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Região tem mais de 26,5 mil casos de dengue; CM lidera com mais de 4 mil
O boletim semanal da dengue publicado nesta terça-feira (14) pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) confirma 26.598 casos da doença na área da 11ª Regional de Saúde de Campo Mourão, que compreende os 25 municípios da Comcam.
Campo Mourão está na liderança com 4.058 confirmações (eram 3.857 na semana passada), seguido de Goioerê (3.333); Iretama (2.416); Roncador (2.135) e Araruna (2.122), todos acima de 2 mil casos.
PARANÁ

A nível estadual a Sesa confirma 27.627 novos casos da doença e 38 mortes no Paraná. De acordo com o documento, o atual período epidemiológico, que teve início em julho de 2023, soma agora 277 óbitos, 359.431 casos confirmados e 669.301 notificações.
ZIKA E CHIKUNGUNYA
Informações sobre chikungunya e zika, transmitidas também pelo mosquito Aedes aegypti, são apresentadas no mesmo documento.
Não houve o registro de novos casos de chikungunya, que somam 127 confirmações e 1.532 notificações da doença no Estado. Desde o início deste período não houve confirmação de casos de zika vírus, com 122 notificações registradas.
O Ministério da Saúde divulgou nesta terça um relatório que aponta que 24 estados e o Distrito Federal registram queda na incidência da doença e apenas dois seguem em cenário de estabilidade (Maranhão e Mato Grosso).
Até o momento, o País possui 4,7 milhões de casos prováveis da doença e os óbitos totalizam 2,5 mil. Os dados são referentes à Semana Epidemiológica 19.
CASOS DE DENGUE NA REGIÃO
Altamira do Paraná 66
Araruna 2.112
Barbosa Ferraz 914
Boa Esperança 475
Campina da Lagoa 495
Campo Mourão 4.058
Corumbataí do Sul 73
Engenheiro Beltrão 313
Farol 99
Fênix 87
Goioerê 3.333
Iretama 2.416
Janiópolis 1.011
Juranda 1.161
Luiziana 1.973
Mamborê 484
Moreira Sales 1.079
Nova Cantu 457
Peabiru 1.397
Quarto Centenário 931
Quinta do Sol 1.133
Rancho Alegre do Oeste 29
Roncador 2.135
Terra Boa 106
Ubiratã 251
Por Ta Sabendo
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El Niño trará acumulados de chuva acima da média até dezembro no Paraná
El Niño trará acumulados de chuva acima da média até dezembro no Paraná
As previsões de todos os institutos internacionais apontam que a intensidade do fenômeno ainda irá subir até novembro, e ele permanecerá ativo até, pelo menos, março de 2027. No Paraná, de acordo com o Simepar, o principal impacto é o aumento no volume de chuvas, que terão acumulados acima da média até dezembro deste ano.
O fenômeno El Niño chegou à sua categoria mais alta no Oceano Pacífico Equatorial. As previsões de todos os institutos internacionais apontam que a intensidade do fenômeno ainda irá subir até novembro, e ele permanecerá ativo até, pelo menos, março de 2027. No Paraná, de acordo com o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, o principal impacto é o aumento no volume de chuvas, que terão acumulados acima da média até dezembro deste ano.
As informações são do balanço de atualização do El Niño, divulgado pelo Simepar nesta quinta-feira (08). A temperatura chegou a 2,1°C acima da média na área de referência para monitoramento do El Niño pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica Americana (NOAA). O valor subiu de forma consistente desde abril deste ano, e em junho foi confirmado que o fenômeno já está ativo.
Há previsão de que o índice de temperatura chegue a 3,3°C acima da média até entre novembro e janeiro, com 83% de chance de que se configure como um dos El Niños mais fortes de todos os que já foram registrados desde 1950. Gradativamente ele perderá intensidade após este pico, mas a probabilidade é também de 83%, segundo a NOAA, de que o El Niño siga sob intensidade muito forte até o fim do verão de 2027, em março.


Pitanga, 20 de fevereiro de 2026 – Chuva no horizonte sobre o campo.
