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Tipos de colesterol: causas, como identificar e o que fazer
Tipos de colesterol: causas, como identificar e o que fazer
Você provavelmente já ouviu falar em colesterol “bom” e “ruim”, mas o que realmente diferencia um do outro? A resposta é mais simples e mais importante do que parece. Conhecer os tipos de colesterol e como eles funcionam no corpo é o que permite identificar riscos cedo e evitar problemas cardiovasculares antes que eles apareçam.
E se termos como LDL, HDL, VLDL e colesterol total ainda não estão claros, este guia foi desenvolvido para explicar cada um deles e orientar os próximos passos. Boa leitura!

Sumário
• Colesterol LDL
• Colesterol VLDL
• Colesterol HDL
• O que representa o colesterol total?
• Como identificar os níveis de colesterol no organismo?
• Quais são os riscos de ter o colesterol alto?
• Principais causas do colesterol alto no corpo
• Como controlar os níveis de colesterol no sangue?
o 1. Ajuste a alimentação
o 2. Faça atividade física regularmente
o 3. Controle o peso
o 4. Evite álcool e cigarro
o 5. Conte com o acompanhamento profissional
o 6. Faça exames periódicos
• O que você precisa lembrar sobre os tipos de colesterol
• Referências:
Colesterol LDL
O LDL, ou lipoproteína de baixa densidade, é conhecido como o colesterol “ruim”. Ele transporta colesterol do fígado para os tecidos, o que é uma função normal do organismo. O problema aparece quando seus níveis ficam elevados, favorecendo o acúmulo desse colesterol nas paredes das artérias. Com o tempo, esse processo forma placas que atrapalham a circulação do sangue, a aterosclerose.
O LDL alto preocupa porque:
• Aumenta o risco de infarto e AVC;
• Contribui para processos inflamatórios nas artérias;
• Está relacionado à resistência à insulina e outras doenças metabólicas.
Os valores considerados ideais variam conforme a idade, o histórico familiar e as condições de saúde. De modo geral, quanto mais baixo o LDL, menor tende a ser o risco cardiovascular. Quando o objetivo é reduzi-lo, ajustes na alimentação, como aproveitar os benefícios do óleo de linhaça, podem ajudar, sempre com orientação profissional para garantir segurança e eficácia.
Colesterol VLDL
O VLDL (lipoproteína de muito baixa densidade) é menos comentado, mas igualmente importante. Ele carrega triglicerídeos, que são um tipo de gordura usada como fonte de energia pelo corpo. Quando o VLDL está alto:
• Indica excesso de triglicerídeos;
• Aumenta a formação de placas de gordura;
• Eleva o risco de pancreatite e doenças cardiovasculares.
O VLDL funciona como um “termômetro metabólico”: altos níveis sugerem má alimentação, sedentarismo, excesso de carboidratos e resistência à insulina.
Colesterol HDL
O HDL (lipoproteína de alta densidade) é o famoso colesterol “bom”. Ele faz o caminho inverso do LDL: retira o colesterol acumulado nas artérias e leva de volta ao fígado para eliminação. Por que o HDL é protetor?
• Reduz o risco de infarto;
• Tem ação anti-inflamatória;
• Ajuda na “limpeza” das artérias.
Níveis baixos de HDL são tão preocupantes quanto o LDL alto, pois mostram que o corpo não está conseguindo “fazer manutenção” adequada do sistema cardiovascular.

O que representa o colesterol total?
O colesterol total corresponde à soma de LDL, HDL e do VLDL estimado. Embora esse número ofereça uma visão geral do perfil lipídico, ele não deve ser interpretado isoladamente. Isso porque o colesterol total pode parecer alto apenas por conta de um HDL elevado, que, na verdade, é benéfico. Por isso, mais importante do que o valor global é entender como cada tipo de colesterol está distribuído no exame.
Como identificar os níveis de colesterol no organismo?
A única forma de avaliar com precisão é por meio de um exame de sangue (perfil lipídico), que analisa
• LDL;
• HDL;
• VLDL;
• Triglicerídeos;
• Colesterol total.
O exame deve ser solicitado por um profissional de saúde, que também avalia fatores como histórico familiar, estilo de vida e outros exames associados. A recomendação geral é realizar o exame anualmente, mas pode ser necessária maior frequência para quem já tem alteração nos níveis de colesterol ou fatores de risco.
Quais são os riscos de ter o colesterol alto?
