Geral
PRF aponta alta de mortes e lesões nas rodovias federais paranaenses em 2024
Considerando os quatro primeiros meses de 2024, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou um aumento nos números dos acidentes de trânsito nas rodovias federais do Paraná, comparando com o mesmo período de 2023.
Todos os principais indicativos – quantidade de sinistros, de feridos e de mortos – se apresentam maiores em 2024. O dado mais preocupante é a alta nas mortes, que subiram 7% e chegaram a 182 mortes, 12 a mais do que em 2023.
Cresceram também as mortes relacionadas ao tipo de acidente que mais causa óbitos, a colisão frontal. Embora ocupe a sétima posição no ranking de quantidade de acidentes, a energia envolvida neste tipo de acidente causa mais deformação nos veículos e, consequentemente, nos seus ocupantes.

A PRF registrou 56 óbitos em 2024, para este tipo, contra 50 em 2023, mesmo existindo redução na quantidade deste tipo de sinistro. Existem dois fatores intimamente relacionados às colisões frontais: excesso de velocidade e ultrapassagens indevidas.
A saída de pista, tipo de acidente geralmente causado pelo excesso de velocidade com a perda de controle do veículo, está em segundo lugar na relação com óbitos em acidentes no Paraná – com 34 óbitos – seguida de perto pelo atropelamento de pedestre – com 28 óbitos.
O esforço de fiscalização para diminuir estes números é refletido nos números de flagrantes de infrações realizados pela PRF no estado: 56.211 condutores foram flagrados circulando acima da velocidade permitida e outros 6.808 foram flagrados realizando ultrapassagens proibidas. Os dois números são maiores do que os registrados nos quatro primeiros meses do ano passado. Nos flagrantes de velocidade, o aumento passa de 10%.
FALTA DE CINTO DE SEGURANÇA
Outro fato que demonstra a despreocupação com a segurança por parte dos usuários das rodovias, é o aumento de mais de mil flagrantes de falta de uso de cinto de segurança, equipamento básico para salvar vidas.
Os acidentes de trânsito são um problema de saúde pública, causando grande pressão sobre o sistema de saúde pública e sobre a economia. Dados da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, apontaram que as internações decorrentes de acidentes de trânsito custaram ao Paraná, em 2022 e 2023, 36 milhões de reais.
Na metade de abril deste ano, a Prefeitura de Curitiba relacionou os acidentes de trânsito como causa para o aumento de pressão sobre os hospitais da rede pública do município, sendo necessária a abertura de novos leitos hospitalares.
Por Ta Sabendo
Geral
El Niño trará acumulados de chuva acima da média até dezembro no Paraná
El Niño trará acumulados de chuva acima da média até dezembro no Paraná
As previsões de todos os institutos internacionais apontam que a intensidade do fenômeno ainda irá subir até novembro, e ele permanecerá ativo até, pelo menos, março de 2027. No Paraná, de acordo com o Simepar, o principal impacto é o aumento no volume de chuvas, que terão acumulados acima da média até dezembro deste ano.
O fenômeno El Niño chegou à sua categoria mais alta no Oceano Pacífico Equatorial. As previsões de todos os institutos internacionais apontam que a intensidade do fenômeno ainda irá subir até novembro, e ele permanecerá ativo até, pelo menos, março de 2027. No Paraná, de acordo com o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, o principal impacto é o aumento no volume de chuvas, que terão acumulados acima da média até dezembro deste ano.
As informações são do balanço de atualização do El Niño, divulgado pelo Simepar nesta quinta-feira (08). A temperatura chegou a 2,1°C acima da média na área de referência para monitoramento do El Niño pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica Americana (NOAA). O valor subiu de forma consistente desde abril deste ano, e em junho foi confirmado que o fenômeno já está ativo.
Há previsão de que o índice de temperatura chegue a 3,3°C acima da média até entre novembro e janeiro, com 83% de chance de que se configure como um dos El Niños mais fortes de todos os que já foram registrados desde 1950. Gradativamente ele perderá intensidade após este pico, mas a probabilidade é também de 83%, segundo a NOAA, de que o El Niño siga sob intensidade muito forte até o fim do verão de 2027, em março.


Pitanga, 20 de fevereiro de 2026 – Chuva no horizonte sobre o campo.
