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Boa Esperança se destaca na educação com 94% de alfabetização e conquista Selo Ouro do MEC

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Em Boa Esperança, o compromisso com uma educação de qualidade tem se consolidado como uma das principais marcas da gestão pública. Com o olhar especial da gestão do prefeito Joel Buscariol para a educação, o município vem alcançando resultados expressivos, com reflexos diretos na formação dos alunos da rede municipal.

Um dos principais indicadores desse avanço é o índice de alfabetização, que atingiu 94%, considerado o melhor entre os municípios atendidos pelo Núcleo Regional de Educação (NRE). O desempenho evidencia a eficiência das políticas educacionais e o investimento contínuo na base do ensino.

O reconhecimento também ultrapassou as fronteiras regionais. O município foi contemplado com o Selo Ouro do Ministério da Educação, destacando a qualidade do ensino ofertado e o compromisso com o desenvolvimento educacional.

A premiação foi recebida pela então secretária de Educação, Sandra Maria Mendes Burach, que ressaltou o trabalho conjunto de professores, equipes pedagógicas, gestores, alunos e famílias.

Os resultados refletem uma gestão pautada no planejamento, responsabilidade e valorização da educação como ferramenta essencial de transformação social. Em Boa Esperança, os números confirmam um avanço concreto na construção de oportunidades para o futuro.

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Estimulação cognitiva pode retardar perda de funções no Alzheimer

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Estimulação cognitiva pode retardar perda de funções no Alzheimer

Com casos em alta, manter o cérebro ativo ao longo da vida pode ajudar a preservar funções e autonomia mesmo após o diagnóstico do Alzheimer

A demência afeta milhões de pessoas no mundo e tende a crescer nas próximas décadas. No Brasil, cerca de 2,7 milhões de pessoas com 60 anos ou mais vivem com a condição, número que pode chegar a 5,6 milhões até 2050. Diante desse cenário, estratégias como a estimulação cognitiva entram no debate por ajudarem a manter funções do cérebro e a autonomia no dia a dia, inclusive em pessoas com Alzheimer.
O que pode ser feito ao longo da vida
Embora fatores como idade e genética não possam ser alterados, parte do risco está ligada a condições que podem ser controladas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que até 45% dos casos de demência estejam associados a fatores modificáveis, como sedentarismo, tabagismo, hipertensão, diabetes, obesidade, consumo de álcool e isolamento social.
“Uma pessoa pode levar um estilo de vida saudável e ainda assim desenvolver Alzheimer. Mas isso não significa que nossos hábitos sejam irrelevantes. Podemos agir sobre determinados fatores para reduzir a probabilidade de declínio cognitivo”, afirma a neuropsicóloga Martha Valeria Medina, da startup espanhola de neurorreabilitação NeuronUP.
Segundo ela, o cuidado com a saúde cerebral deve começar antes do surgimento de sintomas e seguir ao longo da vida. Manter atividade física, estímulo mental e vínculos sociais faz parte desse processo.

 

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Como a estimulação cognitiva atua
A estimulação cognitiva envolve atividades planejadas para manter ativas diferentes funções do cérebro. Não se limita à memória, que costuma ser a mais afetada no Alzheimer, mas inclui atenção, linguagem, raciocínio, orientação e funções executivas.

Na prática, essas atividades ativam redes cerebrais e ajudam a manter o funcionamento por mais tempo. O objetivo não é interromper a doença, mas retardar a perda de funções e favorecer a autonomia.
Quem pode se beneficiar?
A estimulação cognitiva não se restringe a quem já tem diagnóstico. Manter o cérebro ativo faz parte de um estilo de vida associado à saúde cognitiva e pode ser adotado como estratégia ao longo da vida. Ainda assim, o momento faz diferença.
“Quanto antes nos anteciparmos, mais margem temos para trabalhar”, afirma a especialista. Em pessoas com Alzheimer, a abordagem costuma ser mais efetiva nas fases iniciais, quando ainda há mais capacidades preservadas.
Com a progressão da doença, as atividades são ajustadas. Em fases mais avançadas, o foco passa a ser comunicação, conexão com o ambiente e bem-estar.

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Atividades simples também estimulam o cérebro
Além de programas estruturados, atividades do cotidiano têm papel importante. Conversar, cozinhar, ouvir música ou organizar fotografias envolvem memória, atenção, linguagem e tomada de decisões.
“Cozinhar exige planejamento e sequenciamento. Uma conversa trabalha linguagem e memória. Olhar fotos pode estimular lembranças e favorecer a comunicação”, aponta Martha.
Ela destaca que a interação social também faz parte da estimulação e contribui para o bem-estar. Por isso, a recomendação é combinar atividades planejadas com uma rotina ativa e com vínculos mantidos.
Apesar dos benefícios, a estimulação cognitiva tem limites claros. Não impede a progressão do Alzheimer nem recupera funções já comprometidas. “O objetivo é trabalhar com o que a pessoa ainda conserva e ajudá-la a manter o maior nível possível de autonomia e participação no dia a dia”, afirma a neuropsicóloga.
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