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Fim da escala 6×1: confira próximos passos da tramitação no Senado
Fim da escala 6×1: confira próximos passos da tramitação no Senado
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que acaba com a escala de seis dias de trabalho para um de descanso (escala 6×1), entrou na reta final de tramitação no Senado Federal.

Após ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, a matéria está em discussão no plenário da Casa e tem votação em primeiro turno prevista para quarta-feira (14).
A PEC 221/2019 prevê a redução da jornada máxima semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução salarial, e a garantia de dois dias de descanso remunerado por semana.

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Se aprovada, a proposta poderá fazer o Brasil se juntar a países latino-americanos que reduziram suas jornadas de trabalho nos últimos anos, como Colômbia, Chile e México.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que a inclusão da proposta na pauta cumpre o compromisso de analisar o tema “com responsabilidade, diálogo e respeito ao rito regimental”.
Por se tratar de uma proposta de alteração da Constituição, o texto precisa ser aprovado em dois turnos de votação no Senado. A base governista articula a adoção de um calendário especial para acelerar a tramitação e concluir a análise ainda neste mês.
Saiba quais são os próximos passos:
- pelo rito normal, a proposta precisa cumprir cinco sessões de discussão em plenário antes da votação em primeiro turno;
- na primeira votação, o texto precisará do apoio de pelo menos 49 dos 81 senadores, o equivalente a três quintos da composição da Casa;
- se aprovada, a PEC seguirá para um segundo turno de votação, que também exigirá 49 votos favoráveis;
- caso o Senado mantenha integralmente o texto aprovado pela Câmara dos Deputados, a emenda poderá ser promulgada pelas Mesas das duas Casas legislativas;
- se os senadores fizerem alterações na proposta, o texto terá de retornar à Câmara para nova análise dos deputados.
O que muda para o trabalhador
A proposta substitui gradualmente a atual jornada máxima de 44 horas semanais, associada à escala 6×1, por um modelo com dois dias de descanso remunerado por semana e redução gradual da jornada máxima para 40 horas.
Pelo texto, 60 dias após a promulgação da emenda constitucional as empresas deverão adotar a escala 5×2 e reduzir a jornada máxima para 42 horas semanais. Depois de mais 12 meses, a jornada será reduzido para 40 horas semanais.
A PEC também prevê jornadas diferenciadas para trabalhadores com diploma de ensino superior que recebam remuneração igual ou superior a R$ 21.188,87, desde que seja mantida a escala 5×2. Nesses casos, a duração da jornada poderá ser definida por negociação direta entre empregador e empregado.
Na prática, a mudança garantiria mais tempo de descanso e convivência familiar aos trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
A proposta também preserva a possibilidade de acordos e convenções coletivas para disciplinar situações específicas e categorias submetidas a regimes diferenciados.
Aprovada pela Câmara dos Deputados em maio deste ano, a PEC foi encaminhada ao Senado, chegando em agosto à CCJ. A comissão aprovou a proposta no início de setembro. Com isso, o texto foi encaminhado ao plenário para votação.
Por: Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil
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Chuva volumosa faz 16 cidades paranaenses atingirem a média do mês em 12 dias
Foto: Roberto Dziura Jr/AEN
Chuva volumosa faz 16 cidades paranaenses atingirem a média do mês em 12 dias
Previsão do Simepar indica que o risco de tempestades continua até a quarta-feira (14), e reduz gradualmente entre quinta (15) e sexta-feira (16).
A chuva tem sido intensa nos últimos dias em todo o Paraná. Entre as 47 estações meteorológicas do Simepar com mais de cinco anos de operação, 16 já ultrapassaram nos primeiros 12 dias o volume de chuva médio histórico para todo o mês de outubro. A previsão indica que o risco de tempestades continua até a quarta-feira (14), e reduz gradualmente entre quinta (15) e sexta-feira (16).
Somente no feriado da padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida (12), os volumes de chuva ultrapassaram os 100 mm em cidades como Cascavel (111,2 mm), Cruzeiro do Iguaçu (127,4 mm) e Foz do Iguaçu (147,4 mm). Somado aos valores registrados nos dias anteriores, atingiram a média histórica para todo o mês as estações meteorológicas do Simepar que ficam em Altônia, Assis Chateaubriand, Capanema, Cascavel, Curitiba, Cruzeiro do Iguaçu, Foz do Iguaçu, Guaíra, Laranjeiras do Sul, Loanda, Palotina, Paranavaí, Ponta Grossa, Santa Helena, São Miguel do Iguaçu e Telêmaco Borba (confira os valores na tabela abaixo).
As rajadas de vento também foram fortes na segunda-feira, e passaram dos 60 km/h em Altônia (61,2 km/h às 19h45), Assis Chateaubriand (65,9 km/h às 20h15), Campo Mourão (84,6 km/h às 21h45), Cianorte (76 km/h às 21h15), Umuarama (67,7 km/h às 20h30) e no aeroporto de Foz do Iguaçu (66,6 km/h às 18h20). Na madrugada desta terça-feira (13) as tempestades continuaram, e a rajada de vento mais forte foi em Cambará: 65,2 km/h à 1h15.

