


Aromatizador de abacaxi
As cascas podem ser desidratadas para servirem como um cheiroso aromatizador de ambiente. Embora existam produtos específicos para isso, é possível secar as cascas em uma grelha. Dá para misturar as cascas de abacaxi com outros aromatizadores naturais, como cascas de outras frutas cítricas, flores ou especiarias.
Esfoliante para os pés
A bromelaína é também um ótimo emoliente. Para se beneficiar das cascas do abacaxi dessa forma, basta fazer uma pasta (no liquidificador ou processador de alimentos) com os resíduos, passar nos pés e deixar por 20 minutos. Depois é só enxaguar, secar e hidratar.

Tônico para a pele
A água de casca de abacaxi pode ser um tônico facial excelente, já que a bromelaína ajuda a eliminar as células mortas da pele, aliviando os sintomas da acne. A receita é a mesma para fazer a água de casca de abacaxi. Basta passar na pele, após lavar o rosto.
Aromatizador para automóveis
O segredo para um carro bem perfumado pode envolver algo bem simples, como colocar cascas de abacaxi em um saco plástico e deixar em um local do veículo que fique exposto ao sol. O carro vai cheirar bem e todo mundo vai querer saber o segredo.

Zoborodo
Bebida típica da Nigéria, essa mistura pode ser feita em casa. Basta adicionar cascas de abacaxi, flores de hibisco, 1 colher de sopa de gengibre picado, suco de 2 limões e açúcar a gosto em uma panela com 2 litros de água.
Deixe ferver, cozinhe por 5 minutos, retire do fogo e feche a tampa. Deixe em infusão por 10 minutos, coe e leve para geladeira.

Tepache
• Mudando um pouco de país, é a vez de experimentar o Tepache, bebida típica do México, que é produzida a partir da fermentação do abacaxi.
• Para fazê-la, lave as cascas do abacaxi, corte-as em pedaços grandes, coloque em uma tigela de vidro juntamente com 8 xícaras de água, 2.5 xícaras de piloncilo (melaço extraído da cana de açúcar) ou açúcar mascavo temperado com especiarias, canela e cravo.

• Cubra com gaze e deixe descansar por 48 horas.
• Depois disso, coe o líquido, acrescente mais 4 xícaras de água e deixe descansar por mais 12 horas.
• Coe novamente e sirva gelado.
Usos industriais da casca do abacaxi
Outras formas de utilização das cascas do abacaxi envolvem processos industriais. Já é possível, por exemplo, fazer embalagens com resíduos do abacaxi e outras frutas.

A ideia original é fruto da iniciativa da startup colombiana Lifepack, que desenvolveu materiais substitutos de itens de plástico a partir de restos de cascas, como a de abacaxi. O mais legal é que são produtos que podem voltar tranquilamente para a natureza por serem orgânicos e biodegradáveis
Além desse uso, é possível também fazer papel, já que a casca é rica em celulose, hemicelulose e outros carboidratos, e biogás, já que os resíduos podem produzir metano.
O abacaxi tem ainda largo uso em produtos em conserva, como é o caso do abacaxi em lata, facilmente encontrado nas prateleiras dos supermercados brasileiros.
Pode ainda servir com base para fazer frutas secas e matéria orgânica para alimentação dos animais.
Com tantos usos e benefícios, desperdício nunca mais! Reaproveite! Compartilhe!
Do GreenMe

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Praça de pedágio mais cara do País é uma das primeiras a ter a cobrança encerrada no Paraná

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Praça de pedágio mais cara do País é uma das primeiras a ter a cobrança encerrada no Paraná
Com o fim dos contratos de concessão, praças de pedágio da Econorte, Viapar e Ecocataratas tiveram suas cancelas liberadas às 23h59 desta sexta-feira (26). Praça de Jataizinho, que possuia a tarifa mais alta do Anel da Integração, está entre elas. Restante das praças encerra atividades no final da noite deste sábado.

