PARANÁ
Rio Vivo: conheça as espécies de peixes que estão repovoando as águas doces do Paraná
Foto: SEDEST
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A iniciativa, desenvolvida pela Secretaria do Desenvolvimento Sustentável, faz ações de soltura de peixes nativos nas bacias hidrográficas do Paraná, tanto para ajudar a garantir o equilíbrio do ecossistema dos rios quanto para trazer benefícios econômicos ligados ao turismo da pesca. Traíras, carás, jundiás, lambaris, dourados, pintados, pacus, piaus e piaparas são os protagonistas da iniciativa.
Os animais que repovoam os rios são de um estágio juvenil de desenvolvimento, com maior índice de sobrevivência se comparado às solturas de alevinos. O programa também segue os critérios estabelecidos pela Resolução Sedest/IAT nº 10, para evitar a introdução de espécies exóticas nos rios e selecionar peixes com genética e tamanho ideais para o repovoamento.
Para as ações de soltura nos rios da bacia do Iguaçu são usados traíras, carás, jundiás e lambaris. Já para os rios Ivaí, Piquiri e Tibagi, as espécies selecionadas são dourados, pintados, piaus, pacus, piaparas e lambaris.

“Damos prioridade para espécies cujos estoques naturais apresentaram alguma queda, e também tentamos contemplar toda a cadeia alimentar, indo dos forrageiros, que compõem a base da cadeia, até os predadores do topo. Assim, garantimos o equilíbrio do ecossistema e ao mesmo tempo fornecemos insumos para os pescadores amadores que frequentam os rios”, explica o coordenador técnico da SDBHP, Roald Andretta.
As próximas ações de soltura da iniciativa estão previstas para o dia 22 de fevereiro na bacia do Iguaçu, na usina hidrelétrica de Salto Osório, em Sulina, no Sudoeste do Estado, e no dia 11 de abril no Rio Ivaí, em Japurá, no Noroeste do Paraná.
Conheça um pouco mais sobre as espécies de peixes nativos que compõe o programa Rio Vivo:
TRAÍRA – A traíra (Hoplias malabaricus) é um peixe cilíndrico com boca e olhos grandes, podendo atingir 60 centímetros de comprimento e 4 kg de peso, e coloração preta ou marrom com manchas cinzas. É um animal carnívoro, que se alimenta de peixes pequenos, rãs e insetos usando dentes afiados. É frequentemente alvo de muitos torneios de pesca esportiva na bacia do Iguaçu.
JUNDIÁ – Também conhecido como bagre, o jundiá (Rhamdia sp) é um peixe omnívoro, alimentando-se de outros peixes, insetos, crustáceos e restos vegetais encontrados no fundo dos rios. Possui coloração acinzentada-escura e ventre branco, e pode atingir 50 centímetros de comprimento e três quilos de peso.
LAMBARI – Com dezenas de espécies presentes apenas na bacia do Rio Iguaçu, os lambaris (Astyanax sp.) são alguns dos peixes mais usados no programa, já que fazem parte da base da cadeia alimentar de toda a ictiofauna das bacias paranaenses. São peixes pequenos, com tamanho médio entre 10 e 15 centímetros de comprimento, com coloração prateada e nadadeiras que variam entre vermelho, preto e amarelo. Se alimentam de vegetais aquáticos, frutas, sementes, insetos, outros peixes e até sedimentos e detritos.
CARÁ – Também chamado de acará, o cará (Geophagus iporangensis) é outro peixe onívoro, que se alimenta de matéria vegetal, invertebrados aquáticos e pequenos peixes. Possui uma coloração que varia conforme a região, passando do cinza para o esverdeado, além de um forte tom vermelho nas nadadeiras. Os machos da espécie desenvolvem uma protuberância na cabeça durante o período reprodutivo, chamada de calo nupcial, para atrair as fêmeas. Quando adulto, chega a 20 centímetros de comprimento.
DOURADO – Nomeado com base na cor predominante da espécie, o dourado (Salminus brasiliensis) também possui reflexos avermelhados nas escamas. É um animal carnívoro, com uma boca grande com caninos em formato cônico, que se alimenta de outros peixes e até de pequenas aves. Pode atingir mais de 25 quilos e alcançar 1 metro de comprimento. É considerado um dos maiores troféus da pesca esportiva, com fama internacional.
PINTADO – Outro carnívoro empregado pelo programa, o pintado (Pseudoplatystoma corruscans) é um peixe de cor acinzentada com pintas em todo o corpo. Tem formato alongado e roliço, podendo chegar a 2 metros de comprimento e pesar próximo a 80 quilos. Possui também uma cabeça achatada e ferrões em torno das nadadeiras. Assim como o dourado, é muito cobiçado pelos pescadores amadores.
