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Rapaz suspeito na morte de adolescente após hemorragia em motel detalha tentativa de socorrê-la

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A garota foi levada por ele até a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) e morreu pouco tempo depois.
O rapaz de 29 anos suspeito na morte de Lívia Izabel Zanetoni (foto), 17 anos, após hemorragia em um motel em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, na tarde desta quarta-feira (20) está bastante abalado com o que aconteceu e detalhou a tentativa de socorrer a adolescente. Ele está preso na Delegacia de Pinhais e, segundo o advogado de defesa Igor Ogar, colabora e participa de diligências impostas pela Polícia Civil. A garota foi levada por ele até a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Pinhais e morreu pouco tempo depois. A causa da morte está sendo investigada.


Segundo a defesa, há informações preliminares e não-oficiais de que o corpo da adolescente não possui marcas de violência.
“Conversei com o Lucas, ele está bastante abalado com a morte dessa adolescente, todos nós, lamentamos profundamente os fatos que aconteceram. Ele disse que não cometeu nenhum crime, inclusive, já tivemos informações preliminares de que exames iniciais já foram feitos nessa adolescente e dão conta de que a mesma não sofreu nenhum tipo de agressão, o que já deixa claro que não houve nenhuma evidência nesse sentido”, detalhou.

 

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Foto: Eliandro Santana/Banda B
Para o advogado de defesa, o rapaz contou que a hemorragia na adolescente começou logo após a relação sexual. “Ele e a adolescente foram até o motel, lá tiveram relações e, logo em seguida, essa adolescente começou a sangrar, não sabendo a razão. Ele ficou bastante preocupado, chamou as pessoas do estabelecimento, depois ligou para a Polícia Militar por meio do 190, foi atendido, mas enquanto as viaturas se deslocavam não quis esperar, estava muito preocupado, então a levou para a UPA de Pinhais. Lá, ele não tinha respostas dos médicos, resolveu buscar a mãe da adolescente e na volta receberam a informação de que a garota já estava sem vida. Até então não há nenhum ato criminoso por parte do Lucas”, descreveu.

 

No Boletim de Ocorrência (BO) da Polícia Militar (PM), o rapaz, no entanto, diz que o sangramento da adolescente aconteceu durante a relação sexual. No documento oficial, há informação de que a garota era virgem.
Igor Ogar afirma que o rapaz já tem antecedentes com a Justiça, no entanto nenhum parecido com a situação recente. “Ele é uma pessoa que tem antecedentes, mas nenhum com práticas nesse sentido, se manifesta em ajudar a investigação e está colaborando com todas as diligências que estão sendo ditas”, acredita o advogado.

Perícia
O carro do rapaz está apreendido para perícias do Instituto de Criminalística. Ele também esteve com a médica do Instituto Médico Legal (IML) para algumas apurações quanto aos detalhes do que aconteceu no motel. Haverá exames toxicológicos para apontar se o casal consumiu drogas. “O Lucas afirma categoricamente que não utilizou nenhum tipo de droga, assim como a adolescente”, defende Igor Ogar.
A defesa do rapaz tentará a liberdade dele ainda nesta quinta-feira (21). “Eu entendo que essa prisão dele seja uma ilegalidade, irei novamente conversar com a autoridade policial para entender motivo e razão”, finalizou o advogado de defesa.

Da Banda B

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Governador faz reuniões de emergência com prefeitos do Paraná

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Governador faz reuniões de emergência com prefeitos do Paraná

O governador Carlos Massa Ratinho Junior convocou na noite desta quinta-feira (25) duas reuniões virtuais de emergência para discutir o cenário da pandemia da Covid-19 e novas medidas restritivas a serem apresentadas para a sociedade nesta sexta-feira (26). Uma foi com os prefeitos dos cinco maiores municípios do Paraná e a outra com todos os presidentes das associações municipais, que congregam as 399 cidades do Estado.
“É o pior momento da pandemia neste um ano de enfrentamento da doença. A ideia é apresentar para a sociedade um pacote de medidas mais duro nesta sexta-feira para conter o contágio e evitar o colapso na rede de atendimento. Queremos construir um esforço conjunto para frear a curva crescente no Paraná”, afirmou Ratinho Junior. “Não é fácil, é uma decisão dura, mas é do nosso ofício tomar decisões difíceis”.

