PARANÁ
Corpo de Bombeiros alerta para cuidados no transporte de crianças em veículos
Com a chegada do período de verão e das férias escolares, quando aumenta significativamente a movimentação de veículos nas estradas, o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) reforça o alerta sobre a forma correta de transportar crianças em carros. O uso adequado dos dispositivos de retenção veicular como bebê conforto, cadeirinhas e assentos de elevação é fundamental para reduzir o risco de ferimentos graves e mortes em caso de colisões ou freadas bruscas.
De acordo com o CBMPR, embora o cinto de segurança seja obrigatório para todos os ocupantes do veículo, as crianças apresentam uma particularidade importante: a estatura e o peso ainda não são compatíveis com o uso do cinto convencional. Por isso, é indispensável que cada faixa etária utilize o equipamento adequado, conforme peso, altura e idade, garantindo que o corpo esteja corretamente posicionado e protegido durante o deslocamento.
A capitã Luisiana Guimarães Cavalca, porta-voz do CBMPR, destaca que o cuidado com a segurança no trânsito deve ser encarado como uma extensão da responsabilidade dos pais. “Os responsáveis se preocupam com a alimentação, a educação e até com o que as crianças assistem, mas às vezes esquecem que a forma como a criança é transportada dentro do veículo também é uma responsabilidade direta dos pais. Garantir que ela esteja no bebê conforto, na cadeirinha ou no assento de elevação é também garantir o bem-estar e a vida dessa criança”, ressalta.

Para bebês de até aproximadamente um ano de idade ou até 13 kg, o uso do bebê conforto é obrigatório e deve ser sempre instalado de costas para o movimento do carro. Segundo a oficial, essa posição é essencial para proteger a cabeça, o pescoço e a coluna do bebê, que ainda não possuem musculatura suficiente para suportar impactos. Em crianças maiores, a transição deve ser feita para a cadeirinha e, posteriormente, para o assento de elevação, sempre respeitando os limites indicados pelo fabricante.
Outro ponto que merece atenção é o uso do Isofix, dispositivo que fixa a cadeirinha diretamente na estrutura do carro, impedindo movimentos bruscos. A capitã explica que, desde 2020, o sistema é obrigatório em todos os carros novos vendidos no Brasil. “Esse sistema aumenta muito a segurança, porque impede o deslocamento da cadeirinha em uma colisão. Sempre que possível, o ideal é optar por veículos e cadeirinhas que tenham esse recurso”, orienta.
A oficial também reforça que trajetos curtos não diminuem os riscos. Mesmo em deslocamentos rápidos, como “ir até a esquina”, a criança deve estar devidamente acomodada no dispositivo correto. Levar a criança no colo, mesmo com o cinto de segurança afivelado no adulto, não garante proteção e pode resultar em ferimentos graves ou fatais em caso de acidente.
A capitã lembra ainda que qualquer ocupante sem cinto se transforma em um risco para todos dentro do veículo, podendo causar ferimentos graves em outros passageiros durante uma colisão. Por isso, o uso do cinto de segurança deve ser uma regra para todos, sem exceção.
Ela reforça a importância da conscientização desde cedo e relata que já atendeu ocorrências graves em que crianças corretamente acomodadas em cadeirinhas e com cinto de segurança tiveram ferimentos mínimos ou nenhum, enquanto adultos ou crianças sem proteção adequada sofreram consequências fatais. “A educação no trânsito começa dentro de casa. Quando a criança entende desde cedo que o cinto e a cadeirinha fazem parte da rotina, isso se transforma em um hábito que ela leva para a vida toda”, destaca.
A bombeira lembra ainda que, segundo o Código Brasileiro de Trânsito, crianças só podem ser transportadas no banco da frente a partir dos 10 anos de idade ou quando atingirem 1,45 metro de altura, o que ocorrer primeiro, sempre utilizando o cinto de segurança. Mesmo assim, o banco traseiro continua sendo o local mais seguro.
O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná reforça que atitudes simples e preventivas salvam vidas e fazem toda a diferença para que as viagens durante o período de férias sejam mais seguras para toda a família.
