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Regiões de Campo Mourão e Goioerê também enfrentam falta de leitos de UTI

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As regiões de Campo Mourão, Goioerê e Umuarama estão em alerta total em decorrência da falta de leitos para atender pacientes da Covid-19. Em Campo Mourão, todos 9 leitos de UTI-Covid (SUS), destinados exclusivamente ao tratamento de pacientes infectados com o novo coronavírus da Santa Casa, hospital referência da região para tratamento da doença, estão ocupados. A informação foi divulgada pelo próprio hospital, em nota oficial, e repassada pela Tribuna do Interior.

“O Hospital Santa Casa de Campo Mourão comunica que a Unidade de Terapia Intensiva Covid encontra-se em sua lotação máxima”, resume a nota. Pacientes de Campo Mourão e região que necessitarem de internamentos de UTI terão de ser realocados agora a outros hospitais da Macrorregião Noroeste, que abrange a Comcam, como Umuarama, Paranavaí, Maringá, ou Cianorte.

 

A preocupação com a lotação dos leitos já vinha sendo anunciada há vários dias pelo chefe da 11ª Regional de Saúde de Campo Mourão, Eurivelton Wagner Siqueira, que critica a flexibilização dos municípios a protocolos de prevenção e relaxamento da população, fatores que contribuíram para uma ‘explosão’ de casos de Covid em toda a região.

UTI-Neonatal

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Ainda segundo a Santa Casa, a UTI-Netonatal do hospital também encontra-se com taxa de 100% de ocupação. Ou seja, todos os 11 leitos existentes estão ocupados. “E não dispomos de ventilador mecânico no momento, assim sem condições de receber novos pacientes. Dessa maneira solicita-se desvio de fluxo das gestantes em trabalho de parto prematuro e recém nascidos que necessitam de UTI Neonatal até a resolução dos casos internos para segurança dos pacientes”, informou a Santa Casa. Já a UTI-Neo Covid e enfermaria estão apenas com 3 de 6 leitos disponíveis.

Goioerê

Na última sexta-feira (20), devido ao aumento de casos de coronavírus na região, a Secretaria Estadual de Saúde do Paraná autorizou a reativação de 15 leitos de enfermaria para tratamento de pacientes com coronavírus na Santa Casa de Goioerê.

O hospital estava com apenas 5 leitos, os outros 15 tinham sido desativados no mês passado. Agora a unidade passa a contar com 20 leitos de enfermaria e também com 10 unidades de UTIs exclusivas para tratamento de Covid-19.

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Atualmente a Santa Casa de Campo Mourão conta com 9 leitos de UTI-Covid, todos ocupados (antes eram 15) e 10 leitos de enfermaria. “A população deve fazer a sua parte evitando aglomerações e usando máscara de proteção. Os municípios também devem intensificar o monitoramento de medidas restritivas”, disse Siqueira. (OBemdito e Tribuna do Interior)

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Variantes do coronavírus já podem estar circulando pelo Paraná

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É possível, quiçá até provável, que ao menos uma das variantes do novo coronavírus já esteja circulando pelo Paraná, com especial destaque à cepa carioca. Descoberta no final do ano passado por pesquisadores do Rio de Janeiro, a nova linhagem foi identificada em uma amostra de genoma do estado enviada à Rede Corona-ômicaBR/MCTI, que faz a vigilância genômica do coronavírus. Conforme a geneticista Carolina Voloch, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), além do Paraná, estados como São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia, Paraíba, Alagoas e Amazonas também já registraram casos de Covid-19 causados pela nova cepa do vírus.


No caso paranaense, entretanto, também é alta a possibilidade de outra variante já estar circulando: a do Amazonas. Isso porque nove moradores de Manaus que viajaram para Curitiba nos últimos 15 dias são suspeitos de serem portadores da variante amazônica do novo coronavírus. Um dos infectados – uma mulher que estava entubada em hospital particular – morreu no final de semana em decorrência da doença. Os outros estão em isolamento social e sendo monitorados, ao mesmo tempo em que são aguardados os exames que confirmarão (ou não) se essas pessoas foram infectadas pela variante.

