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Boa Esperança recebe kits do Fortalece Paraná e adere ao programa Bons Olhos Paraná

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Boa Esperança foi contemplado com dois kits do Programa Fortalece Paraná e também formalizou a adesão ao Programa Bons Olhos Paraná, iniciativas do Governo do Estado que reforçam as políticas públicas e ampliam o atendimento à população. A conquista foi confirmada durante evento realizado no dia 5 de março, com a presença do prefeito Joel Celso Buscariol.

O prefeito participou do encontro acompanhado da primeira-dama e secretária municipal de Assistência Social, Leila Toni Buscariol, da coordenadora do CRAS, Jucinelma Gonçalves de Carvalho, e da secretária municipal de Saúde, Mara Cristina Garófalo.

Os kits do Fortalece Paraná representam um importante reforço para o desenvolvimento das ações sociais no município, contribuindo para aprimorar o atendimento às famílias atendidas pelos programas sociais.

Já a adesão ao Programa Bons Olhos Paraná permitirá ampliar o cuidado com a saúde visual da população, por meio de atendimentos e ações voltadas à prevenção e tratamento de problemas de visão.

As conquistas são resultado da parceria entre o município e a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social e Família, dentro da gestão do governador Ratinho Junior, por meio do secretário Rogério Carboni. Segundo o prefeito Joel Buscariol, a participação em programas estaduais fortalece as políticas públicas e garante mais investimentos e melhorias na qualidade de vida da população de Boa Esperança.

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Estimulação cognitiva pode retardar perda de funções no Alzheimer

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Estimulação cognitiva pode retardar perda de funções no Alzheimer

Com casos em alta, manter o cérebro ativo ao longo da vida pode ajudar a preservar funções e autonomia mesmo após o diagnóstico do Alzheimer

A demência afeta milhões de pessoas no mundo e tende a crescer nas próximas décadas. No Brasil, cerca de 2,7 milhões de pessoas com 60 anos ou mais vivem com a condição, número que pode chegar a 5,6 milhões até 2050. Diante desse cenário, estratégias como a estimulação cognitiva entram no debate por ajudarem a manter funções do cérebro e a autonomia no dia a dia, inclusive em pessoas com Alzheimer.
O que pode ser feito ao longo da vida
Embora fatores como idade e genética não possam ser alterados, parte do risco está ligada a condições que podem ser controladas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que até 45% dos casos de demência estejam associados a fatores modificáveis, como sedentarismo, tabagismo, hipertensão, diabetes, obesidade, consumo de álcool e isolamento social.
“Uma pessoa pode levar um estilo de vida saudável e ainda assim desenvolver Alzheimer. Mas isso não significa que nossos hábitos sejam irrelevantes. Podemos agir sobre determinados fatores para reduzir a probabilidade de declínio cognitivo”, afirma a neuropsicóloga Martha Valeria Medina, da startup espanhola de neurorreabilitação NeuronUP.
Segundo ela, o cuidado com a saúde cerebral deve começar antes do surgimento de sintomas e seguir ao longo da vida. Manter atividade física, estímulo mental e vínculos sociais faz parte desse processo.

 

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Como a estimulação cognitiva atua
A estimulação cognitiva envolve atividades planejadas para manter ativas diferentes funções do cérebro. Não se limita à memória, que costuma ser a mais afetada no Alzheimer, mas inclui atenção, linguagem, raciocínio, orientação e funções executivas.

Na prática, essas atividades ativam redes cerebrais e ajudam a manter o funcionamento por mais tempo. O objetivo não é interromper a doença, mas retardar a perda de funções e favorecer a autonomia.
Quem pode se beneficiar?
A estimulação cognitiva não se restringe a quem já tem diagnóstico. Manter o cérebro ativo faz parte de um estilo de vida associado à saúde cognitiva e pode ser adotado como estratégia ao longo da vida. Ainda assim, o momento faz diferença.
“Quanto antes nos anteciparmos, mais margem temos para trabalhar”, afirma a especialista. Em pessoas com Alzheimer, a abordagem costuma ser mais efetiva nas fases iniciais, quando ainda há mais capacidades preservadas.
Com a progressão da doença, as atividades são ajustadas. Em fases mais avançadas, o foco passa a ser comunicação, conexão com o ambiente e bem-estar.

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Atividades simples também estimulam o cérebro
Além de programas estruturados, atividades do cotidiano têm papel importante. Conversar, cozinhar, ouvir música ou organizar fotografias envolvem memória, atenção, linguagem e tomada de decisões.
“Cozinhar exige planejamento e sequenciamento. Uma conversa trabalha linguagem e memória. Olhar fotos pode estimular lembranças e favorecer a comunicação”, aponta Martha.
Ela destaca que a interação social também faz parte da estimulação e contribui para o bem-estar. Por isso, a recomendação é combinar atividades planejadas com uma rotina ativa e com vínculos mantidos.
Apesar dos benefícios, a estimulação cognitiva tem limites claros. Não impede a progressão do Alzheimer nem recupera funções já comprometidas. “O objetivo é trabalhar com o que a pessoa ainda conserva e ajudá-la a manter o maior nível possível de autonomia e participação no dia a dia”, afirma a neuropsicóloga.
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