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Aliança fechada: Rafael Greca será vice de Sandro Alex para disputa ao Governo do Paraná
Aliança fechada: Rafael Greca será vice de Sandro Alex para disputa ao Governo do Paraná
PSD e MDB fecharam uma aliança nesta sexta-feira (31) para a disputa pelo Governo do Paraná nas eleições 2026. O ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca será o candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo deputado federal Sandro Alex.
A definição consolida a entrada do MDB na coligação e amplia o arco de alianças em torno da candidatura. O grupo passa a reunir a maior parte das principais forças políticas do Estado.
Agora, a chapa liderada pelo PSD tem o apoio oficial do Republicanos, da federação formada por União Brasil e PP, da federação PSDB-Cidadania e do MDB. O grupo reúne centenas de lideranças municipais e estaduais, incluindo a maioria dos prefeitos paranaenses, e dezenas de deputados estaduais e federais.

A ampla composição também fortalece a estrutura política da campanha, com maior capilaridade nos municípios, presença regionalizada e participação ampliada no horário eleitoral gratuito de rádio e televisão, refletindo o peso conjunto das legendas que integram a aliança.
Para Sandro Alex, a definição representa mais um passo na construção de uma candidatura ampla para dar continuidade ao projeto de desenvolvimento do Estado. “Rafael Greca reúne experiência administrativa e profundo conhecimento do Paraná. Sua chegada fortalece ainda mais esse projeto coletivo de continuidade. Vamos demonstrar ao longo da campanha que a união em torno desse projeto representa uma oportunidade única para o Estado continuar crescendo com velocidade”, afirmou.

O pré-candidato do PSD também destacou que a chegada do ex-prefeito de Curitiba agrega experiência administrativa e visão estratégica à construção do plano de governo. Segundo Sandro, Greca terá papel ativo na elaboração das propostas e na condução de um eventual futuro governo. “O Rafael conhece profundamente a gestão pública e ajudará a ampliar um projeto que já vem transformando o Paraná. Vamos somar experiências para fazer o Estado avançar ainda mais”, acrescentou.
Ao falar sobre o aceite ao convite para integrar a chapa, Greca disse acreditar na continuidade do ciclo de desenvolvimento vivido pelo Paraná. “O Paraná vive um momento extraordinário e tem um projeto consistente para o futuro. Quero colocar minha experiência a serviço desse plano de governo e ajudar a construir um Estado ainda mais forte e mais justo para todos os paranaenses”, disse.
De acordo com ele, a aliança reúne renovação política e conhecimento administrativo em torno de um mesmo projeto de Estado. “O Sandro representa uma nova geração de líderes públicos e terá em mim um parceiro para ajudar a planejar o futuro do Paraná. Estamos unidos para fortalecer um projeto que deu certo e que ainda pode fazer muito mais pelos paranaenses”, declarou.
União
Presente no anúncio, o governador Ratinho Junior afirmou que a escolha de Sandro Alex e Rafael Greca garante a continuidade do projeto que colocou o Paraná em destaque nacional nos últimos anos. Segundo ele, a experiência administrativa de Greca e a capacidade de gestão de Sandro Alex formam uma chapa preparada para manter o ritmo de desenvolvimento do Estado.
“Minha responsabilidade é entregar o Paraná em boas mãos. Tenho tranquilidade de dizer que essa dupla reúne competência, sensibilidade e experiência para acelerar ainda mais as transformações que estamos vivendo”, afirmou.
O governador também ressaltou a importância da entrada do MDB na coligação, que agora conta com sete legendas, e agradeceu a Greca por aceitar compor a chapa. “O Paraná precisa estar unido para que tudo o que conquistamos não seja desperdiçado. Agradeço ao MDB por construir esse caminho conosco e ao Rafael Greca pela grandeza de colocar sua trajetória a serviço desse projeto”, disse.
O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD), afirmou que a aliança amplia a união das principais lideranças políticas do Estado em torno da continuidade do atual ciclo administrativo. Na visão dele, a incorporação das propostas do MDB fortalece o projeto liderado por Sandro Alex. “Quando dois partidos fortes se unem, quem ganha é o Paraná. Sandro Alex e Rafael Greca representam uma aliança construída para dar continuidade a um legado de investimentos e desenvolvimento”, comentou.