O colesterol elevado, especialmente o LDL e o VLDL, pode favorecer uma série de condições. Entre as mais comuns:
• Doenças cardíacas: excesso de colesterol favorece o acúmulo de placas nas artérias, estreitando a passagem de sangue e podendo levar a angina e infarto;
• Diabetes: altos níveis de triglicerídeos e VLDL estão relacionados à resistência à insulina, agravando quadros de pré-diabetes e diabetes tipo 2;
• Acidente vascular cerebral (AVC): obstrução de artérias cerebrais por placas de gordura aumenta o risco de AVC isquêmico;
• Pressão alta: a rigidez arterial provocada pelo acúmulo de gordura eleva a pressão e sobrecarrega o coração.
Principais causas do colesterol alto no corpo
O colesterol elevado pode ter múltiplas origens, algumas controláveis, outras não. Entre as mais comuns, estão:
• Sedentarismo;
• Sobrepeso e obesidade;
• Tabagismo e álcool;
• Alimentação rica em gorduras trans e saturadas (frituras, embutidos, fast food, snacks industrializados, entre outros);
• Excesso de açúcar e carboidratos refinados, que elevam os triglicerídeos (pães brancos, macarrão feito de farinha branca, bolos, refrigerantes, sucos industrializados, biscoitos, entre outros);
• Uso de certos medicamentos (como corticoides, diuréticos tiazídicos, anticoncepcionais hormonais, antipsicóticos e isotretinoína);
• Histórico familiar (hipercolesterolemia familiar);
• Doenças endócrinas, como hipotireoidismo;
• Idade (o metabolismo tende a ficar mais lento).
Entender a causa é fundamental para definir o melhor tratamento e incorporar à rotina as orientações de saúde que realmente fazem sentido para a realidade de cada pessoa.
Como controlar os níveis de colesterol no sangue?
A boa notícia: geralmente, pequenas mudanças já podem fazer grande diferença, sendo elas:
1. Ajuste a alimentação
• Aumente o consumo de fibras alimentares (aveia, frutas, legumes, leguminosas, sementes);
• Priorize carnes magras e gorduras boas (azeite, abacate, castanhas, peixes ricos em ômega 3);
• Reduza frituras, embutidos, fast food e alimentos ultraprocessados;
• Evite o excesso de açúcar, farinha branca e bebidas adoçadas.
Se você quer dar um passo a mais na construção de uma alimentação equilibrada, vale conhecer diferentes opções de folhas que podem deixar suas refeições mais nutritivas. No conteúdo folhas para salada, você encontra ideias simples para enriquecer seu prato e aumentar o consumo de fibras e antioxidantes no dia a dia.
2. Faça atividade física regularmente
Exercícios ajudam a aumentar o HDL e reduzir LDL e triglicerídeos.
3. Controle o peso
Mesmo uma perda de 5% a 10% do peso já melhora significativamente os níveis de colesterol e triglicerídeos.
4. Evite álcool e cigarro
Ambos prejudicam o metabolismo das gorduras.
5. Conte com o acompanhamento profissional
Dependendo do caso, pode ser necessário ajuste alimentar individualizado, suplementação ou uso de medicamentos prescritos.
6. Faça exames periódicos
Monitorar o perfil lipídico é essencial para prevenir riscos cardiovasculares e acompanhar a eficácia das mudanças.
O que você precisa lembrar sobre os tipos de colesterol
Entender a diferença entre LDL, HDL e VLDL é o primeiro passo para cuidar melhor da própria saúde e agir antes que os níveis saiam do controle. Com acompanhamento profissional e pequenas escolhas diárias, é possível manter o equilíbrio e proteger o coração ao longo da vida.
Se quiser continuar aprendendo sobre saúde, prevenção e bem-estar, explore os outros conteúdos do Blog Central Nutrition e siga conosco nessa jornada de conhecimento. Até mais!
Brenda de Oliveira Cordeiro
blog.centralnutrition.com.br
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Conheça as 13 principais fontes de proteínas para vegetarianos
Conheça as 13 principais fontes de proteínas para vegetarianos
A proteína é um macronutriente essencial para a manutenção da massa muscular, funcionamento do sistema imunológico, produção de enzimas, hormônios e neurotransmissores. Em dietas vegetarianas, é comum surgir a dúvida sobre como atingir as necessidades diárias desse nutriente sem o consumo de carnes.
A boa notícia é que há uma ampla diversidade de alimentos de origem vegetal, além de opções ovolactovegetarianas, que contribuem de maneira consistente para o aporte proteico diário. A diversidade alimentar, a combinação entre diferentes fontes de proteína e a atenção à qualidade nutricional dos alimentos escolhidos são aspectos centrais no planejamento de uma dieta vegetariana equilibrada.

Selective focus photo of selection of protein-rich products with woman writing down notes in the background
A seguir, estão as principais fontes de proteína para vegetarianos, com dados de composição baseados na Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TACO) e informações respaldadas por literatura científica recente. Continue a leitura e confira!
Sumário
• 1. Feijão (preto, carioca, branco, fradinho etc.)
