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Francês que percorre os Caminhos de Peabiru chega a Campo Mourão

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Francês que percorre os Caminhos de Peabiru chega a Campo Mourão

Por: tasabendo.com.br

 

Gilles Verrecchia, francês que percorre os históricos Caminhos de Peabiru a pé em uma expedição de oceano a oceano, chegou a Campo Mourão na tarde desta terça-feira (4). O viajante segue uma rota inspirada no antigo caminho indígena que ligava os oceanos Atlântico e Pacífico, atravessando diferentes países da América do Sul.

No trecho entre Peabiru e Campo Mourão, Gilles foi acompanhado pelo historiador Arleto Rocha, que percorreu ao seu lado os cerca de 16 quilômetros da antiga estrada que conectava os dois municípios. O percurso faz parte do traçado considerado original dos Caminhos de Peabiru e terminou na sede da Comunidade dos Municípios da Região de Campo Mourão (Comcam).

Apesar da importância histórica e turística da expedição, não houve recepção oficial por representantes de órgãos ligados ao turismo do município, como a Secretaria de Turismo, o Núcleo Regional de Turismo ou o setor de Turismo Religioso.

A recepção ao peregrino foi realizada por Deviani Paz, representante da Adetur, que deu as boas-vindas ao visitante. O Paraná Palace Hotel também colaborou com a iniciativa, oferecendo hospedagem para Gilles durante sua permanência em Campo Mourão.

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Nesta quarta-feira (5), o francês seguirá viagem em direção a Mamborê. O roteiro prevê a passagem por Foz do Iguaçu, Assunção, na Paraguai, além da travessia pela Bolívia e Peru, até alcançar o Oceano Pacífico, concluindo a expedição.

O francês caminhada com um carrinho preso à cintura, apenas com o material básico. Ele já passou por Curitiba, Campos Gerais, entre outras cidades. Até o ano que vem ele faz o encontro das águas que colheu em uma garrafa, do Atlântico ao Pacífico.

Gilles nascido na França e algum tempo residindo no Brasil já percorreu vários caminhos em vários continentes inclusive o Santiago de Compostela. Entre Iretama e Luiziana caminhou 42 km sob chuva forte e a noite. Nada para o obstinado peregrino.

 

 

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Justiça do Trabalho chama atenção para assédio eleitoral

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Justiça do Trabalho chama atenção para assédio eleitoral

Com a chegada do período eleitoral, a Justiça do Trabalho chama a atenção para uma prática que busca interferir na liberdade do eleitor em escolher seu candidato e no exercício do voto livre e secreto: o assédio eleitoral nas relações de trabalho. Em muitas situações, patrões ou pessoas em posição de poder agem para induzir o trabalhador a votar em determinado político, às vezes com promessas de benefícios ou mesmo com ameaças à continuidade do emprego.

O assédio eleitoral ocorre quando empregadores ou pessoas em posição de poder utilizam o ambiente de trabalho para pressionar, constranger ou influenciar trabalhadores a votar, deixar de votar ou apoiar determinado candidato, partido ou posicionamento político.

A prática é proibida e pode gerar consequências nas áreas trabalhista, eleitoral e criminal, especialmente quando envolve ameaças, discriminação ou abuso de autoridade.

Em casos recentes, empresas foram condenadas pela Justiça do Trabalho após comprovada pressão sobre funcionários durante as eleições de 2022. Uma indústria de embalagens de Rio Verde (GO), por exemplo, foi condenada a pagar indenização por promover reuniões em que empregados eram incentivados a apoiar determinado candidato, com promessa de benefício caso ele fosse eleito.

Em outro caso, uma empresa de coaching de Vitória (ES) foi condenada após pressionar funcionários a declarar apoio político e demitir uma trabalhadora que não manifestou concordância com a posição defendida pela empresa.

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A Justiça reforça que o ambiente de trabalho deve respeitar a liberdade de escolha e de manifestação política dos trabalhadores, sem qualquer tipo de pressão ou retaliação.

Como identificar o assédio eleitoral

Vale destacar que nem toda conversa sobre política configura assédio eleitoral. O problema ocorre quando há pressão, intimidação ou qualquer forma de constrangimento em razão da relação de trabalho.

São exemplos de assédio eleitoral:

• ameaçar demitir, transferir ou prejudicar empregados caso não votem em determinado candidato;

• prometer aumento salarial, promoção, bônus ou qualquer benefício em troca de voto;

• obrigar trabalhadores a participar de atos, reuniões, passeatas ou campanhas políticas;

• exigir a divulgação de candidatos nas redes sociais pessoais dos empregados;

• constranger trabalhadores a revelar em quem pretendem votar;

• humilhar, perseguir ou discriminar empregados por suas opiniões políticas.

Também configura assédio eleitoral qualquer tentativa de utilizar a relação de emprego para influenciar a liberdade de escolha do trabalhador durante o período eleitoral.

Como denunciar

Quem sofrer ou presenciar uma situação de assédio eleitoral deve, sempre que possível, guardar provas, como mensagens, e-mails, áudios, vídeos, fotografias ou a identificação de testemunhas. Esses elementos podem contribuir para a apuração dos fatos.

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A denúncia pode ser apresentada ao Tribunal Superior do Trabalho, ao Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e ao Ministério Público do Trabalho (MPT). O denunciante pode solicitar o sigilo de sua identidade.

O CSJT disponibilizou uma página na internet onde o eleitor pode tirar dúvidas sobre o que é assédio eleitoral, conhecer exemplos dessa prática e saber quais as penalidades.

O que pode acontecer com o (a) empregador (a) que praticar assédio eleitoral?

O empregador que praticar assédio eleitoral no trabalho pode enfrentar sérias consequências, como multa; rescisão indireta do contrato de trabalho – nesse caso, o trabalhador pode pedir a rescisão indireta do contrato de trabalho, podendo sair do emprego e receber direitos como se tivesse sido demitido sem justa causa; indenização por danos morais para o trabalhador; e sanções penais, que pode chegar até a prisão, dependendo da gravidade da situação.

É bom destacar que o empregador pode evitar esse tipo de problema, bastando apenas respeitar a escolha política de cada trabalhador e não usar o ambiente de trabalho para influenciar votos. É importante promover um ambiente justo e livre de pressões.

Fonte: Agência Brasil

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