PIAU – O piau-três-pintas (Leporinus friderici) tem esse nome por conta das três manchas escuras que possui nos flancos. É um peixe que pode alcançar 40 centímetros de comprimento e dois quilos de peso, com nadadeiras douradas e dentes em forma de pinça. É uma espécie onívora, se alimentando ora de insetos ora de frutas e vegetais, dependendo da oferta.
PIAPARA – A piapara (Leporinus sp.) é um peixe encontrado em toda a Bacia da Prata, e que costuma fazer longas migrações para reprodução e alimentação nos rios do Paraná. Pode chegar a 50 centímetros de comprimento e possui escamas com uma cor prateada. Se alimentam de insetos, restos de peixes e vegetais.
PACU – Conhecido pelo uso na piscicultura, o pacu (Piaractus mesopotamicus) é um peixe com coloração cinza-escura no dorso e amarelo-dourada no ventre. Tem corpo comprido, alto e em formato de disco, o que lhe proporciona grande força. Se alimenta de frutas, material vegetal e pequenos peixes, e pode chegar a 60 centímetros de comprimento e peso superior a 10 quilos.
PARANÁ
Última semana do verão terá calor e temporais no Paraná; outono começa na sexta
O outono astronômico terá início às 11h46 da próxima sexta-feira (20). A última semana de verão, de acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), começará com condições atmosféricas típicas da estação: temperaturas elevadas e pancadas de chuva irregulares no Paraná. No meio da semana, entretanto, a passagem de uma frente fria trará maiores volumes de chuva a algumas regiões do Estado.
As temperaturas já começaram a subir além do habitual no fim de semana. No domingo (15), as estações meteorológicas que ficam no Distrito de Entre Rios, em Guarapuava, em Pinhão e em Ponta Grossa registraram suas temperaturas mais altas do ano até o momento: 30,3°C, 33,4°C e 32,3°C, respectivamente.
As temperaturas máximas, à tarde, seguem acima dos 30°C em praticamente todas as regiões paranaenses nesta segunda-feira (16). “Um sistema de baixa pressão sobre o Paraguai influencia o tempo no Oeste e Sudoeste do Paraná. Cidades destas regiões, principalmente as que ficam nas áreas de fronteira com os países vizinhos, podem registrar algumas pancadas de chuva”, explica Lizandro Jacóbsen, meteorologista do Simepar. Nas outras regiões o predomínio é de sol, com exceção do Litoral, que terá nebulosidade variável.

A chance de chuva pelo Paraná aumenta na terça-feira (17). “Esse sistema de baixa pressão se desloca pelo sul do Brasil em direção ao Centro e parte do Norte e Noroeste paranaenses. Isso deixa o tempo mais instável e com pancadas de chuva até mesmo no período da manhã nas áreas mais próximas da divisa com o Mato Grosso do Sul e de fronteira com Paraguai e Argentina”, afirma Jacóbsen.
A chuva aumenta ainda mais no Paraná na quarta-feira (18), devido ao avanço de uma frente fria pelo Sul do Brasil. “Teremos a passagem do sistema frontal com o ambiente atmosférico mais aquecido. Assim, poderemos ter algumas tempestades no estado ao longo da quarta-feira, começando pelo Oeste e Sudoeste, e avançando em direção ao Centro e Norte. Chegará posteriormente aos Campos Gerais, Região Metropolitana de Curitiba e Litoral, e no período da noite ao Norte Pioneiro”, detalha Lizandro.
As instabilidades seguem na quinta-feira (19). O último dia de verão terá mais chuvas entre o Leste e o Norte do Paraná. As temperaturas terão leve declínio entre quinta e sexta-feira (20) na Região Metropolitana de Curitiba, nos Campos Gerais e no Centro-Sul. No resto do Estado, segue calor.
ALÍVIO – A chuva desta semana poderá trazer algum alívio para regiões que não registram acumulados de precipitação significativos há muito tempo. Cidades como Altônia, Cândido de Abreu, Cascavel, Cianorte, Curitiba, Fazenda Rio Grande, Irati, Cruzeiro do Iguaçu, Loanda, Maringá, Palotina, Pato Branco, Pinhão, Ponta Grossa, Nova Prata do Iguaçu, Santa Helena, Santo Antônio da Platina, São Miguel do Iguaçu, Ubiratã e Umuarama registraram menos de 20 mm de chuva nos primeiros 15 dias de março.
A situação é mais grave no Oeste, Norte e Noroeste. Em Santo Antônio da Platina não chove um acumulado de mais de 5 mm em um dia desde o dia primeiro de janeiro; em Cascavel e Santa Helena desde 10 de janeiro; em Cianorte, desde 13 de fevereiro; em Palotina e Umuarama, desde 23 de fevereiro; em Loanda e Maringá, desde 24 de fevereiro.
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