27.11.2021 – Fim das concessões rodoviárias no Paraná – praça de pedagio de Jataizinho.
Foto Gilson Abreu/AEN

A virada do dia 26 para o dia 27 de novembro marcou o “início do fim” dos atuais contratos de concessão de rodovias no Paraná. À meia-noite, as cancelas de 14 praças de pedágio dos lotes 1, 2 e 3 (Econorte, Viapar e Ecocataratas) foram levantadas, e os motoristas deixaram de pagar as tarifas. Na passagem deste sábado (27) para domingo o mesmo vai acontecer em outras 13 praças, dos lotes 4, 5 e 6 (Caminhos do Paraná, Rodonorte e Ecovia).
O encerramento dos atuais contratos foi bastante simbólico, especialmente na região Norte do Paraná, nas proximidades de Londrina. Isso porque a praça de pedágio de Jataizinho possuía as tarifas mais caras do Brasil. O custo partia de R$ 26,40 podendo chegar a R$ 150,50, nos casos de caminhões com 7 eixos. Uma operação foi coordenada no local pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), com apoio da Polícia Militar do Paraná. Durante o final da noite e começo da madrugada, quem passava pela praça de pedágio celebrava o fim de uma cobrança considerada por muitos abusiva.

“Estou no sexto ano de Medicina, e durante quatro anos eu me deslocava de Cornélio Procópio para Londrina para estudar, passando por essa praça na ida e na volta”, contou o enfermeiro Fagner da Costa. “Gastei uma quantia incalculável de dinheiro pagando a tarifa aqui”.
Já o contador Samuel Rodrigues de Jesus Júnior salientou que esta é uma chance de realizar a concessão com tarifas menores. “O fim desses contratos é um marco para que o Governo do Estado consiga fazer um novo contrato com um valor justo para a população”, disse.

 

 

Houve até quem foi pego de surpresa pelo fim da cobrança. O casal Giovane Gross e Heloísa Cristina chegou às proximidades da praça pouco antes da meia-noite e se surpreendeu com o movimento. “Sabíamos que o contrato estava para acabar, mas não lembramos que era justamente hoje”, contou a autônoma.
O marido, que trabalha como bancário, ressaltou o impacto das cancelas abertas no local. “Nós moramos em Cornélio Procópio, e já gastamos muito dinheiro com pedágio nessa praça e em Cambará. E o problema nem é pagar uma tarifa, pelos serviços que o pedágio oferece, mas tem que ser um valor justo. Como está, gastamos mais com pedágio até do que com o combustível”, lembrou Giovane.

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Já o caminhoneiro Ronaldo de Oliveira Sales, que passou conduzindo um caminhão-tanque transportando óleo vegetal, citou que a passagem pelas praças mais caras sempre pesou no orçamento de trabalho. “Com eixo erguido, pagando dois eixos, são R$ 43 só aqui. Com todos os eixos dá mais de R$ 60”, comentou. “A esperança é que, na próxima concessão, a gente pague uma tarifa baixa e que caiba no bolso”.

 

OPERAÇÃO – Com o fim das concessões rodoviárias no Paraná, uma verdadeira força-tarefa foi formada pelas secretarias de Estado da Infraestrutura e Logística, da Saúde e da Segurança Pública, juntamente com a PRF, para a continuidade dos principais serviços que até então eram prestados pelas concessionárias.

 

As praças fechadas na madrugada deste sábado foram as de Jacarezinho, Jataizinho e Sertaneja (relativas à Econorte); Arapongas, Mandaguari, Presidente Castelo Branco, Floresta, Campo Mourão e Corbélia (relativas à Viapar) e São Miguel do Iguaçu, Céu Azul, Cascavel, Laranjeiras do Sul e Candói (relativas à EcoCataratas).
Para evitar acidentes nas praças de pedágio, um novo fluxo foi organizado, com o tráfego canalizado pelas vias laterais, enquanto as centrais foram bloqueadas. O novo desenho de tráfego foi direcionado pelas PRF e Polícia Rodoviária Estadual (PRE). Após decisão judicial, a sinalização desse desvio ficou sob responsabilidade das concessionárias.

