PARANÁ|BRASIL
Adesivo eleitoral pode levar à perda da cobertura de seguro
Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil
Adesivo eleitoral pode levar à perda da cobertura de seguro
Motoristas que pretendem adesivar veículos com propaganda eleitoral ou utilizá-los em atividades de campanha nas eleições 2026 devem informar previamente a seguradora para evitar problemas em caso de sinistro. O alerta é da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg).

Segundo a vice-presidente da Comissão de Seguro Auto da entidade, Keila Farias, a adesivação com material eleitoral e o uso do automóvel em atividades de campanha podem ser considerados pelas seguradoras como aumento de risco, devido à maior exposição a acidentes, vandalismo e circulação em eventos públicos.
“O uso de veiculo para fins publicitários ou de apoio a campanhas eleitorais torna-o mais exposto a acidentes, roubo e até a vandalismo, e isso leva a necessidade de adequação do contato de seguro”, explica Keila.

A FenSeg acrescenta que mudanças no perfil de uso do veículo sem atualização da apólice podem resultar em recusa de indenização por roubo, furto ou colisão. Desta forma, veículos de passeio com propaganda ostensiva de candidatos, utilizados para circulação e apoio a campanhas políticas têm a necessidade de alteração de uso “particular” para “comercial/publicitário”.
As seguradoras argumentam que a utilização do carro para transporte de material de campanha, deslocamento de equipes ou atividades de apoio altera as condições avaliadas quando o contrato foi firmado.
A entidade também destaca que danos a adesivos, plotagens e envelopamentos geralmente não estão cobertos pelos seguros convencionais. Além disso, prejuízos decorrentes de tumultos, motins e atos de vandalismo costumam estar entre as exclusões previstas nos contratos.
Como evitar a perda da cobertura
- Informar a seguradora antes de adesivar o veículo
- Comunicar qualquer mudança na utilização do carro durante a campanha eleitoral
- Consultar o corretor de seguros antes de prestar serviços a candidatos ou partidos
- Solicitar um endosso para registrar formalmente a alteração na apólice, quando necessário
- No entanto, veículos de passeio com propaganda ostensiva de candidatos, utilizados para circulação e apoio a campanhas políticas têm a necessidade de alteração de uso “particular” para “comercial/publicitário”. Verificar se o envelopamento exige atualização do registro do veículo junto ao Detran
- Conferir quais danos e situações estão excluídos da cobertura contratada
A Federação nacional de seguros Gerais esclarece que adesivos de pequeno porte em veículos de passeio, sem alteração de utilização, não comprometem a cobertura do seguro.
*Matéria alterada às 20h55 do dia 11 de agosto para acréscimo de esclarecimentos da FenSeg.
PARANÁ|BRASIL
El Niño trará acumulados de chuva acima da média até dezembro no Paraná
El Niño trará acumulados de chuva acima da média até dezembro no Paraná
O fenômeno El Niño chegou à sua categoria mais alta no Oceano Pacífico Equatorial. As previsões de todos os institutos internacionais apontam que a intensidade do fenômeno ainda irá subir até novembro, e ele permanecerá ativo até, pelo menos, março de 2027. No Paraná, de acordo com o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, o principal impacto é o aumento no volume de chuvas, que terão acumulados acima da média até dezembro deste ano.
As informações são do balanço de atualização do El Niño, divulgado pelo Simepar nesta quinta-feira (08). A temperatura chegou a 2,1°C acima da média na área de referência para monitoramento do El Niño pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica Americana (NOAA). O valor subiu de forma consistente desde abril deste ano, e em junho foi confirmado que o fenômeno já está ativo.
Há previsão de que o índice de temperatura chegue a 3,3°C acima da média até entre novembro e janeiro, com 83% de chance de que se configure como um dos El Niños mais fortes de todos os que já foram registrados desde 1950. Gradativamente ele perderá intensidade após este pico, mas a probabilidade é também de 83%, segundo a NOAA, de que o El Niño siga sob intensidade muito forte até o fim do verão de 2027, em março.