Com este cenário climático, o Simepar aponta previsão de chuva acima da média concentrada em poucos dias, o que aumenta o risco de temporais severos, granizo e raios no Paraná. Apesar da previsão de chuva acima da média para todas as regiões, os prognósticos indicam que os maiores desvios devem ocorrer nas regiões Centro-Sul, Sul, Oeste e Sudoeste.
Apesar do El Niño influenciar o comportamento de precipitação e temperatura no Paraná, indicando meses e estações do ano em que estas variáveis fiquem bem distantes das médias históricas, o Simepar ressalta que o acompanhamento diário e contínuo das previsões do tempo e suas atualizações são indispensáveis, pois os períodos específicos em que os episódios de chuva irão ocorrer dependem dos tipos de sistemas atuantes na região (frentes frias, sistemas de baixa pressão ou sistemas semiestacionários, por exemplo).
Mesmo os episódios mais intensos de El Niño não produzem necessariamente os mesmos impactos em todas as regiões. Entretanto, eventos mais fortes aumentam a probabilidade de ocorrência dos padrões climáticos normalmente associados ao fenômeno.
PREPARAÇÃO – Desde as primeiras notícias sobre a intensidade do fenômeno, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) intensificou as ações de preparação junto aos municípios. Os 10 Núcleos de Atuação Regional (NAR) realizaram encontros alertando os 399 coordenadores municipais sobre a gravidade do cenário, orientando as prefeituras a realizar atividades para melhorar a drenagem, especialmente nas áreas com histórico de ocorrências. Também foram repassadas informações relativas à importância da atualização do Plano de Contingência e da preparação da população local, diante da realidade de cada região.
Até o momento, 278 prefeituras já realizaram ao menos uma ação de prevenção, como a manutenção e limpeza de bueiros e galerias, desassoreamento de rios e canais, participação em reuniões de orientação ou simulados de mesa.
ESCOLAS – Por meio do Programa Brigadas Escolares, a Cedec e a Secretaria de Educação do Paraná prepararam um guia prático com orientações específicas para situações de vendaval, granizo, inundações e alagamentos. Nesta semana o Governo do Paraná iniciou a preparação nas escolas estaduais. A rede estadual já iniciou o treinamento que prevê exercícios simulados em mais de 2 mil colégios em todo o Paraná.
O guia pode ser utilizado por diretores e professores de toda comunidade escolar, tanto da rede pública, quanto privada, para prepararem ações em resposta a possíveis eventos severos e extremos no ambiente escolar. A necessidade desse guia nasceu diante da influência do El Ninõ nos meses de outubro e novembro no sul do país. O material orienta um passo a passo sobre como planejar e treinar o simulado de acordo com a situação escolhida. Caberá à direção da instituição de ensino avaliar qual o cenário mais vulnerável para esses locais e definir qual o protocolo adotado.
Segundo o coronel Ivan Fernandes, coordenador Geral do Programa Brigadas Escolares, em casos de eventos severos, as escolas são os melhores locais para os alunos permanecerem até a situação melhorar. “Com esse guia reforçamos a cultura de prevenção e orientamos como cada instituição pode organizar seu próprio simulado de acordo com os riscos daquela edificação ou localidade”, completa.
Criado pela equipe do Programa Brigadas Escolares o guia pode ser baixado de maneira gratuita no site da Cedec www.defesacivil.pr.gov.br . O guia com 23 páginas o material foi desenvolvido para orientar os simulados de edificação, praticados quatro vezes por ano na rede estadual de educação e escolas especiais. Desde 2012, o programa atua na preparação, prevenção, mitigação e resposta a situações adversas no ambiente escolar que possam oferecer risco a alunos, professores e demais funcionários.
ALERTAS – O monitoramento da Defesa Civil Estadual é realizado 24 horas por dia com apoio de meteorologistas do Simepar. A estrutura do Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres acompanha as condições para o envio de alertas em caso de condições mais severas.
Para receber os alertas da Defesa Civil é preciso efetuar um cadastro gratuito. Você deve enviar o seu CEP por SMS para o número 40199 para se habilitar a receber as mensagens. É também possível receber os alertas por WhatsApp. Para isso, é necessário cadastrar o número (61) 2034-2611 e interagir com o número, podendo se cadastrar a partir do CEP, do município ou da localização.
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