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Entidades vão se reunir com os candidatos a prefeito da Comcam

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Os 65 candidatos e candidatas a prefeito das 25 cidades que integram a Comunidade dos Municípios da Região de Campo Mourão (Comcam) foram convidados para participar de encontro nesta quinta-feira (29/8) onde serão apresentados indicadores – principalmente econômicos – referentes a esta microrregião. Chamar a atenção para a oportunidade de melhoria destes indicadores é o objetivo da iniciativa.

O encontro será realizado na sede da Comcam, em Campo Mourão, das 08h30 às 10h30. “Você que é candidato a Prefeito (a), quer saber como desenvolver mais seu município? Participe deste evento”, destaca o convite enviado pelos organizadores do evento a todos os candidatos.

À frente da realização do encontro está o Sebrae, em parceria com várias outras instituições. Entre elas, a Coordenadoria de Associações Comerciais e Empresariais da Região Centro Ocidental do Paraná (Cacercopar), Programa Paraná Produtivo, Comcam Núcleo Regional da Casa Civil do Estado do Paraná, SRI- Centro Ocidental e o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Campo Mourão (Codecam)).

Estes são os municípios que integram a Comcam: Altamira do Paraná, Araruna, Barbosa Ferraz, Boa Esperança, Campina da Lagoa, Campo Mourão, Corumbataí do Sul, Engenheiro Beltrão, Farol, Fênix, Goioerê, Iretama, Janiópolis, Juranda, Luiziania, Mamborê, Moreira Sales, Nova Cantu, Peabiru, Quarto Centenário, Quinta do Sol, Rancho Alegre do Oeste, Roncador, Terra Boa, Ubiratã.

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Por Tá Sabendo

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Estimulação cognitiva pode retardar perda de funções no Alzheimer

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Estimulação cognitiva pode retardar perda de funções no Alzheimer

Com casos em alta, manter o cérebro ativo ao longo da vida pode ajudar a preservar funções e autonomia mesmo após o diagnóstico do Alzheimer

A demência afeta milhões de pessoas no mundo e tende a crescer nas próximas décadas. No Brasil, cerca de 2,7 milhões de pessoas com 60 anos ou mais vivem com a condição, número que pode chegar a 5,6 milhões até 2050. Diante desse cenário, estratégias como a estimulação cognitiva entram no debate por ajudarem a manter funções do cérebro e a autonomia no dia a dia, inclusive em pessoas com Alzheimer.
O que pode ser feito ao longo da vida
Embora fatores como idade e genética não possam ser alterados, parte do risco está ligada a condições que podem ser controladas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que até 45% dos casos de demência estejam associados a fatores modificáveis, como sedentarismo, tabagismo, hipertensão, diabetes, obesidade, consumo de álcool e isolamento social.
“Uma pessoa pode levar um estilo de vida saudável e ainda assim desenvolver Alzheimer. Mas isso não significa que nossos hábitos sejam irrelevantes. Podemos agir sobre determinados fatores para reduzir a probabilidade de declínio cognitivo”, afirma a neuropsicóloga Martha Valeria Medina, da startup espanhola de neurorreabilitação NeuronUP.
Segundo ela, o cuidado com a saúde cerebral deve começar antes do surgimento de sintomas e seguir ao longo da vida. Manter atividade física, estímulo mental e vínculos sociais faz parte desse processo.

 

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Como a estimulação cognitiva atua
A estimulação cognitiva envolve atividades planejadas para manter ativas diferentes funções do cérebro. Não se limita à memória, que costuma ser a mais afetada no Alzheimer, mas inclui atenção, linguagem, raciocínio, orientação e funções executivas.

Na prática, essas atividades ativam redes cerebrais e ajudam a manter o funcionamento por mais tempo. O objetivo não é interromper a doença, mas retardar a perda de funções e favorecer a autonomia.
Quem pode se beneficiar?
A estimulação cognitiva não se restringe a quem já tem diagnóstico. Manter o cérebro ativo faz parte de um estilo de vida associado à saúde cognitiva e pode ser adotado como estratégia ao longo da vida. Ainda assim, o momento faz diferença.
“Quanto antes nos anteciparmos, mais margem temos para trabalhar”, afirma a especialista. Em pessoas com Alzheimer, a abordagem costuma ser mais efetiva nas fases iniciais, quando ainda há mais capacidades preservadas.
Com a progressão da doença, as atividades são ajustadas. Em fases mais avançadas, o foco passa a ser comunicação, conexão com o ambiente e bem-estar.

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Atividades simples também estimulam o cérebro
Além de programas estruturados, atividades do cotidiano têm papel importante. Conversar, cozinhar, ouvir música ou organizar fotografias envolvem memória, atenção, linguagem e tomada de decisões.
“Cozinhar exige planejamento e sequenciamento. Uma conversa trabalha linguagem e memória. Olhar fotos pode estimular lembranças e favorecer a comunicação”, aponta Martha.
Ela destaca que a interação social também faz parte da estimulação e contribui para o bem-estar. Por isso, a recomendação é combinar atividades planejadas com uma rotina ativa e com vínculos mantidos.
Apesar dos benefícios, a estimulação cognitiva tem limites claros. Não impede a progressão do Alzheimer nem recupera funções já comprometidas. “O objetivo é trabalhar com o que a pessoa ainda conserva e ajudá-la a manter o maior nível possível de autonomia e participação no dia a dia”, afirma a neuropsicóloga.
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