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Quais são as principais características do Autismo?
Quais são as principais características do Autismo?
O autismo ou Transtorno do Espectro Autista TEA tem como principais características padrões de comportamento repetitivos e prejuízos na comunicação e interação social.
Geralmente, o diagnóstico do autismo é realizado ainda na primeira infância, pois os padrões comportamentais podem ocorrer antes dos 3 anos, de acordo com a American Autism Association.
O termo “espectro” refere-se a ampla variedade de características e níveis de suporte necessários dentro do TEA. Algumas pessoas com autismo enfrentam desafios significativos enquanto outras conseguem realizar suas atividades de forma mais independente. Saiba mais, neste artigo.

O que é autismo?
O autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento. Na edição mais recente do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), alguns transtornos foram englobados no espectro, são eles:
• Transtorno desintegrativo da infância.
• Transtornos invasivos do desenvolvimento não especificados.
Embora ocorram diferentes graus de suporte no TEA, as características mais comuns incluem déficits na comunicação, interação social e comportamentos repetitivos.
Algumas crianças podem apresentar comportamentos associados ao espectro autista quando ainda são bebês, enquanto em outras os sinais aparecem mais tarde, até os 3 anos.
O autismo também pode estar associado a outras condições, como epilepsia, distúrbio do sono, TDAH, entre outras.
Quais as principais características do autismo?
As principais características do autismo estão relacionadas a déficits na interação social e comunicação, incluindo:
• padrões incomuns de fala;
• falta de contato visual;
• não responder quando chamado pelo nome;
• desenvolvimento tardio das habilidades de fala;
• dificuldade em manter uma conversa;
• repetição de frases ou palavras;
• dificuldade em compreender os sentimentos dos outros e expressar os seus;
• comportamentos repetitivos ou incomuns.
Dentre os comportamentos atípicos, podemos notar que as crianças com autismo podem demonstrar extrema atenção ou interesse por determinado objeto (hiperfoco); realizar movimentos repetitivos com o corpo, alinhar ou organizar brinquedos em linha, entre outros.
Além disso, a manutenção de uma rotina, que oferece à criança com autismo uma previsibilidade dos acontecimentos, é um traço comum no TEA. Em geral, mudanças na rotina ou a exposição a ambientes barulhentos e excessivamente estimulantes podem causar desconforto, levando a reações como explosões de raiva, frustração, angústia ou tristeza.
O diagnóstico do autismo é clínico, feito por um médico especialista, por meio dos relatos dos pais sobre o comportamento da criança e observação desta em diferentes ambientes.
Quais são as causas do autismo?
As causas do autismo atualmente são desconhecidas, mas existem muitos estudos e pesquisas que analisam o desenvolvimento do TEA. Pesquisadores identificaram genes que surgem por mutação espontânea ou são herdados, que parecem ter conexões com o autismo.
Pessoas com autismo também podem sofrer alterações em áreas cerebrais que afetam a fala e o comportamento. Fatores ambientais também podem influenciar o desenvolvimento do TEA, embora esse fator ainda não seja confirmado pela ciência.
Qual o tratamento para o autismo?
Não existe um tratamento único para o autismo, pois cada criança é única. Ainda que existam sinais comuns, é preciso analisar as características de cada um. O médico ou psicólogo especialista em autismo irá encaminhar a criança para um tratamento multidisciplinar, de acordo com suas necessidades.
Dentre as intervenções que contribuem para o desenvolvimento de habilidades nas crianças com autismo, estão:
Análise Aplicada do Comportamento (ABA)
No modelo de intervenção ABA, o primeiro passo é aprender sobre os comportamentos específicos da criança com autismo, assim como os efeitos do ambiente sobre esses comportamentos e como ela aprende. O ABA visa aumentar os comportamentos desejáveis e reduzir os prejudiciais por meio do reforço positivo.
O modelo de intervenção ABA ajuda a melhorar a comunicação, memória, foco e o desempenho acadêmico, analisando os comportamentos atuais da criança e ensinando novas ações passo a passo.
Terapia Ocupacional
A Terapia Ocupacional ajuda a criança com autismo a desenvolver habilidades para a vida cotidiana para conquistar autonomia, como vestir-se sem ajuda, cuidados básicos de higiene e habilidades motoras finas.