• 2. Lentilha
• 3. Grão-de-bico
• 4. Ervilha
• 5. Soja e derivados (tofu, edamame e tempeh)
• 6. Amêndoas
• 7. Castanhas
• 8. Sementes (chia, girassol, linhaça e mais)
• 9. Aveia
• 10. Quinoa
• 11. Ovos
• 12. Iogurte natural
• 13. Queijos
• Quando é necessária a suplementação de proteína?
• Referências:
1. Feijão (preto, carioca, branco, fradinho etc.)
O feijão é uma das bases da alimentação brasileira e uma fonte relevante de proteína vegetal. O feijão cozido fornece, em média, entre 4,5 e 8 g de proteína por 100 g, variando conforme o tipo. Além da proteína, o feijão é rico em fibras alimentares, ferro, magnésio e compostos fenólicos.
Estudos indicam que o consumo regular de leguminosas está associado à melhora do controle da glicemia, maior saciedade e redução do risco de doenças cardiovasculares. Embora apresente menor teor de alguns aminoácidos, o feijão pode ser facilmente complementado com cereais, como o arroz, resultando em um perfil de aminoácidos mais completo.
2. Lentilha
A lentilha se destaca pelo maior teor proteico entre as leguminosas mais consumidas. A lentilha cozida fornece cerca de 6,3 g de proteína por 100 g. É também uma excelente fonte de ferro vegetal, folato e fibras solúveis.
Evidências científicas mostram que a lentilha contribui para a redução do colesterol LDL (também conhecido como colesterol ruim) e melhora da resposta glicêmica pós-prandial. Em dietas vegetarianas, é uma opção estratégica tanto para refeições principais quanto para preparações como sopas, saladas e pastas.
3. Grão-de-bico
O grão-de-bico fornece aproximadamente 7,3 g de proteína por 100 g cozido. Além disso, contém quantidades relevantes de fibras, manganês e vitaminas do complexo B.
Estudos recentes associam o consumo de grão-de-bico ao aumento da saciedade e ao melhor controle do peso corporal. Seu perfil de aminoácidos, embora incompleto isoladamente, torna-se nutricionalmente mais equilibrado quando combinado com cereais integrais ou sementes.
4. Ervilha
A ervilha cozida apresenta cerca de 5 g de proteína por 100 g. Também é fonte de fibras, vitamina C e compostos bioativos. A proteína da ervilha tem ganhado destaque em estudos clínicos, principalmente em sua forma isolada, por apresentar boa digestibilidade e perfil funcional favorável. Mesmo na forma alimentar, ela contribui para a ingestão proteica diária e para a saúde intestinal.
5. Soja e derivados (tofu, edamame e tempeh)
A soja é considerada a principal fonte de proteína vegetal em termos de qualidade. O grão de soja cozido fornece cerca de 12 a 15 g de proteína por 100 g, e seus derivados mantêm valores expressivos. O tofu apresenta, em média, 6 a 8 g de proteína por 100 g, enquanto o tempeh pode ultrapassar 18 g por 100 g, devido ao processo de fermentação.
Essa proteína contém todos os aminoácidos essenciais e apresenta alta qualidade proteica, sendo considerada uma das fontes vegetais mais comparáveis às proteínas de origem animal. Evidências científicas recentes demonstram que, quando consumida em quantidades adequadas e distribuídas ao longo das refeições, é capaz de sustentar a manutenção da massa muscular e está associada a benefícios cardiovasculares.
6. Amêndoas
As amêndoas fornecem aproximadamente 21 g de proteína por 100 g, além de gorduras monoinsaturadas, vitamina E e magnésio. Embora não sejam consumidas em grandes quantidades, contribuem para o aporte proteico diário e para a densidade nutricional da dieta. Evidências científicas indicam que o consumo regular de oleaginosas está associado à redução do risco cardiometabólico.
7. Castanhas
Castanha-do-pará, castanha-de-caju e nozes apresentam teores de proteína que variam entre 14 e 20 g por 100 g, conforme o tipo. Além da proteína, são fontes importantes de gorduras insaturadas (também conhecidas como gorduras boas) e minerais, como selênio e zinco.
Apesar do alto valor calórico, pequenas porções diárias contribuem para a ingestão proteica e oferecem benefícios antioxidantes e anti-inflamatórios, conforme demonstrado em estudos recentes.
8. Sementes (chia, girassol, linhaça e mais)
As sementes são fontes concentradas de nutrientes. A semente de girassol fornece cerca de 21 g de proteína por 100 g, enquanto a chia e a linhaça apresentam valores entre 16 e 18 g por 100 g. Além da proteína, destacam-se pelo conteúdo de fibras, ácidos graxos poli-insaturados e compostos bioativos. Podem ser facilmente incluídas em preparações como iogurtes, frutas, vitaminas e pães.