 

Em Jataizinho, a operação foi coordenada pela PRF. Segundo o agente Renato Alves, que participou da operação desta sexta-feira, o objetivo é garantir segurança e tranquilidade aos motoristas e evitar transtornos nessa mudança de rotina no local. “Estamos dando um suporte no local. A situação aqui é um pouco distinta, porque a Econorte permanece com o trabalho de guincho e atendimento médico, devido a um acordo judicial. Nosso objetivo aqui é ajudar para que não ocorram acidentes ou incidentes”, explicou o policial rodoviário federal. “Temos recomendado que os motoristas passem por esses locais respeitando os limites de velocidade e as sinalizações de desvios, o que será importante para que tudo corra com tranquilidade”.

 

No começo deste domingo, a mesma ação será realizada nas praças de Prudentópolis/Relógio, Irati, Porto Amazonas, Imbituva e Lapa (relativos à Caminhos do Paraná), Balsa Nova, Palmeira, Carambeí, Jaguariaíva, Tibagi, Imbaú e Ortigueira (Rodonorte) e de São José dos Pinhais (Ecovia).
TRÁFEGO – Com o fim da prestação de serviços por parte das concessionárias, eventuais interrupções na pista por causa de acidentes terão suporte da Polícia Militar do Paraná para desobstrução das vias. Neste primeiro momento, serão utilizados os guinchos da PM, mas o DER/PR já lançou um edital de licitação para contratação do serviço de guincho mecânico, leves e pesados, até o início das novas concessões.

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Importante ressaltar que a PM fará apenas a desobstrução da pista, para manter o fluxo das rodovias. A retirada do veículo do local será de responsabilidade dos usuários. Em casos de falhas elétricas ou mecânicas, o motorista também deverá fazer a sinalização e afastamento do veículo para não atrapalhar o tráfego.
Em caso de acidente ou emergência médica, o usuário deverá direcionar a chamada segundo sua ocorrência. Em caso de problemas na pista, motoristas que estiverem em rodovias federais (BR) podem ligar diretamente para o número 191, atendido pela PRF. Já os usuários que circularem pelas rodovias estaduais (PR e PRC) poderão discar 198, que direciona para a PRE. Para casos de interrupção de pista e outras ocorrências, o recomendado é ligar para o 190, da Polícia Militar, que tem capilaridade para transferir as ocorrências para as instituições correspondentes.
Em situações de acidentes com vítimas, o usuário deve ligar para o número 193, do Corpo de Bombeiros, tanto em rodovia federal quanto em rodovia estadual. Os atendimentos serão realizados em parceria com a rede de Samu. Vale lembrar que o usuário deve buscar um local seguro para fazer a ligação.

 

As únicas rodovias que continuarão recebendo o atendimento da concessionária são as do Lote 1 e do Lote 4, cobertas pela Econorte e Caminhos do Paraná. A exceção é consequência de um acordo firmado entre as empresas e o DER/PR. Com isso, continuarão realizando os serviços de guincho mecânico, de ambulâncias para atendimento pré-hospitalar, mantendo o centro de controle de operações e telefone para emergências 0800. A medida terá validade por 365 dias, devendo atender a todo o intervalo entre concessões.

 

PRF – A maior parte do Anel de Integração – 1,8 mil dos 2,5 mil quilômetros de rodovias – é federal. Nesses trechos, o patrulhamento é feito pela Polícia Rodoviária Federal, que também reforçou a sua estrutura para atendimento após o fim das concessões. O efetivo será de 40% a 100% maior, com presença estratégica nos trechos que demandam maior atenção — tais como praças de pedágio e locais onde acontecem mais ocorrências.

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