Fonoaudiologia
O tratamento com fonoaudiólogo ajuda a criança com autismo a enfrentar suas dificuldades de comunicação. O tratamento também visa ensinar a interpretar a linguagem não verbal, sinais fundamentais para interação social.
O autismo não é uma doença, mas um transtorno do neurodesenvolvimento que acompanha o indivíduo ao longo da vida. Por isso, não há cura para o autismo, mas é possível promover o desenvolvimento e a qualidade de vida por meio de intervenções adequadas, suporte personalizado e ambientes acolhedores que valorizem as singularidades de cada pessoa.
É importante lembrar que existem diferentes graus de suporte necessários, o que faz com que algumas pessoas com TEA adquiram autonomia, enquanto outras requerem cuidados e apoio constantes.
Aprofunde Seu Conhecimento sobre o Autismo
Entender o TEA vai além de reconhecer as principais características do autismo, pois é necessário compreender as singularidades de cada indivíduo. Para ajudar pais, educadores e profissionais da saúde, o livro “Mentes Únicas – Aprenda como descobrir, entender e estimular uma pessoa com autismo”, de Luciana Brites e Clay Brites, oferece insights valiosos.
Por que adquirir este livro?
• Apresenta explicações acessíveis e embasadas cientificamente sobre o TEA.
• Compartilha estratégias práticas para estimular o desenvolvimento de habilidades essenciais.
• Propõe abordagens para construir um ambiente mais inclusivo e acolhedor para crianças autistas.
Conclusão Características do Autismo
O transtorno do espectro do autismo (TEA) é uma condição complexa, marcada pela heterogeneidade fenotípica e pelas principais características do transtorno, como dificuldades de socialização e comportamentos repetitivos. O diagnóstico de TEA, realizado quanto mais cedo possível, é essencial para compreender o grau de severidade e direcionar tratamentos personalizados.
Em caso de suspeita, é fundamental procurar um profissional, como um psiquiatra ou neuropediatra, que avalie as características relacionadas e recomende intervenções multidisciplinares. Essas ações permitem que a criança autista desenvolva habilidades que promovem seu desenvolvimento global e qualidade de vida.
Com suporte adequado, a criança pode desenvolver autonomia e superar desafios, valorizando suas capacidades únicas e alcançando um futuro mais inclusivo.
Perguntas Frequentes: Características do Autismo
Quais são as principais características do autismo?
O autismo é um transtorno do espectro que apresenta uma gradação de sintomas e manifestações, variando de pessoa para pessoa. As principais características do transtorno incluem dificuldades na interação social, manias, comportamentos repetitivos e desafios na comunicação verbal e não verbal. Além disso, o comportamento pode incluir hipersensibilidade a estímulos sensoriais e uma necessidade de previsibilidade nas rotinas.
Como é feito o diagnóstico do autismo?
O diagnóstico de TEA é realizado a partir das observações do comportamento da criança por profissionais de saúde, como psiquiatras ou neuropediatras, e inclui entrevistas com os pais e testes padronizados. Geralmente, sinais podem ser percebidos nos primeiros meses de vida, e quanto mais cedo o diagnóstico for feito, melhor será o direcionamento para intervenções.
Quais são os comportamentos associados ao espectro autista?
Os comportamentos associados ao TEA mais comuns incluem dificuldades em interações sociais, interesses restritos e manias, como alinhar objetos. O autismo pode ainda apresentar características como sensibilidade a estímulos sensoriais e resistência a mudanças. Nesses casos, é importante oferecer atenção psicossocial e suporte contínuo.
O autismo é um transtorno comum?
Sim, o autismo é um transtorno reconhecido, com estudos apontando que 1 em cada 54 crianças é autista. Esse aumento na prevalência está associado a uma maior conscientização e avanços nos métodos de diagnóstico, permitindo que mais crianças sejam identificadas com TEA nos primeiros anos de vida.
Quais são as características mais comuns do comportamento de uma criança com TEA?
O comportamento pode incluir dificuldade em interações sociais, preferência por rotinas e brincadeiras repetitivas, além de interesses restritos. É fundamental observar a gradação das manifestações e buscar ajuda de outros profissionais, como terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos, para auxiliar no desenvolvimento global da pessoa.