Mas afinal, o que são essas variantes do coronavírus e como elas surgiram? Mais: é possível que isso tudo venha a agravar a crise sanitária e a atrapalhar os esforços para vacinar a população?
Em verdade, neste momento se há mais perguntas do que respostas definitivas. Mas as primeiras evidências já estão aí – e não são muito animadoras, adianto.

Começando ‘pelo início’, é importante destacar que as mutações fazem parte da evolução natural das epidemias virais, acontecendo principalmente nos vírus de RNA, como os coronavírus. O que acontece, na prática, é que os vírus, para se multiplicar no organismo, invadem as células. Durante o processo de reprodução, contudo, podem acontecer alterações no código genético e, quando há uma quantidade significativa de mutações, surgem novas cepas, que são microorganismos da mesma espécie, mas com características genéticas distintas.


Uma mudança encontrada nas três variantes, por exemplo, foi a N501Y, nome que se refere a uma alteração na proteína spike, do Sars-CoV-2, que é uma espécie de chave de como o patógeno interage com o corpo humano (tanto em relação à resposta imune quanto na ligação e entrada nas células das vias aéreas humanas). Na posição 501, onde o vírus se liga ao receptor celular, o tipo de molécula de aminoácido mudou de asparagina (N) para tirosina (Y). Ao que tudo indica, a mudança parece fortalecer a ligação entre o patógeno e as células humanas, amplificando a capacidade de contágio do vírus.

“O principal motivo que faz a emergência desse tipo de variante é o grande número de pessoas infectadas. Quanto mais pessoas infectadas você tem, mais você dá a chance do vírus evoluir. E aí estamos falando de milhões de pessoas infectadas em todo o mundo e hot spots. Nesses lugares com muitas pessoas infectadas, a chance de emergir um vírus com maior número de mutações é maior. Por isso, quando fazemos o distanciamento social e adotamos medidas de controle simples, como utilização de máscara e higienização das mãos com álcool em gel, estamos não só nos protegendo da infecção, mas, pensando de maneira coletiva, estamos freando a evolução do vírus”

 

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Os principais temores com essas mutações do coronavírus é que aumentem a transmissibilidade e reduzam a eficiência de vacinas. Por ora, contudo, não há qualquer evidência de que os imunizantes tenham sido afetados e, caso isso aconteça, há ainda a possibilidade de atualização das vacinas, como acontece com a da gripe.

Por outro lado, já foram relatados casos de reinfecção entre pacientes, inclusive na Amazônia.
No caso da variante do Reino Unido, sobre a qual já há mais informações, estima-se uma capacidade de contaminação até 70% maior e recentemente o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, também citou evidências de maior mortalidade.

Já no caso das variantes brasileiras, ainda mais recentemente descobertas, não é possível estimar qual o impacto, por exemplo, na explosão de casos da doença em Manaus. “Precisamos sequenciar muitas outras amostras para ver a frequência dela atualmente, mas eu acredito sim que ela seja um dos fatores [para a exploração de casos no Amazonas”, comenta Felipe Naveca, da Fiocruz Amazônia.
Saiba

Importância da vacinação
Para evitar que novas linhagens surjam e se espalhem, a recomendação da ciência é vacinar e fazer isso o mais depressa possível, atingindo o maior número de pessoas. Não à atoa, recentemente o conselheiro-chefe de medicina da Casa Branca, Anthony Faucy, declarou que as “sinistras” linhagens brasileiras e sul-africana são “mais uma razão para se vacinar o maior número de pessoas possível”. Nesse sentido, uma boa notícia foi dada na segunda-feira, pela Moderna-INC, que declarou que sua vacina contra a Covid-19 produziu anticorpos neutralizantes de vírus em testes de laboratórios contra novas variantes encontradas no Reino Unido e na África do Sul. De toda forma, um reforço na vacina contra a variante sul-africana ainda seria testada, para verificar se isso seria mais eficaz no aumento de anticorpos contra essa e outras variantes futuras.

(Bem Paraná)

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