O presidente estadual do MDB, deputado federal Sérgio Souza, afirmou que a decisão de integrar a chapa foi construída após diálogo interno e representa o compromisso do partido com a continuidade do desenvolvimento do Paraná. “O MDB é um partido do diálogo e da construção de pontes. Entendemos que Sandro Alex é o nome preparado para dar continuidade a esse trabalho ao lado de Rafael Greca. A partir de agora vamos trabalhar juntos para eleger essa chapa”, declarou.
Trajetória política
Rafael Greca possui uma das mais exitosas trajetórias da política paranaense. Foi prefeito de Curitiba por três mandatos – entre 1993 e 1996 e, posteriormente, de 2017 a 2024 – encerrando sua última gestão com índices de aprovação superiores a 70%. O então vice-prefeito, Eduardo Pimentel, se elegeu em 2024 em uma coalizão semelhante à construída agora em torno da candidatura de Sandro Alex.
Ao longo da carreira, Greca foi deputado estadual, deputado federal e ministro na gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso, entre 1999 e 2002. Também presidiu a Cohapar e, mais recentemente, integrou a gestão do governador Ratinho Junior como secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, sendo um dos responsáveis por ajudar o Paraná a ser o estado mais sustentável do Brasil, com redução recorde do desmatamento.
(Informações: Assessoria)
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Semana Mundial do Aleitamento Materno marca início do Agosto Dourado
Semana Mundial do Aleitamento Materno marca início do Agosto Dourado
Especialista alerta para assédio da indústria de fórmulas infantis
A Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM) traz como tema em 2026 Amamentação para um começo de vida sustentável: fortaleça o que funciona, uma diretriz internacional da World Alliance for Breastfeeding Action (WABA) que orienta as mobilizações do Agosto Dourado.
O Ministério da Saúde reforça que a proteção, a promoção e o apoio à amamentação ocorrem de forma ampliada neste mês. “O aleitamento materno é fundamental para a nutrição adequada, a garantia da segurança alimentar e a redução da pobreza no país.
O tema da amamentação voltou a ser a realidade da Lorrany Duarte com o nascimento da pequena Elisa, há uma semana.

Mãe pela segunda vez, Lorrany quer oferecer seu leite em livre demanda, de forma exclusiva, nos seis primeiros meses, para que a filha cresça saudável. “Desenvolve mais a criança e a imunidade fica sem problemas.”
O desejo da dona de casa vem acompanhado da memória da vivência da primeira filha, há 9 anos, que, com um mês de vida, passou a ser alimentada com fórmula infantil em substituição ao leite materno. “Ela sempre foi muito debilitada, passava mal, sempre ficava doente e demorou muito tempo para crescer, para se desenvolver”, lamentou.
Para superar as dificuldades iniciais para amamentar a segunda filha, a dona de casa tem contado com o apoio e a experiência da irmã mais velha Marielly Duarte, mãe de três crianças.
De olho na sobrinha, Marielly incentiva a irmã a insistir no aleitamento para não repetir a história anterior. “Eu já tirei um monte de leite dela na bomba [de sugar o leite]. É melhor do que tirar na mão. Agora, uma semana depois, já está saindo rapidinho. Tornou-se mais fácil”

Fórmulas infantis
Em entrevista à Agência Brasil, a presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria (DCAM-SBP) Rossiclei Pinheiro alertou para os obstáculos impostos pela desinformação e, sobretudo, pelo assédio comercial da indústria a médicos para prescrição de fórmulas infantis para lactentes e crianças da primeira infância e a pressão sobre as famílias.
“O que a gente percebe é que há um marketing muito grande dizendo que essas fórmulas substituem o leite materno, e não substituem. […] É o lobby na porta do hospital, nas redes sociais, nos consultórios, nas datas festivas. Essas indústrias de alimentos tentam de várias formas fazer um assédio ao profissional de saúde”, constata.
Exceções para prescrever fórmulas
A fórmula é segura e necessária apenas quando há recomendação de um pediatra ou nutricionista, diz a especialista.