O governador também destacou que as curvas de infectados e de hospitalizações cresceram muito nos últimos dias, aquém da trajetória da pandemia em 2020. Ele disse que as medidas ajudarão a controlar a contaminação e servirão para ajudar a população, e lembrou que o Estado pode estar sendo impactado pela circulação de novas cepas.
“Serão dias turbulentos, mas as medidas servirão para salvar vidas. Não podemos ter um colapso na saúde. Vamos vencer mais esse momento”, afirmou Ratinho Junior. “Além disso, há muitos jovens sendo internados, o que antes não ocorria, e houve um aumento de 900% na fila de pessoas precisando de leitos hospitalares. É um cenário gravíssimo”.
As medidas ainda não foram detalhadas porque foram alvo de discussão com os prefeitos. O objetivo dos dois encontros foi justamente procurar uma uniformidade de decisões com os executivos municipais e discutir necessidades regionais que precisam constar no decreto estadual. As restrições serão apresentadas definitivamente nesta sexta-feira.
“Precisamos do apoio de todos os prefeitos. A vacina causou uma falsa ilusão de proteção. Ela não chegou na quantidade suficiente, mas trouxe esperança, o que fez com que as aglomerações voltassem e as pessoas relaxassem nas medidas básicas de proteção”, disse o secretário estadual da Saúde, Beto Preto. “Serão dias de esforço pela frente para que possamos atender as pessoas dentro do nosso quadro de leitos hospitalares”.
CENÁRIO – Nos dois encontros, o diretor de Gestão em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, Vinícius Filipak, apresentou um panorama da pandemia. Segundo ele, o Paraná se encontra no pior momento desde o começo do enfrentamento, com viés de piora em todos os indicadores (ocupação de leitos, espera na fila para internação, novos casos e óbitos) se nada for feito para interromper a circulação.
Ele destacou que o Paraná alcançou a marca de 11,3 mil mortos e quase 630 mil infectados, e que a rede de atendimento da Covid-19 nos hospitais conta com 1.271 leitos de UTI para adultos e 1.790 leitos de enfermaria, com ocupação acima de 94% no atendimento que requer intubação. Esse índice está acima da previsão pessimista de evolução.
“Mesmo com o tamanho dessa rede, e o incremento dos leitos do sistema privado, nunca tivemos uma ocupação tão elevada, é o maior número da nossa série histórica. São mais de 3 mil pacientes internados, confirmados ou suspeitos, nesse momento. Nunca o Paraná teve esse número simultâneo”, afirmou.
Filipak também ressaltou que 92% dos pedidos de internação foram atendidos em até 24 horas no Paraná desde o começo da pandemia. Nas últimas semanas, no entanto, quase 20% aguardaram mais de um dia uma vaga na Central de Leitos, o que demonstra aumento da ocupação e do tempo de internamento.
“Se hoje temos esse número de contaminados, imagina nas próximas semanas. É hora de fazer alguma coisa porque isso terá impacto direto nas internações da semana que vem e da outra. As medidas serão destinadas a reduzir o risco real de contaminação, sob pena de falência integral do sistema de atendimento”, destacou.
Ele também pediu aos prefeitos que ampliem a testagem na população nos próximos dias e destacou que houve uma diminuição muito brusca na estratégia de mapeamento. “Atualmente a média é de 40% de positivos nos testes do Paraná. Isso é inadmissível porque mostra que estamos testando apenas pacientes sintomáticos e perdendo oportunidade de detectar os demais, que estão circulando. Uma testagem ampla deveria significar 8% a 10% de positivos”, arrematou.

REUNIÕES – Participaram da primeira reunião os prefeitos Curitiba (Rafael Greca), Ponta Grossa (Elizabeth Schmidt), Maringá (Ulisses Maia), Londrina (Marcelo Belinati) e representantes da prefeitura Cascavel. Da segunda, participaram os presidentes das 19 associações que congregam os 399 municípios, além da Associação dos Municípios do Paraná (AMP).
Pelo Governo do Estado, participaram o chefe da Casa Civil, Guto Silva; o secretário de Comunicação e Cultura, João Debiasi; a diretora de Vigilância Epidemiológica, Acácia Nasr; e a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde, Maria Goretti David Lopes.
O vice-governador Darci Piana também conversou nesta quinta-feira com os líderes das entidades empresariais representadas no G7 e líderes religiosos.

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