Confira as orientações do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná:
– Bebês de até 1 ano ou até 13 kg devem usar bebê conforto, sempre de costas para o movimento do veículo
– Crianças de 1 a 4 anos devem utilizar cadeirinha adequada ao peso e à altura;
– Crianças de 4 a 7 anos e meio, ou até 1,45 m, devem usar assento de elevação (booster) com cinto de segurança
– Verifique se a cadeirinha possui certificação do Inmetro
– Faça a instalação correta do dispositivo e, se possível, utilize o sistema Isofix
– Nunca transporte crianças no colo, mesmo em trajetos curtos
– Todos os ocupantes do veículo devem usar cinto de segurança
– Crianças só podem ir no banco da frente a partir dos 10 anos ou com altura mínima de 1,45 metro
– O condutor é responsável pela segurança de todos dentro do veículo
PARANÁ
Última semana do verão terá calor e temporais no Paraná; outono começa na sexta
O outono astronômico terá início às 11h46 da próxima sexta-feira (20). A última semana de verão, de acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), começará com condições atmosféricas típicas da estação: temperaturas elevadas e pancadas de chuva irregulares no Paraná. No meio da semana, entretanto, a passagem de uma frente fria trará maiores volumes de chuva a algumas regiões do Estado.
As temperaturas já começaram a subir além do habitual no fim de semana. No domingo (15), as estações meteorológicas que ficam no Distrito de Entre Rios, em Guarapuava, em Pinhão e em Ponta Grossa registraram suas temperaturas mais altas do ano até o momento: 30,3°C, 33,4°C e 32,3°C, respectivamente.
As temperaturas máximas, à tarde, seguem acima dos 30°C em praticamente todas as regiões paranaenses nesta segunda-feira (16). “Um sistema de baixa pressão sobre o Paraguai influencia o tempo no Oeste e Sudoeste do Paraná. Cidades destas regiões, principalmente as que ficam nas áreas de fronteira com os países vizinhos, podem registrar algumas pancadas de chuva”, explica Lizandro Jacóbsen, meteorologista do Simepar. Nas outras regiões o predomínio é de sol, com exceção do Litoral, que terá nebulosidade variável.

A chance de chuva pelo Paraná aumenta na terça-feira (17). “Esse sistema de baixa pressão se desloca pelo sul do Brasil em direção ao Centro e parte do Norte e Noroeste paranaenses. Isso deixa o tempo mais instável e com pancadas de chuva até mesmo no período da manhã nas áreas mais próximas da divisa com o Mato Grosso do Sul e de fronteira com Paraguai e Argentina”, afirma Jacóbsen.
A chuva aumenta ainda mais no Paraná na quarta-feira (18), devido ao avanço de uma frente fria pelo Sul do Brasil. “Teremos a passagem do sistema frontal com o ambiente atmosférico mais aquecido. Assim, poderemos ter algumas tempestades no estado ao longo da quarta-feira, começando pelo Oeste e Sudoeste, e avançando em direção ao Centro e Norte. Chegará posteriormente aos Campos Gerais, Região Metropolitana de Curitiba e Litoral, e no período da noite ao Norte Pioneiro”, detalha Lizandro.
As instabilidades seguem na quinta-feira (19). O último dia de verão terá mais chuvas entre o Leste e o Norte do Paraná. As temperaturas terão leve declínio entre quinta e sexta-feira (20) na Região Metropolitana de Curitiba, nos Campos Gerais e no Centro-Sul. No resto do Estado, segue calor.
ALÍVIO – A chuva desta semana poderá trazer algum alívio para regiões que não registram acumulados de precipitação significativos há muito tempo. Cidades como Altônia, Cândido de Abreu, Cascavel, Cianorte, Curitiba, Fazenda Rio Grande, Irati, Cruzeiro do Iguaçu, Loanda, Maringá, Palotina, Pato Branco, Pinhão, Ponta Grossa, Nova Prata do Iguaçu, Santa Helena, Santo Antônio da Platina, São Miguel do Iguaçu, Ubiratã e Umuarama registraram menos de 20 mm de chuva nos primeiros 15 dias de março.
A situação é mais grave no Oeste, Norte e Noroeste. Em Santo Antônio da Platina não chove um acumulado de mais de 5 mm em um dia desde o dia primeiro de janeiro; em Cascavel e Santa Helena desde 10 de janeiro; em Cianorte, desde 13 de fevereiro; em Palotina e Umuarama, desde 23 de fevereiro; em Loanda e Maringá, desde 24 de fevereiro.
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