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Criminosos furtam arsenal com 11 armas e quase 1,5 mil munições de residência

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Criminosos furtam arsenal com 11 armas e quase 1,5 mil munições de residência em Arapongas
Além das armas devidamente registradas, os ladrões levaram 1.480 munições, dinheiro em espécie, joias e um relógio

Uma residência pertencente a um Colecionador, Atirador e Caçador (CAC) foi alvo de um furto qualificado neste final de semana em Arapongas. Durante a ação criminosa foram levadas 11 armas de fogo, quase 1,5 mil munições, além de dinheiro em espécie e objetos de valor. O crime foi constatado pela própria vítima na manhã de domingo (6).


Segundo o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, o homem relatou que havia saído de casa no sábado e o imóvel ficou vazio. Ao retornar à residência ele encontrou o local violado e deu falta de seu arsenal. O proprietário comprovou que todo o armamento furtado possui registro legal, detalhando que os criminosos subtraíram cinco espingardas, três pistolas e três revólveres.
Além de esvaziar o acervo de armas da vítima, os invasores também levaram 1.480 munições, a quantia de R$ 9 mil em dinheiro vivo, um relógio de pulso da marca Diesel, uma pulseira de prata e uma lanterna de caça.
A equipe policial realizou os levantamentos preliminares no local do crime, orientou a vítima e repassou as informações para a Polícia Civil, que agora ficará encarregada das investigações para tentar identificar os autores e recuperar o arsenal furtado.

TNOnline

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Imagem ilustrativa – Foto: Reprodução

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9 em cada 10 brasileiros não sabem que esta doença está entre as que mais matam no país; veja sintomas

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9 em cada 10 brasileiros não sabem que esta doença está entre as que mais matam no país; veja sintomas

Uma doença respiratória que está entre as principais causas de morte no Brasil ainda é desconhecida pela grande maioria da população. Apenas 10% dos brasileiros afirmam conhecer ou já ter ouvido falar da DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), segundo uma pesquisa inédita do Datafolha em parceria com a farmacêutica GSK. Mais preocupante ainda: somente 3% dos entrevistados conseguiram identificar corretamente o significado da sigla.

 


Os dados mostram que, apesar de atingir os pulmões e comprometer progressivamente a respiração, a DPOC ainda passa despercebida por boa parte da população. O desconhecimento também pode contribuir para que os sinais da doença sejam ignorados e para que o diagnóstico aconteça somente anos depois do surgimento dos primeiros sintomas.
De acordo com o Ministério da Saúde, a DPOC é atualmente a quinta principal causa de morte entre pessoas de todas as idades no Brasil. Nas últimas décadas, a doença também esteve entre as cinco principais causas de internação no Sistema Único de Saúde (SUS) entre pessoas com mais de 40 anos.

Diagnóstico pode demorar anos
O levantamento revela outro dado que chama a atenção: 42% dos pacientes demoraram mais de três anos entre o aparecimento dos primeiros sintomas e a confirmação do diagnóstico de DPOC.
O intervalo prolongado pode estar relacionado à dificuldade de reconhecer os sinais da doença. Tosse persistente, catarro, falta de ar e chiado no peito, por exemplo, muitas vezes são tratados como consequências naturais do envelhecimento ou do próprio hábito de fumar.
A pneumologista Maria Cecília Maiorano, coordenadora da pós-graduação em Pneumologia da Afya Educação Médica São Paulo, alerta que esses sintomas não devem ser considerados normais.
“Um ponto importante é que a DPOC pode permanecer silenciosa durante muitos anos.”
Segundo a especialista, tosse frequente, catarro, falta de ar aos esforços e chiado merecem avaliação médica. Quando houver indicação, a investigação pode incluir a espirometria, exame utilizado para avaliar o funcionamento dos pulmões.