A pediatra classifica as fórmulas infantis como alimentos ultraprocessados voltados a situações específicas, como nos casos em que a mãe possui contraindicação médica para amamentar (como a mãe que vive com HIV), situações que não pode realizar o aleitamento, ou não obtém sucesso no processo e, ainda bebês que têm alergias.
“Só quem pode prescrever fórmula infantil até um ano de idade é um médico, de preferência um pediatra ou nutricionista. Só que a mãe chega, hoje, em uma farmácia e compra a fórmula que quiserem, que qualquer profissional prescreve.
Rossiclei Pinheiro aponta que, nos últimos cinco anos, a Sociedade Brasileira de Pediatria tem investido no fortalecimento da formação acadêmica e médica dos próprios pediatras, principalmente, sobre os critérios na prescrição de fórmulas infantis, domínio do manejo prático da amamentação, diante de complicações como dor, fissuras mamilares ou ingurgitamento (“leite empedrado”). “O leite materno vai ser o melhor para o resto da vida da criança”, destacou a Dra. Rossiclei Pinheiro.
Redução de custos
A pediatra destaca também o ponto de vista socioeconômico da promoção do aleitamento humano, que alinha-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU):
“A família tem uma redução dos custos financeiros, visto que não vai precisar comprar fórmulas nem medicamentos, já que esse bebê vai ficar menos doente, e também vai ter menos ausência ao trabalho. Por fim, a mãe vai conseguir se programar melhor na vida futura para seu retorno ao trabalho, já que o filho dela vai estar mais saudável, listou a dra. Rossiclei Pinheiro.
Proteção legal
No Brasil, existe a Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância (NBCAL), amparada pela Lei 11.265/2006, que proíbe o recebimento de patrocínios financeiros ou materiais por médicos em pessoa física.
Adicionalmente, a legislação impede a propaganda de mamadeiras, bicos artificiais e chupetas, veda a distribuição destes produtos a recém-nascidos de alto risco e determina que as embalagens destes não utilize fotos de crianças e frases que induzam à dúvida quanto à capacidade das mães de amamentarem seus filhos.
As determinações vão ao encontro dos alertas da Sociedade Brasileira de Pediatria de que o uso de bicos artificiais (como mamadeiras e chupetas) pode comprometer a amamentação, causando:
• A confusão de bicos, por alterar a mecânica de sucção da criança com o bico artificial
• Menor estímulo para a produção de leite
• Desmame precoce.
“Nós desestimulamos o uso de bicos que possam competir com a amamentação, que são as chupetas e as mamadeiras”, destacou a representante da Sociedade Brasileira de Pediatria, Rossiclei Pinheiro.
O que funciona
A Semana Mundial do Aleitamento Materno de 2026 tem o objetivo de reforçar a necessidade de reconhecer, valorizar e ampliar estratégias que já demonstraram resultados positivos na proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno.
Em agosto de 2024, o Brasil assumiu o compromisso de atingir 70% de aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida até 2030 — meta mais alta do que os 60% de amamentação exclusiva no peito até os seis meses de idade, fixados pela Assembleia Mundial da Saúde, em novembro do mesmo ano.
O histórico brasileiro é de avanços. O país saltou de 4,7% de aleitamento exclusivo na década de 1980 para 45,8% em 2019, conforme dados da primeira edição do Estudo Nacional de Nutrição Infantil (Enani), coordenado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.
A pesquisa nacional de base domiciliar tem como objetivo avaliar as práticas de amamentação, o consumo alimentar e o estado nutricional de crianças de até seis anos (72 meses). Em 2025, a pesquisa ainda está em fase de coleta de dados, realizando visitas a famílias com filhos de até 6 anos em todo o Brasil.
A representante da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) destaca que o aumento regular da amamentação humana no país comprova a eficácia das políticas públicas consolidadas, como a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança.
“Nossas políticas públicas estão interligadas com todo o contexto do atendimento da criança. Hoje, por exemplo, o aleitamento materno é uma estratégia de saúde pública para diminuir a mortalidade infantil, a mortalidade materna, diminuir a desigualdade social. Todo esse acesso a informações é uma política pública”.
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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