Existe uma relação entre autismo e outras condições, como bipolaridade?
Embora o autismo não seja diretamente relacionado ao transtorno bipolar, algumas condições podem coexistir em um mesmo indivíduo. Nesses casos, o acompanhamento de profissionais especializados é essencial para oferecer um tratamento integrado.
O tratamento do autismo inclui suplementação de vitaminas?
Embora a suplementação de vitaminas possa ser parte do suporte geral, o tratamento do autismo é baseado principalmente em terapias multidisciplinares, como ABA, terapia ocupacional e fonoaudiologia, que visam melhorar o desenvolvimento global e a qualidade de vida.

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Lente de contato dental: vantagens, desvantagens e tipos
Lente de contato dental: vantagens, desvantagens e tipos
• Principais vantagens
• Desvantagens da lente de contato dental
• Tipos de lente de contato dental
• 1. Dissilicato de lítio
• 2. Zircônia translúcida
• 4. Cerâmica feldspática comum
• Diferença entre facetas e lente de contato dental
• Cuidados com as lentes de contato dental
• Quem não deve colocar
A lente de contato dental é um revestimento muito fino que pode ser colocado na superfície dos dentes para melhorar a aparência dos dentes, a harmonia do sorriso, deixar os dentes mais brancos ou corrigir irregularidades nos dentes, deixando-os com aspecto natural.
A lente de contato dental é um tipo de faceta feita a partir de materiais como porcelana feldspática ou dissilicato de lítio, que tem a espessura de até 0,3 mm e que tem duração de mais de 10 anos.
Esse revestimento pode ser aplicado apenas em um dente ou em toda a arcada dentária. No entanto, é recomendado consultar um dentista especializado para avaliar a arcada dentária e a saúde dos dentes antes de colocar a lente de contato dental.

Principais vantagens
As principais vantagens do uso das lentes contato dental são:
• Ajuste de pequenas alterações na cor dos dentes;
• Cobertura de manchas leves a moderadas, que não podem ser reparadas com tratamentos de clareamento dental, como manchas brancas causadas pelo excesso de flúor ou pelo uso de antibióticos;
• Aproximação de dentes que estão separados um do outro, conhecido como diastemas;
• Melhora da aparência dos dentes quebrados ou danificados;
• Correção de pequenos desalinhamentos e rotações dos dentes da frente;
• Renovação de restaurações de porcelana;
• Remodelagem de dentes deformados, preservando o máximo possível da estrutura original do dente;
• Harmonização da forma e textura dos dentes;
• Recuperação da estética de coroas e pontes.
A aplicação da lente de contato dental é feita pelo dentista, sendo necessário ou não remover uma fina camada do esmalte dos dentes antes de colocá-la. Esse procedimento é rápido e não causa dor e, por isso, não precisa de anestesia.
Desvantagens da lente de contato dental
Algumas desvantagens da colocação das lentes de contato dental incluem, aumento do volume dos dentes, acúmulo de tártaro, traumas no dente devido ao desgaste do esmalte do dente para colocar a lente de contato, ou insatisfação da pessoa com a cor dos dentes.
Em alguns casos, após a colocação das lentes de contato dental, pode ocorrer uma sensibilidade passageira nos dentes, mas não deve ocorrer dor no dente ou nas gengivas. Neste caso, deve-se consultar o dentista imediatamente.
No entanto, a colocação das lentes de contato dental é considerada um procedimento seguro, quando realizado por um dentista especializado, e após uma avaliação dos dentes, da saúde da boca e gengivas, e do estado de saúde no geral.
Por isso, antes da aplicação das lentes de contato nos dentes, o dentista pode indicar consultas para eliminar cáries ou tártaro, tratar doenças na gengiva ou periodontais, para evitar complicações, como infecções, por exemplo.
Tipos de lente de contato dental
As lentes de contato variam conforme o material usado na produção desse revestimento e inclui:
1. Dissilicato de lítio
Esse tipo de lente de contato dental é o mais usado atualmente, porque esse material possui maior resistência e promove uma aparência natural aos dentes.
2. Zircônia translúcida
A Zircônia translúcida é um material que é muito parecido com o aparência natural dos dentes, porque contém óxidos de zircônia na estrutura laminada, que oferece uma leve transparência às lentes de contato.