Na terça, antes mesmo das 8h30, a chuva continuava forte principalmente no Oeste, Noroeste, Norte e Norte Pioneiro. Já tinham ultrapassado o valor acumulado de 30 mm de chuva no dia as estações do Simepar que ficam em Antonina (30,2 mm), Assis Chateaubriand (34,6 mm), Cambará (46 mm), Jaguariaíva (43 mm), Paranavaí (42,2 mm), e Guaraqueçaba (36,2 mm).
PREVISÃO – A chuva persiste ao longo de todo o dia nessas regiões, com risco de fortes rajadas de vento, raios e precipitação de granizo. A chuva também volta ao Sudoeste, Centro-Sul, Leste e Campos Gerais, com possibilidade de temporais localizados, porém com menor intensidade.
“Essas instabilidades ocorrem devido à presença de uma extensa área de baixa pressão, perturbações nos médios e altos níveis da atmosfera e um extenso fluxo de calor e umidade que alimenta e serve como combustível para a formação de tempestades em todo o Paraná”, explica Leonardo Furlan, meteorologista do Simepar.
Durante a quarta-feira (14), vão persistir as instabilidades em todas as regiões paranaenses, com maior intensidade na metade norte, especialmente nas cidades que fazem divisa com São Paulo, onde há possibilidade novamente para temporais, com fortes rajadas de vento, queda de granizo e elevada incidência de raios.
O aquecimento fica mais expressivo nas regiões de divisa com São Paulo, no Noroeste, Norte, Norte Pioneiro e Litoral, com possibilidade para aberturas de sol em diferentes momentos do dia, intercalados com as pancadas de chuva e temporais. As temperaturas mínimas, geralmente registradas no amanhecer, ficam mais altas na metade norte do Paraná e um pouco mais amenas na metade sul (principalmente nas cidades de divisa com Santa Catarina).
Na quinta (15) e na sexta-feira (16), a chuva começa a reduzir gradualmente sobre o Paraná. “O deslocamento de um sistema frontal pelo oceano traz em sua retaguarda uma massa de ar mais fria e seca, trazendo alívio nas instabilidades e até mesmo a possibilidade de sol, especialmente nas regiões mais a oeste do Paraná”, diz Leonardo.
A chuva diminui, mas segue a possibilidade para pancadas de chuva isoladas e trovoadas no Interior. No Leste, Campos Gerais e Norte Pioneiro, há risco de temporais localizados com menor intensidade em relação ao início da semana, mas que também podem trazer chuvas pontualmente intensas e rajadas de vento localizadas.
Com o avanço da massa de ar frio e seco, as temperaturas começam a reduzir gradualmente entre a quinta e a sexta-feira. “Os ventos que sopram do quadrante sul para norte trarão sensação de frio e redução nas temperaturas mínimas e máximas, principalmente na sexta-feira”, afirma Leonardo.
Estações meteorológicas do Simepar que já ultrapassaram a média histórica de chuva para outubro nos primeiros 12 dias do mês em 2026:
Cidade: média para outubro / valor em outubro de 2026
Altônia: 229,4 mm / 259,6 mm
Assis Chateaubriand: 184,4 mm 254 mm
Capanema: 278,5 mm / 290,4 mm
Cascavel: 239,5 mm / 267,4 mm
Curitiba: 162 mm / 174,2 mm
Cruzeiro do Iguaçu: 360,2 mm / 361 mm
Foz do Iguaçu: 262,2 mm / 372,4 mm
Guaíra: 193 mm / 214 mm
Laranjeiras do Sul: 265,6 mm / 283,8 mm
Loanda: 174,3 mm / 285,2 mm
Palotina: 183,4 mm / 200,6 mm
Paranavaí: 151,4 mm / 170,8 mm
Ponta Grossa: 167,1 mm / 189,2 mm
Santa Helena: 206,4 mm / 284,4 mm
São Miguel do Iguaçu: 225 mm / 275,6 mm
Telêmaco Borba: 165,9 mm / 214,4 mm
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