9. Aveia
A aveia é um cereal com teor proteico superior ao de outros grãos, fornecendo cerca de 13 g de proteína por 100 g. Também é rica em betaglucanas, fibras associadas à redução do colesterol ruim e à melhora da saúde intestinal. Estudos indicam que a aveia contribui para maior saciedade e melhor controle metabólico, sendo uma aliada importante em dietas vegetarianas equilibradas.
10. Quinoa
A quinoa fornece aproximadamente 4,4 g de proteína por 100 g cozida e se diferencia entre os grãos por conter todos os aminoácidos essenciais, com perfil mais equilibrado quando comparada a outros cereais. Apesar do menor teor proteico por porção, contribui para a qualidade proteica da dieta vegetariana, especialmente quando associada a outras fontes de proteína vegetal.
Além disso, apresenta boa digestibilidade e é rica em minerais como magnésio e ferro, sendo uma excelente opção para vegetarianos e veganos.
11. Ovos
Para vegetarianos que consomem alimentos de origem animal, os ovos são uma das melhores fontes proteicas. Um ovo fornece cerca de 6 g de proteína, com alto valor biológico e excelente digestibilidade. Estudos reforçam que o consumo moderado de ovos pode contribuir para a manutenção da massa muscular e não está associado ao aumento do risco cardiovascular em indivíduos saudáveis.
12. Iogurte natural
O iogurte natural fornece em média 3 a 4 g de proteína por 100 g, além de cálcio e microrganismos benéficos. Em dietas ovolactovegetarianas, contribui para o aporte proteico diário e para a saúde intestinal.
Além disso, é uma opção prática para o consumo de proteína no café da manhã e nos lanches intermediários, especialmente quando combinado com sementes e aveia, estratégias que aumentam a densidade proteica e nutricional da refeição, conforme discutido anteriormente.
13. Queijos
Fontes relevantes de cálcio e fósforo, os queijos apresentam variação significativa no teor de proteína, que pode ir de valores mais baixos nos queijos frescos até cerca de 15 a 30 g de proteína por 100 g nos queijos semiduros e duros. O consumo deve ser moderado, especialmente de opções com maior teor de gorduras saturadas e sódio, mas podem complementar a ingestão proteica em dietas bem planejadas.
Quando é necessária a suplementação de proteína?
A suplementação proteica pode ser considerada quando a ingestão alimentar não é suficiente para atender às necessidades individuais, mesmo com uma dieta bem planejada. Isso pode ocorrer em diferentes contextos fisiológicos, clínicos e de estilo de vida, como:

• Alta demanda proteica, como em praticantes de atividade física intensa, treinamento de força ou esportes de resistência, nos quais a necessidade de proteína para manutenção e recuperação muscular é aumentada;
• Restrição energética, comum em estratégias de emagrecimento, que pode dificultar o consumo adequado de proteína apenas por meio da alimentação;
• Dietas vegetarianas com baixa variedade, especialmente quando há consumo limitado de leguminosas, cereais integrais, oleaginosas e sementes;
• Dificuldade prática de atingir a ingestão proteica nas refeições, seja por rotina agitada, baixa densidade proteica do café da manhã e lanches ou baixa aceitação de alguns alimentos;
• Fases da vida com maior risco de inadequação, como idosos, adolescentes em fase de crescimento acelerado e mulheres no climatério, em que a preservação da massa magra é especialmente relevante;
• Indivíduos com apetite reduzido ou saciedade precoce, nos quais grandes volumes alimentares não são bem tolerados.
• Situações clínicas específicas, como recuperação pós-cirurgia ou períodos de maior estresse fisiológico, nos quais a necessidade proteica pode estar aumentada;
• Dificuldade de distribuição adequada da proteína ao longo do dia, fator importante para otimizar o aproveitamento metabólico e a síntese proteica muscular.
Nesses contextos, a suplementação proteica, inclusive com alternativas de origem vegetal, pode contribuir para complementar a alimentação, desde que seja indicada de forma personalizada e compatível com as necessidades nutricionais individuais.
Estudos recentes mostram que suplementos proteicos ajudam a alcançar as recomendações diárias quando bem utilizados. Ainda assim, a indicação deve considerar o padrão alimentar, os objetivos pessoais, o estado de saúde e as demandas específicas de cada fase da vida.
Por esse motivo, o acompanhamento de um nutricionista ou outro profissional de saúde capacitado é indispensável, pois permite uma avaliação adequada, a definição da melhor estratégia nutricional e o uso seguro da suplementação. Dessa forma, a suplementação proteica deve ser encarada como um complemento estratégico, sempre orientado por avaliação profissional e inserido em um contexto alimentar adequado.
Adriana da Rocha Zanardo
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