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Cobra rara é encontrada no centro de município paranaense. Trata-se de uma muçurana, uma cobra rara que come outras cobras

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Cobra rara é encontrada no centro de município paranaense

A muçurana, também conhecida como cobra-preta, é uma espécie peculiar, já que se alimenta de cobras peçonhentas, foi encontrada dentro de uma caixa de energia de uma residência, no centro de Jandaia do Sul, no norte do Paraná.

O agente da Defesa Civil, do posto brigada comunitária do município, Pedro Camargo, contou que moradores da área central viram a serpente na rua e ficaram assustados, pois a cobra é bastante grande.

Por matar outras cobras, a muçurana é uma cobra ofiófaga e bastante rara em nossa região. “Estamos acostumados a resgatar cobras, mas essa era diferente, era grande, passava de um metro, escura, fizemos o resgate e no quartel identificamos que era uma muçurana, dessa espécie nunca capturamos antes, é inclusive rara em nossa região”, disse.

A cobra, depois de avaliada por profissionais foi devolvida a natureza. “A muçurana é uma cobra rara que come outras cobras. A comunidade fez o correto, ligou e pediu o resgate, não devemos maltratar, as vezes pessoas ficam com medo e acabam matando, é só ligar que vamos providenciar o resgate”, finaliza.

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A muçurana, também conhecida como cobra-preta, é uma cobra tropical da família dos colubrídeos. É uma espécie peculiar, já que se alimenta de cobras peçonhentas (com dentes inoculadores de veneno) as quais mata por constrição, isto é, mata as presas enrolando-se nelas e apertando-as até que morram.

Este réptil habita uma região desde o sul do México até a Argentina, perto de rios e lagoas.

A muçurana pode medir cerca de 2,1 metros de comprimento. As cobras adultas são da cor preta azulada ou marrom, com uma faixa branca na barriga; as cobras jovens são da cor rosa, com a cabeça escura e um colar. A muçurana é ovípara, ou seja, se reproduz botando ovos.

A muçurana tem dentes, ou presas, na parte posterior da boca que lhe servem para segurar a presa enquanto a engole. Por matar outras cobras, a muçurana é uma cobra ofiófaga. Também, quando não acha cobras venenosas, ela caça pequenos animais como roedores. É em grande parte imune ao poderoso veneno de sua presa principal: a jararaca (Bothrops jararaca) e outras espécies do gênero. Porém, não é imune ao veneno da cobra-coral.

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A muçurana é considerada inofensiva para os humanos. É apreciada no campo porque mata outras cobras peçonhentas. No Brasil, a muçurana foi estudada por Vital Brasil, médico sanitarista brasileiro famoso pelos estudos pioneiros sobre o soro antiofídico (contra o veneno de cobra).

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Curativo que identifica tipo sanguíneo em minutos passa por testes finais

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Curativo que identifica tipo sanguíneo em minutos passa por testes finais

Um projeto desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) propõe uma solução inovadora que pode transformar atendimentos de emergência: um curativo capaz de identificar o tipo sanguíneo em até dois minutos, diretamente no local, sem a necessidade de exames laboratoriais.

 

 


O projeto foi um dos finalistas do Programa de Propriedade Intelectual com Foco no Mercado (Prime), do Governo do Estado, que apoia pesquisas de universidades para que se transformem em serviços e produtos inovadores. As inscrições para o Edital atual seguem até 22 de abril.
Batizada de Blood-Aid, a tecnologia utiliza anticorpos impregnados em um material semelhante a um curativo comum, permitindo detectar os sistemas ABO (tipos A, B e O) e o fator Rh (positivo ou negativo) de forma rápida e visual. A leitura do resultado ocorre por meio da formação de letras e sinais no próprio material, facilitando a interpretação até por profissionais não especializados.
O projeto está na etapa final de desenvolvimento do curativo, com foco na otimização da visualização dos tipos sanguíneos para garantir uma leitura cada vez mais clara e precisa.
• De acordo com o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa, o Programa Prime tem um papel estratégico ao aproximar a pesquisa científica das demandas reais da sociedade. “Ao apoiar iniciativas como o Blood-Aid, estamos incentivando não apenas a geração de conhecimento, mas a transformação desse conhecimento em soluções concretas, com potencial de mercado e impacto direto na vida das pessoas.
O Blood-Aid surge diante de um problema relevante: cerca de 40% da população brasileira não sabe qual é o seu tipo sanguíneo, informação essencial em situações críticas como acidentes com hemorragia, quando a transfusão precisa ser imediata e compatível.
A expectativa é que a inovação contribua para salvar vidas, especialmente em regiões com acesso limitado.
“Especialmente em regiões remotas ou de difícil acesso, não há suporte de laboratório clínico. Nessas situações, o curativo pode ser utilizado para identificar rapidamente o tipo sanguíneo antes de uma transfusão, contribuindo para decisões mais seguras. A tecnologia também tem grande potencial de uso em ambulâncias e atendimentos de emergência”, analisa a pesquisadora e também coordenadora do projeto, Renata Kobayashi.
• Segundo o diretor de Ciência e Tecnologia da Seti, Marcos Aurélio Pelegrina, o Prime é uma política pública importante para consolidar a integração entre o ambiente acadêmico e as demandas do setor produtivo.
O projeto combina conhecimentos de hematologia, biotecnologia e nanotecnologia. Para aumentar a precisão da leitura, os cientistas utilizam nanopartículas de ouro associadas aos anticorpos, o que intensifica a visualização dos resultados.
Além do curativo, a equipe também desenvolveu um kit complementar de detecção sanguínea, que inclui sistema de coleta e aplicação do material. Parte superior do formulário

PRIME
O projeto foi um dos finalistas da edição de 2024 do Prime, com o recurso de R$ 181 mil. O programa é realizado em parceria entre a Fundação Araucária, a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e o Sebrae/PR.
Ele é voltado para professores e estudantes de pós-graduação de instituições públicas e privadas que desenvolvem pesquisas com potencial de mercado, incluindo produtos, serviços e a melhoria de processos. Na edição 2026, estruturado em três etapas, oferece 150 vagas na fase inicial em um curso de formação empreendedora, e R$ 2 milhões em aporte financeiro distribuídos entre até 10 finalistas, com R$ 200 mil para cada projeto.
As inscrições no Prime edição 2026 são gratuitas e seguem até 22 de abril. O resultado da primeira fase será divulgado a partir de 29 de abril e as atividades do curso de formação estão previstas para começar em 6 de maio.
Além de pesquisadores, também podem participar empreendedores de startups paranaenses de base tecnológica que buscam desenvolver negócios de impacto a partir da inovação científica.

TRAJETÓRIA
Lançado em 2021, o Prime consolidou-se como uma política pública estratégica para a área de ciência e tecnologia no Paraná, conectando a produção acadêmica às demandas do mercado. Desde a primeira edição, 369 pesquisadores já participaram do programa. Em 2023, a iniciativa passou a contar com o aporte financeiro de R$ 200 mil para os finalistas, reforçando o compromisso do governo estadual em fomentar a inovação e incentivar a transferência de tecnologia das instituições de ensino e de pesquisa para a sociedade.
Agência Estadual de Notícias

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