Com este cenário climático, o Simepar aponta previsão de chuva acima da média concentrada em poucos dias, o que aumenta o risco de temporais severos, granizo e raios no Paraná. Apesar da previsão de chuva acima da média para todas as regiões, os prognósticos indicam que os maiores desvios devem ocorrer nas regiões Centro-Sul, Sul, Oeste e Sudoeste.
Apesar do El Niño influenciar o comportamento de precipitação e temperatura no Paraná, indicando meses e estações do ano em que estas variáveis fiquem bem distantes das médias históricas, o Simepar ressalta que o acompanhamento diário e contínuo das previsões do tempo e suas atualizações são indispensáveis, pois os períodos específicos em que os episódios de chuva irão ocorrer dependem dos tipos de sistemas atuantes na região (frentes frias, sistemas de baixa pressão ou sistemas semiestacionários, por exemplo).
Mesmo os episódios mais intensos de El Niño não produzem necessariamente os mesmos impactos em todas as regiões. Entretanto, eventos mais fortes aumentam a probabilidade de ocorrência dos padrões climáticos normalmente associados ao fenômeno.
PREPARAÇÃO – Desde as primeiras notícias sobre a intensidade do fenômeno, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) intensificou as ações de preparação junto aos municípios. Os 10 Núcleos de Atuação Regional (NAR) realizaram encontros alertando os 399 coordenadores municipais sobre a gravidade do cenário, orientando as prefeituras a realizar atividades para melhorar a drenagem, especialmente nas áreas com histórico de ocorrências. Também foram repassadas informações relativas à importância da atualização do Plano de Contingência e da preparação da população local, diante da realidade de cada região.
Até o momento, 278 prefeituras já realizaram ao menos uma ação de prevenção, como a manutenção e limpeza de bueiros e galerias, desassoreamento de rios e canais, participação em reuniões de orientação ou simulados de mesa.
ESCOLAS – Por meio do Programa Brigadas Escolares, a Cedec e a Secretaria de Educação do Paraná prepararam um guia prático com orientações específicas para situações de vendaval, granizo, inundações e alagamentos. Nesta semana o Governo do Paraná iniciou a preparação nas escolas estaduais. A rede estadual já iniciou o treinamento que prevê exercícios simulados em mais de 2 mil colégios em todo o Paraná.
O guia pode ser utilizado por diretores e professores de toda comunidade escolar, tanto da rede pública, quanto privada, para prepararem ações em resposta a possíveis eventos severos e extremos no ambiente escolar. A necessidade desse guia nasceu diante da influência do El Ninõ nos meses de outubro e novembro no sul do país. O material orienta um passo a passo sobre como planejar e treinar o simulado de acordo com a situação escolhida. Caberá à direção da instituição de ensino avaliar qual o cenário mais vulnerável para esses locais e definir qual o protocolo adotado.
Segundo o coronel Ivan Fernandes, coordenador Geral do Programa Brigadas Escolares, em casos de eventos severos, as escolas são os melhores locais para os alunos permanecerem até a situação melhorar. “Com esse guia reforçamos a cultura de prevenção e orientamos como cada instituição pode organizar seu próprio simulado de acordo com os riscos daquela edificação ou localidade”, completa.
Criado pela equipe do Programa Brigadas Escolares o guia pode ser baixado de maneira gratuita no site da Cedec www.defesacivil.pr.gov.br . O guia com 23 páginas o material foi desenvolvido para orientar os simulados de edificação, praticados quatro vezes por ano na rede estadual de educação e escolas especiais. Desde 2012, o programa atua na preparação, prevenção, mitigação e resposta a situações adversas no ambiente escolar que possam oferecer risco a alunos, professores e demais funcionários.
ALERTAS – O monitoramento da Defesa Civil Estadual é realizado 24 horas por dia com apoio de meteorologistas do Simepar. A estrutura do Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres acompanha as condições para o envio de alertas em caso de condições mais severas.
Para receber os alertas da Defesa Civil é preciso efetuar um cadastro gratuito. Você deve enviar o seu CEP por SMS para o número 40199 para se habilitar a receber as mensagens. É também possível receber os alertas por WhatsApp. Para isso, é necessário cadastrar o número (61) 2034-2611 e interagir com o número, podendo se cadastrar a partir do CEP, do município ou da localização.
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