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Veículo destrói barraca de lanches e bate em carreta estacionada

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Um veículo GM/Astra bateu violentamente na traseira de uma carreta Scania, após o motorista perder o controle da direção e derrubar também uma barraca de lanches.

O acidente ocorreu na madrugada deste domingo, na avenida Guilherme de Paula Xavier, próximo ao semáforo, na entrada do Lar Paraná, em Campo Mourão.

 

No automóvel estavam três pessoas, o motorista de 43 anos, e dois passageiros, um de 20 anos e uma jovem de 25, única que sofreu ferimentos, mas sem gravidade. Ela foi atendida pelo Siate e encaminhada ao hospital Pronto Socorro.

De acordo com as informações, a carreta estava estacionada e o Astra seguia pela Guilherme de Paula Xavier. Ao chegar no trevo, o motorista perdeu o controle da direção e acabou batendo violentamente n barraca de lanches, e em seguida na traseira da carreta que estava estacionada.

O motorista fez o teste do bafômetro, foi constatado que ele havia consumido bebida alcoólica, mas com dosagem abaixo para configuração de crime de trânsito.

Por sorte a barraca de lanches já estava fechada, pois caso o proprietário estivesse no local, o acidente poderia ter resultado em uma tragédia. “Deus faz as coisas certas, tinha fechado mais cedo por causa dessa pandemia e por isso me livrei do acidente”, disse Adilson Vicente da Silva, dono da barraca.

Ele lamentou a perda de sua única fonte de renda. “Já estava difícil, não recebi nada do governo e estava vivendo desse negócio, que já estava fraco, com pouco movimento devido a esse coronavírus”, lamentou.

 

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– Foto: Rafael Silvestrin/Tasabendo.com

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Diagnosticada com Covid-19, fala sofrimento de não pode ficar próxima dos filhos e do preconceito que sofreu por conta da doença

Eli Maria conta do sofrimento de não pode ficar próxima dos filhos e do preconceito que sofreu por conta da doença

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Diagnosticada com Covid-19, fala do medo e preconceito

Eli Maria conta do sofrimento de não pode ficar próxima dos filhos e do preconceito que sofreu por conta da doença

Eli Maria voltou à sua rotina aos poucos e já leva uma vida normal. Depois de ser uma das primeiras vítimas do coronavírus em Cianorte, ela tem conseguido retomar a sua vida depois de ter ficado 14 dias isolada e tendo que se privar do abraço do apertado do seu filho de 12 anos. Recuperada, ela já até voltou a praticar exercícios físicos, trabalhar, e ter contato com seus familiares, mas as dores que a marcaram não tiveram nada a ver com a parte física, e sim aquelas que castigam o seu emocional: lembrar que não pode ficar próxima dos filhos e do preconceito que sofreu por conta da doença.

O isolamento de Eli começou no dia 16 de março e terminou no dia 31. Nesse período, mesmo com seu marido e os dois filhos na mesma casa era essencial manter a distância. “Eu separei minhas coisas, como o pessoal da saúde recomendou. Prato, copo, talheres, só que não tem como você se isolar totalmente. Meus filhos tiveram que ficar comigo, porque ninguém ia querer ficar com eles, já sabendo que eu estava contaminada”, contou Eli.

Conforme Eli, ela dormia no quarto do casal e o marido passou a dormir com os filhos, sempre buscando manter a distância. “Nos primeiros dias mantínhamos a distância, se eu ia ao banheiro limpava com água sanitária, usava máscara o tempo todo, lavava as mãos, usava álcool em gel. Todos nós ficamos isolados por 14 dias”.
Foi no dia 26 de março que Eli recebeu a confirmação do vírus. “Quando chegou o resultado do exame eu já estava bem, mas foi outro susto”, afirmou Eli. De acordo com ela, os filhos, menino de 12 e uma menina de 8, e o marido ficaram apavorados. “As crianças choraram, meu marido ficou apavorado, porque eu tive contato com toda a minha família. Tive contato com todos por conta de um problema de saúde do do meu pai. Muitos passaram pela minha cassa”, afirmou.
Segundo Eli, todas os seus familiares e também colegas de trabalho foram colocados em monitoramento. Nenhum deles apresentou sintomas ou foi confirmado com o vírus.
De acordo com Eli, ela descobriu outras doenças devido à sua contaminação com o vírus. “Até então eu não sabia que tinha asma e rinite”, contou. Para a operária, foi isso o que agravou a sua situação.
Depois da confirmação, o medo e a ansiedade tomaram conta de Eli. “Eu tive muito medo. A falta de ar aumentou e acho que foi tudo por causa do medo. Quando me isolaram já foi um choque. Eu achava que ia morrer, tive febre três vezes”, contou Eli. Segundo ela, quando uma pessoa tem febre e falta de ar, é porque 50% do pulmão está tomado. “E aí não tem mais volta e tem que entubar, eu tinha muito medo disso”, relatou.
Segundo a Eli, os filhos não aceitavam a situação. “Tinha hora que eu me deparava com eles ao meu lado, aí eu já me afastava e mandava eles irem pra longe. E eles ficavam meio revoltados”, disse.
Apesar de toda a situação, Eli acredita que foi tranquilo passar pela doença, mas o que mais a magoou foram algumas pessoas. “Eu senti preconceito. Até de familiares. Alguns ficaram dias sem falar comigo. Havia pessoas que achavam que ainda não tinha me recuperado e já estava nas ruas”, lamentou.

Depois de recuperada, Eli já se encontrou com sua irmã, Elidia Rodrigues. Foto: Arquivo pessoal
Para Eli, as complicações foram parte de uma gripe, e o que mais piorou sua situação foi o emocional. Segundo Eli, ela também descobriu que seu pai tinha um quadro de câncer terminal na mesma época. “Descobrimos que meu pai estava com câncer, e – no início – aí eu fiquei pior ainda. Todos achavam que era por causa no meu pai e não pela gripe. Foi mais o emocional e a falta de ar que eu já tenho que agravou a situação. E também pela ansiedade e medo”
Um abraço forte. No dia do resultado do exame, a família da Eli, filhos e marido, ficaram desesperados. E durante o momento de caos e medo, o filho de Eli apenas queria dar um abraço na mãe. “Ele me perguntou ‘que dia você vai poder ter contato com as pessoas?’ e ai eu falei que seria no dia 28. E o meu filho questionou novamente ‘aí você pode abraçar?’ e eu respondi que sim. E ele continuou ‘quando esse dia chegar você me da um abraço bem forte?’”, relatou Eli.
Segundo Eli, antes mesmo dela acordar, no dia em que já estava liberada, todos os três já estavam ao seu lado prontos para abraçá-la.
Retomada à vida normal Depois de curada, Eli ainda não tinha confiança de sair de casa. “Mesmo depois do isolamento, eu fiquei com medo de visitar meu pai. Ainda tinha receio. Demorei mais uma semana para sair de casa. Ia apenas do trabalho para a casa e da casa para o trabalho”, contou Eli.

 

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No começo, Eli afirmou que tinha vergonha de ter sido contaminada pelo vírus. “Muitas pessoas me perguntavam e alguns ainda faziam comentários ruins”, disse.
Apesar das situações constrangedoras e preconceitos, Eli conta que agora todos estão mais tranquilos. “Depois de alguns dias comecei a voltar, não tem porque eu me isolar do mundo”, finalizou.

 

(Tribuna de Cianorte)

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