3. Silicato de lítio reforçado por zircônia
A adição da zircônia ao silicato de lítio promove uma resistência maior a esse tipo de lente de contato dental a impactos, além de fornecer uma ótima aparência estética.
4. Cerâmica feldspática comum
As lentes de contato feitas de cerâmica feldspática comum é um tipo de porcelana mais antiga. Embora esse tipo de lente de contato dental ofereça boa aparência estética aos dentes, ele tem maior risco de fratura.
5. Vidro-cerâmico feldspática reforçada por leucita
As lentes de contato dental feitas de cerâmica reforçada por leucita têm mais detalhes similares aos dentes e são mais resistentes, apresentando um melhor detalhe e maior duração.
Diferença entre facetas e lente de contato dental
As facetas dentárias possuem uma espessura de cerca de 0,7 mm e precisam da remoção de algumas camadas de esmalte dos dentes para serem colocadas, o que pode danificar os dentes.
Já a lente de contato dental tem uma espessura de até 0,3 mm, sendo comparadas às lentes de contato ocular. Como a remoção do esmalte dos dentes nem sempre é necessária ao colocar as lentes de contato, esse procedimento causa pouco ou nenhum desgaste nos dentes.
Cuidados com as lentes de contato dental
Após colocar as lentes de contato dental, é preciso ter alguns cuidados para não correr o risco de danificá-las, como:
• Escovar os dentes ao acordar, após as refeições e antes de dormir todos os dias;
• Usar uma escova de dentes com cerdas macias, conforme orientado pelo dentista;
• Evitar pastas de dentes abrasivas, dando preferência a pastas de dentes com flúor, conforme orientação do dentista;
• Usar enxaguante bucal sem álcool após cada escovação;
• Passar o fio dental, ou a fita dentária, entre os dentes antes da escovação, pelo menos 1 vez ao dia e sempre que sentir necessidade;
• Consultar o dentista a cada 6 a 12 meses, para avaliar as facetas e saúde bucal, e remover placas bacterianas e o tártaro;
• Consultar o dentista sempre que tiver dor de dente ou problemas na gengiva;
• Não roer as unhas e pontas dos lápis ou canetas;
• Utilizar uma placa de mordida para dormir indicada pelo dentista, no caso da pessoa ter bruxismo, para evitar seu desgaste;
• Evitar alimentos muito duros, como nozes ou cenouras, tendo o cuidado de picá-los antes de consumir;
• Evitar os alimentos que podem prejudicar ou escurecer os dentes, como chocolate ou molho de soja, por exemplo;
• Evitar bebidas que podem manchar ou escurecer as lentes, como chás escuros, café, vinho tinto ou refrigerantes escuros. No entanto, uma boa solução para isso é beber água após consumir essas bebidas;
• Evitar fumar, pois o cigarro pode escurecer as facetas ou causar manchas.
Além disso, ao notar alteração na cor ou a presença de rachaduras nas lentes de contato dental, deve-se ir ao dentista para repará-la ou trocá-la, pois essas pequenas rachaduras podem permitir a entrada bactérias e a formação de cáries que podem danificar os dentes.
Quem não deve colocar
A lentes de contato dental não são indicadas nas seguintes situações:
• Descoloração grave ou dentes com manchas escuras;
• Pessoas com maus hábitos de higiene bucal;
• Risco aumentado de desenvolver cáries;
• Dentes fracos e desvitalizados, que podem cair;
• Má oclusão dentária, que ocorre quando os dentes da arcada dentária superior não encostam todos nos dentes inferiores;
• Dentes sobrepostos;
• Dentes muito com risco de queda ou quebrados, sendo indicado, nesses casos, as coroas dentárias;
• Diminuição do esmalte dos dentes;
• Espaço entre os dentes muito grande, podendo ser indicado o uso de aparelhos ortodônticos antes de colocar as lentes de contato dental;
• Doenças ou inflamações nas gengivas ou periodontite;
• Cáries e tártaro não tratados.
Além disso, as lentes de contato dental, não são indicadas para pessoas com bruxismo, que é o hábito de ranger os dentes, e também nos casos de maus hábitos, como roer unhas ou lápis e canetas, por exemplo
Criado por: Equipe Editorial do Tua Saúde

foto: odontoliuzzi.
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