Geral
Ratinho Junior diz que Paraná não pauta combate ao coronavírus em ideologia e comenta uso de remédio
O governador, evita o bloqueio total do comércio e das empresas
Ratinho Junior diz que Paraná não pauta combate ao coronavírus em ideologia e comenta uso de remédio
Ratinho Junior também falou sobre a estratégia de economia adotada pelo Estado. Essa estratégia, explicou o governador, evita o bloqueio total do comércio e das empresas
O governador Ratinho Junior afirmou, na tarde desta segunda-feira (18), que o Paraná não pauta ações de combate ao coronavírus em ideologia. Durante entrevista concedida ao Meio Dia Paraná, da RPC TV, ele garantiu que a Secretaria de Saúde é quem está definindo as ações do Estado e exaltou o trabalho realizado pelo secretário Beto Preto.
“Eu discuto metodologia e não ideologia. Buscamos o que está dando certo no mundo para fazer aqui no Paraná, respeito a ciência”, afirmou o governador.


Questionado pelo jornalista Wilson Soler sobre o uso da hidroxicloroquina em pacientes do estado, ele disse defender a autonomia médica para fazer o uso. “Fizemos a compra para uso, mas é o médico que avalia a necessidade de usar a cloroquina”, disse.
O comentário sobre o medicamento surgiu alguns dias após a queda do ministro da Saúde, Nelson Teich. O pedido de demissão dele aconteceu após pressão do presidente Jair Bolsonaro sobre os protocolos do uso da cloroquina. O presidente quer possibilitar o uso do medicamento desde os primeiros sintomas da Covid-19.
Economia
Ratinho Junior também falou sobre a estratégia de economia adotada pelo Estado. Essa estratégia, explicou o governador, evita o bloqueio total do comércio e das empresas. “Queremos evitar o lockdown. A economia é fundamental, a atividade econômica sustenta o País e o Estado, gera empregos. Mas não dá para tratar de um momento anormal de forma normal”, disse.
“Tentamos criar um ambiente para que alguns setores, que sofrem mais, sejam menos impactados. Queremos passar por essa pandemia com o menor prejuízo de vidas e também o menor prejuízo na economia. É um ponto de equilíbrio difícil de alcançar, mas até o momento temos conseguido passar com mais segurança que algumas regiões do mundo”, afirmou o governador.
Boletim
De acordo com boletim da Secretaria Estadual de Saúde, o Paraná acumula 2.360. Três pessoas morreram em decorrência da infecção das últimas 24 horas, o que resulta em 127 óbitos de residentes no Estado.
Geral
Paraná é o 3º maior exportador de peru do Brasil; safra de amendoim deve ter recorde
Paraná é o 3º maior exportador de peru do Brasil; safra de amendoim deve ter recorde
Segundo Deral, o mercado de carne de peru registrou expansão no primeiro quadrimestre de 2026, com o Brasil exportando 22,3 mil toneladas, gerando uma receita cambial de US$ 90,8 milhões. Desse total, o Paraná garantiu a terceira posição no ranking nacional ao exportar 4.739 toneladas (US$ 22,6 milhões).
O Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta quarta-feira (03), destaca a alta nas exportações da carne de peru e uma estimativa de safra recorde de amendoim no cenário nacional.
Segundo Deral, o mercado de carne de peru registrou expansão no primeiro quadrimestre de 2026, com o Brasil exportando 22,3 mil toneladas, gerando uma receita cambial de US$ 90,8 milhões. Desse total, o Paraná garantiu a terceira posição no ranking nacional ao exportar 4.739 toneladas (US$ 22,6 milhões).

Típico das festas juninas, amendoim tem maior área plantada no Paraná em 12 anos
Foto: Geraldo Bubniak/AEN
Em relação ao ano anterior, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul tiveram crescimento na exportação de carne de peru (toneladas): Paraná (6,9%), Santa Catarina (38,4%) e Rio Grande do Sul (21,2%). O preço médio alcançado pela carne de peru “in natura” foi de US$ 4.059,03/t, 77,6% maior que o valor médio de US$ 2.285,33/t, obtido em igual período do ano anterior.
Os principais destinos das exportações são México, Chile, África do Sul, Países Baixos, Peru, Guiné Equatorial, Gana, Benin, Gabão e Bahamas.

AMENDOIM – Já o amendoim das tradicionais festas juninas desponta com previsão de números históricos no Paraná. A análise do Deral mostra que a produção brasileira na safra 2025/26 deve atingir a marca recorde de 1,2 milhão de toneladas. O Paraná participa desse cenário com uma estimativa de 5,6 mil toneladas. A região de Paranavaí lidera a produção estadual com pouco mais de 50% do volume.
“Caso esse volume brasileiro se confirme, será o maior já registrado no País, superando o recorde anterior que foi atingido na safra passada. No Paraná, os trabalhos de campo agora se concentram na região de Umuarama, responsável por outros 23% da área cultivada no Estado. O restante da produção fica espalhada por outros municípios paranaenses”, explica o analista do Deral, Edmar Gervásio.
Até os anos 1970, grande parte da produção brasileira de amendoim era direcionada à fabricação de óleo vegetal para consumo doméstico. No entanto, a expansão da cultura da soja e sua maior competitividade econômica levaram à substituição gradual do amendoim como matéria-prima para esse segmento industrial. Com isso, o óleo de soja passou a dominar o mercado nacional. A partir dessa mudança, o amendoim encontrou novas oportunidades de mercado.
MILHO – Para o milho segunda safra, a palavra é estabilidade. O monitoramento do Deral confirma a manutenção da área plantada em 2,9 milhões de hectares para este ciclo 2025/26. Do total das lavouras cultivadas no Paraná, 79% apresentam boas condições de desenvolvimento, 14% estão em situação mediana e apenas 7% são consideradas ruins. Embora o excesso de dias nublados e as temperaturas mais baixas exijam cautela quanto ao teto produtivo, a previsão de um período sem ocorrência de geadas para os próximos 14 dias mantém o otimismo dos produtores.
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