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PARANÁ

De olho na prevenção: avaliações de saúde da pessoa idosa crescem 165% no Paraná

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O Paraná registrou crescimento de 165,54% no número de pessoas idosas avaliadas pelas equipes de saúde entre 2024 e 2025. Dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) indicam que as avaliações saltaram de 127.790 para 339.334, em apenas um ano.

Segundo a Sesa, o aumento no número de avaliações demonstra a ampliação da rede de cuidado e a priorização do envelhecimento saudável nas políticas públicas de saúde. O Paraná possui hoje mais de 2 milhões de pessoas idosas, o que representa 17,6% da população, cenário que exige planejamento permanente e monitoramento contínuo.

Esse crescimento está diretamente relacionado à criação em 2023, consolidação e implementação do Sistema de Informação da Pessoa Idosa do Paraná (SIPI-PR), plataforma digital desenvolvida pela própria Sesa, que facilita o registro das fragilidades, condições clínicas, funcionalidades, autonomia e cognição, permitindo visão estratégica da situação de saúde da população idosa e subsidiando o planejamento das ações nos municípios e regiões.

Atualmente, o SIPI-PR conta com mais de 250 mil pessoas idosas cadastradas, com adesão ativa de 84% dos municípios paranaenses e quase 7 mil profissionais habilitados no seu uso.

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Para o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, o crescimento das ações voltadas à pessoa idosa reflete a consolidação de uma política estruturada. “O envelhecimento da população exige organização da rede e uso de informação qualificada. Estamos ampliando o acompanhamento da saúde da pessoa idosa e investindo em ações preventivas para garantir mais autonomia e qualidade de vida”, afirmou.

MONITORAMENTO – Com o registro da avaliação multidimensional no SIPI-PR, as equipes multiprofissionais conseguem identificar precocemente situações de risco, possibilitando intervenções mais rápidas e direcionadas. A plataforma também auxilia gestores municipais e estaduais na definição de estratégias de prevenção e promoção da saúde.

Além do monitoramento digital, a política estadual voltada à pessoa idosa inclui a qualificação de profissionais de saúde e a distribuição de instrumentos de acompanhamento, como a Caderneta da Pessoa Idosa, fortalecendo a linha de cuidado em todas as regiões do Paraná.

Com a expansão do monitoramento e a integração das equipes de saúde, o Estado reforça a preparação da rede pública para o rápido envelhecimento populacional e consolida o cuidado à pessoa idosa como uma das prioridades da saúde pública paranaense.

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CADERNETA DA PESSOA IDOSA – O documento, também lançado em 2023 com tiragem inicial de 100 mil exemplares, teve sua cobertura ampliada de forma contínua e já soma 500 mil unidades entregues em todo o Paraná.

Disponível gratuitamente nos 399 municípios pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a caderneta se consolida como instrumento estratégico de cuidado e acompanhamento. O material reúne informações sobre histórico de saúde, hábitos de vida, doenças crônicas, uso de medicamentos, vacinação e avaliações funcionais, permitindo o monitoramento integral da saúde da pessoa idosa ao longo do tempo.

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PARANÁ

Última semana do verão terá calor e temporais no Paraná; outono começa na sexta

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O outono astronômico terá início às 11h46 da próxima sexta-feira (20). A última semana de verão, de acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), começará com condições atmosféricas típicas da estação: temperaturas elevadas e pancadas de chuva irregulares no Paraná. No meio da semana, entretanto, a passagem de uma frente fria trará maiores volumes de chuva a algumas regiões do Estado.

As temperaturas já começaram a subir além do habitual no fim de semana. No domingo (15), as estações meteorológicas que ficam no Distrito de Entre Rios, em Guarapuava, em Pinhão e em Ponta Grossa registraram suas temperaturas mais altas do ano até o momento: 30,3°C, 33,4°C e 32,3°C, respectivamente.

As temperaturas máximas, à tarde, seguem acima dos 30°C em praticamente todas as regiões paranaenses nesta segunda-feira (16). “Um sistema de baixa pressão sobre o Paraguai influencia o tempo no Oeste e Sudoeste do Paraná. Cidades destas regiões, principalmente as que ficam nas áreas de fronteira com os países vizinhos, podem registrar algumas pancadas de chuva”, explica Lizandro Jacóbsen, meteorologista do Simepar. Nas outras regiões o predomínio é de sol, com exceção do Litoral, que terá nebulosidade variável.

A chance de chuva pelo Paraná aumenta na terça-feira (17). “Esse sistema de baixa pressão se desloca pelo sul do Brasil em direção ao Centro e parte do Norte e Noroeste paranaenses. Isso deixa o tempo mais instável e com pancadas de chuva até mesmo no período da manhã nas áreas mais próximas da divisa com o Mato Grosso do Sul e de fronteira com Paraguai e Argentina”, afirma Jacóbsen.

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A chuva aumenta ainda mais no Paraná na quarta-feira (18), devido ao avanço de uma frente fria pelo Sul do Brasil. “Teremos a passagem do sistema frontal com o ambiente atmosférico mais aquecido. Assim, poderemos ter algumas tempestades no estado ao longo da quarta-feira, começando pelo Oeste e Sudoeste, e avançando em direção ao Centro e Norte. Chegará posteriormente aos Campos Gerais, Região Metropolitana de Curitiba e Litoral, e no período da noite ao Norte Pioneiro”, detalha Lizandro.

As instabilidades seguem na quinta-feira (19). O último dia de verão terá mais chuvas entre o Leste e o Norte do Paraná. As temperaturas terão leve declínio entre quinta e sexta-feira (20) na Região Metropolitana de Curitiba, nos Campos Gerais e no Centro-Sul. No resto do Estado, segue calor.

ALÍVIO – A chuva desta semana poderá trazer algum alívio para regiões que não registram acumulados de precipitação significativos há muito tempo. Cidades como Altônia, Cândido de Abreu, Cascavel, Cianorte, Curitiba, Fazenda Rio Grande, Irati, Cruzeiro do Iguaçu, Loanda, Maringá, Palotina, Pato Branco, Pinhão, Ponta Grossa, Nova Prata do Iguaçu, Santa Helena, Santo Antônio da Platina, São Miguel do Iguaçu, Ubiratã e Umuarama registraram menos de 20 mm de chuva nos primeiros 15 dias de março.

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A situação é mais grave no Oeste, Norte e Noroeste. Em Santo Antônio da Platina não chove um acumulado de mais de 5 mm em um dia desde o dia primeiro de janeiro; em Cascavel e Santa Helena desde 10 de janeiro; em Cianorte, desde 13 de fevereiro; em Palotina e Umuarama, desde 23 de fevereiro; em Loanda e Maringá, desde 24 de fevereiro.

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