Com este cenário climático, o Simepar aponta previsão de chuva acima da média concentrada em poucos dias, o que aumenta o risco de temporais severos, granizo e raios no Paraná. Apesar da previsão de chuva acima da média para todas as regiões, os prognósticos indicam que os maiores desvios devem ocorrer nas regiões Centro-Sul, Sul, Oeste e Sudoeste.
Apesar do El Niño influenciar o comportamento de precipitação e temperatura no Paraná, indicando meses e estações do ano em que estas variáveis fiquem bem distantes das médias históricas, o Simepar ressalta que o acompanhamento diário e contínuo das previsões do tempo e suas atualizações são indispensáveis, pois os períodos específicos em que os episódios de chuva irão ocorrer dependem dos tipos de sistemas atuantes na região (frentes frias, sistemas de baixa pressão ou sistemas semiestacionários, por exemplo).
Mesmo os episódios mais intensos de El Niño não produzem necessariamente os mesmos impactos em todas as regiões. Entretanto, eventos mais fortes aumentam a probabilidade de ocorrência dos padrões climáticos normalmente associados ao fenômeno.
PREPARAÇÃO – Desde as primeiras notícias sobre a intensidade do fenômeno, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) intensificou as ações de preparação junto aos municípios. Os 10 Núcleos de Atuação Regional (NAR) realizaram encontros alertando os 399 coordenadores municipais sobre a gravidade do cenário, orientando as prefeituras a realizar atividades para melhorar a drenagem, especialmente nas áreas com histórico de ocorrências. Também foram repassadas informações relativas à importância da atualização do Plano de Contingência e da preparação da população local, diante da realidade de cada região.
Até o momento, 278 prefeituras já realizaram ao menos uma ação de prevenção, como a manutenção e limpeza de bueiros e galerias, desassoreamento de rios e canais, participação em reuniões de orientação ou simulados de mesa.
ESCOLAS – Por meio do Programa Brigadas Escolares, a Cedec e a Secretaria de Educação do Paraná prepararam um guia prático com orientações específicas para situações de vendaval, granizo, inundações e alagamentos. Nesta semana o Governo do Paraná iniciou a preparação nas escolas estaduais. A rede estadual já iniciou o treinamento que prevê exercícios simulados em mais de 2 mil colégios em todo o Paraná.
O guia pode ser utilizado por diretores e professores de toda comunidade escolar, tanto da rede pública, quanto privada, para prepararem ações em resposta a possíveis eventos severos e extremos no ambiente escolar. A necessidade desse guia nasceu diante da influência do El Ninõ nos meses de outubro e novembro no sul do país. O material orienta um passo a passo sobre como planejar e treinar o simulado de acordo com a situação escolhida. Caberá à direção da instituição de ensino avaliar qual o cenário mais vulnerável para esses locais e definir qual o protocolo adotado.
Segundo o coronel Ivan Fernandes, coordenador Geral do Programa Brigadas Escolares, em casos de eventos severos, as escolas são os melhores locais para os alunos permanecerem até a situação melhorar. “Com esse guia reforçamos a cultura de prevenção e orientamos como cada instituição pode organizar seu próprio simulado de acordo com os riscos daquela edificação ou localidade”, completa.
Criado pela equipe do Programa Brigadas Escolares o guia pode ser baixado de maneira gratuita no site da Cedec www.defesacivil.pr.gov.br . O guia com 23 páginas o material foi desenvolvido para orientar os simulados de edificação, praticados quatro vezes por ano na rede estadual de educação e escolas especiais. Desde 2012, o programa atua na preparação, prevenção, mitigação e resposta a situações adversas no ambiente escolar que possam oferecer risco a alunos, professores e demais funcionários.
ALERTAS – O monitoramento da Defesa Civil Estadual é realizado 24 horas por dia com apoio de meteorologistas do Simepar. A estrutura do Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres acompanha as condições para o envio de alertas em caso de condições mais severas.
Para receber os alertas da Defesa Civil é preciso efetuar um cadastro gratuito. Você deve enviar o seu CEP por SMS para o número 40199 para se habilitar a receber as mensagens. É também possível receber os alertas por WhatsApp. Para isso, é necessário cadastrar o número (61) 2034-2611 e interagir com o número, podendo se cadastrar a partir do CEP, do município ou da localização.
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