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Tabagismo é um dos principais fatores associados
A DPOC afeta principalmente os pulmões e provoca uma dificuldade progressiva para a passagem do ar pelas vias respiratórias. O tabagismo é um dos principais fatores associados ao desenvolvimento da doença, incluindo o consumo de cigarros e outros produtos derivados do tabaco.
Isso não significa, porém, que apenas fumantes possam desenvolver problemas respiratórios. A exposição prolongada a outros agentes irritantes também pode estar relacionada ao surgimento de doenças pulmonares, o que reforça a importância da avaliação médica diante de sintomas persistentes.

Quais são os sintomas da DPOC?
Identificar os sinais precocemente pode ajudar a levar o paciente a procurar atendimento e investigar a causa dos problemas respiratórios.
Entre os sintomas associados à DPOC estão:
Falta de ar: o paciente pode ficar ofegante e apresentar dificuldade para respirar, especialmente durante esforços.
Tosse persistente: pode ser acompanhada de produção frequente de secreção ou catarro.
Secreção: o muco pode ser espesso e apresentar coloração amarelada ou esverdeada.
Chiado no peito: é um ruído semelhante a um assobio produzido durante a respiração.
Um dos principais problemas é que esses sinais podem ser normalizados pelo próprio paciente, principalmente quando existe histórico de tabagismo.
A orientação dos especialistas é não considerar tosse constante ou falta de ar como algo inevitável para quem fuma ou para quem envelheceu.

Quase todos tiveram algum sintoma respiratório
A pesquisa também mostra que sintomas respiratórios são muito mais comuns do que o conhecimento sobre a DPOC. Entre os entrevistados, 92% afirmaram ter apresentado pelo menos um sintoma respiratório nos 12 meses anteriores ao levantamento.
Ao mesmo tempo, a percepção sobre esses sintomas revela um cenário de normalização que pode dificultar a busca por atendimento médico. Cerca de 62% dos entrevistados acreditam que tosse ou falta de ar só precisam ser avaliadas quando começam a atrapalhar as atividades do cotidiano.
Outro dado chama a atenção: 57% consideram normal sentir falta de ar com o envelhecimento, enquanto a mesma proporção entende que a tosse frequente é um efeito normal do tabagismo. Esse comportamento pode fazer com que sinais importantes sejam ignorados durante anos.
História de Carla mostra como a doença pode passar despercebida
A publicitária Carla Comini, de 63 anos, descobriu a DPOC depois de ter fumado durante 32 anos. Até então, ela não conhecia a doença. A busca por atendimento médico aconteceu depois que a irmã foi diagnosticada com câncer de pulmão em estágio metastático.
“Fui buscar um pneumologista porque a minha irmã foi diagnosticada com câncer de pulmão em estado metastático, né? E ela tinha dores e aí eu fiquei com medo e acabei indo no médico”, relatou Carla.

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Hoje, ela atua como embaixadora e voluntária da Associação Brasileira de Apoio à Família com Hipertensão Pulmonar e Doenças Correlatas (ABRAF), auxiliando outras pessoas que convivem com doenças respiratórias.
Entre os cuidados adotados por Carla estão exercícios respiratórios e atividade física. “Eu faço muita respiração, exercícios respiratórios, que é para poder manter meu pulmão ativo. Faço o máximo que eu puder de atividade física”, contou.
Como reduzir os riscos de doenças respiratórias?
A prevenção passa principalmente pela redução da exposição a fatores que podem prejudicar os pulmões.

Entre as medidas recomendadas estão:
• não fumar;
• evitar a exposição ao tabaco;
• praticar atividade física regularmente;
• manter uma alimentação equilibrada;
• procurar avaliação médica diante de sintomas respiratórios persistentes.
Para quem apresenta tosse frequente, catarro, falta de ar ou chiado no peito, especialmente quando os sintomas são recorrentes ou estão piorando, a recomendação é procurar um profissional de saúde.

Pesquisa ouviu mais de 2 mil brasileiros
O levantamento Datafolha/GSK ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, em todas as regiões do Brasil. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. Os resultados revelam um contraste importante: enquanto a DPOC está entre as principais causas de morte e internação no país, o conhecimento da população sobre a doença permanece muito baixo.

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