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Veja o que muda no Código de Trânsito após mudanças sancionadas por Bolsonaro

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As mudanças no Código de Trânsito têm sido criticadas por especialistas em segurança viária, por permitirem que os motoristas cometam mais infrações ao ampliar o limite de pontos na CNH, entre outras coisas
O presidente Jair Bolsonaro sancionou com vetos nesta terça-feira (13) a lei que altera o Código de Trânsito Brasileiro e, entre outras coisas, aumenta a validade da CNH (Carteira Nacional de Habilitação).
O projeto foi proposto pelo próprio presidente no ano passado e sofreu alterações no Congresso até ser aprovado no último dia 22 de setembro, quando se marca o Dia Mundial Sem Carro, data usada para conscientizar sobre os impactos negativos do transporte individual motorizado.
As mudanças no Código de Trânsito têm sido criticadas por especialistas em segurança viária, por permitirem que os motoristas cometam mais infrações ao ampliar o limite de pontos na CNH, entre outras coisas.

 

Depois de sancionada, a lei passará a valer em seis meses, ou seja, em abril de 2021.
Veja, a seguir, o que muda:
VALIDADE
Hoje, motoristas com até 65 anos de idade precisam renovar a habilitação a cada cinco anos, e a cada três no caso de idosos. Na nova lei, esse prazo passa a ser de dez anos para condutores com idade menor que 50 anos.
Já os que têm entre 50 e 70 anos ainda precisarão renovar a carteira de motorista a cada cinco anos. Condutores com mais de 70 anos precisarão fazer a renovação a cada três anos.

PONTUAÇÃO DA CNH
O Código de Trânsito prevê um sistema de pontuação que varia de acordo com a gravidade da infração cometida. Infrações leves, como parar o veículo sobre uma faixa de pedestres, somam 3 pontos.
Uma infração média, como estacionar um veículo bloqueando uma garagem, soma 4 pontos. Infrações graves, como não usar cinto de seguranças, somam 5 pontos. Já as gravíssimas, como dirigir com CNH vencida, somam 7 pontos.
Hoje, quando o motorista acumula 20 pontos em menos de um ano tem o direito de dirigir suspenso.
O texto aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente aumenta esses limites. Se o motorista não tiver cometido nenhuma infração gravíssima nos 12 meses anteriores, o limite passará a ser de 40 pontos. Se tiver cometido uma infração gravíssima, será de 30.
Se houver duas infrações gravíssimas em um ano, se mantém o limite de 20 pontos.
Para condutores que trabalham com os veículos, como taxistas, motoristas de aplicativo ou caminhoneiros, o limite será de 40 pontos em qualquer situação, tendo ele cometido ou não infração gravíssima. Neste caso, motoristas profissionais poderão fazer curso de reciclagem sempre que atingirem 30 pontos em até 12 meses.
MULTA
Infrações leves e médias passam a ser punidas apenas com advertência caso o motorista não seja reincidente na mesma infração nos últimos 12 meses.
Motoristas podem optar por receber multas por um sistema eletrônico, que também terá opção para recurso. Se reconhecer a infração e não apresentar defesa prévia nem recorrer, terá 40% de desconto no valor da multa.
FAROL
Com a nova regra, motoristas precisarão acender o farol durante o dia apenas em rodovias de pista simples. Veículos novos também deverão ser fabricados com luz de rodagem diurna (DRL, na sigla em inglês), farol específico para o uso durante o dia.
CADEIRINHA
O Congresso também incluiu no CTB a obrigatoriedade da cadeirinha para crianças com até dez anos que tenham menos de 1,45 m de altura.
MOTOS
A nova regra aumenta de 7 para 10 anos a idade mínima para andar na garupa das motos.
BENEFÍCIOS A BONS MOTORISTAS
A lei cria o Registro Nacional Positivo de Condutores, que vai cadastrar motoristas que não cometeram infração de trânsito sujeita à pontuação nos últimos 12 meses. O governo federal, estados e municípios poderão dar benefícios fiscais ou tarifários aos motoristas no registro positivo.
BICICLETAS
A lei inclui como infração grave estacionar sobre ciclovias ou ciclofaixas. Também passa a considerar infração gravíssima não reduzir a velocidade ao ultrapassar ciclistas.
AUTONOMIA
A nova lei autoriza órgãos municipais de trânsito, como a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) de São Paulo, estaduais e federais, como a Polícia Rodoviária Federal, também a aplicar a suspensão do direito de dirigir.
RECALL
Veículos somente serão licenciados se comprovarem atendimento às campanhas de recall dos fabricantes.
EXAME TOXICOLÓGICO
O presidente Jair Bolsonaro tentou retirar no projeto de lei apresentado no ano passado a obrigatoriedade do exame toxicológico para motoristas profissionais com CNH das categorias C, D e E, que dirigem caminhões e transportam passageiros. A exigência, no entanto, foi mantida pelos parlamentares.
Folhapress

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‘Minha mãe saiu para trabalhar e nunca mais voltou’: filho cobra respostas um ano após desaparecimento

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‘Minha mãe saiu para trabalhar e nunca mais voltou’: filho cobra respostas um ano após desaparecimento em Maringá


Um ano após o desaparecimento de uma moradora de 44 anos, a família ainda convive com a angústia da falta de respostas e espera que a investigação consiga esclarecer o que aconteceu naquele 8 de julho de 2025, quando ela saiu para trabalhar em Maringá e nunca mais retornou para casa.
Cristiane dos Santos Juchem desapareceu na manhã daquela terça-feira após sair para o trabalho na cidade. Desde então, familiares vivem uma rotina marcada pela incerteza, enquanto a Delegacia de Homicídios da Polícia Civil mantém as investigações em andamento.
O último contato com os filhos ocorreu por meio de mensagens enviadas pelo celular da mulher. Na ocasião, Cristiane informou que permaneceria na casa de uma amiga e que tentaria contratar um frete para retirar seus pertences da residência onde morava. No entanto, ela nunca revelou a identidade dessa amiga e nenhum transporte chegou a buscar os objetos.
Segundo a família, Cristiane enfrentava um período delicado na vida pessoal e estava em processo de separação. De acordo com os relatos dos familiares, a decisão de deixar a residência foi tomada após ela descobrir problemas financeiros relacionados ao pagamento do aluguel do imóvel.
A intenção era se mudar para a casa da mãe, em Nova Esperança, município localizado a cerca de 44 quilômetros de Maringá. Dias antes do desaparecimento, ela pediu ajuda aos filhos para organizar seus pertences em caixas, preparando a mudança. O trabalho foi concluído na segunda-feira, 7 de julho de 2025, enquanto Cristiane estava fora de casa. Porém, ela nunca retornou para buscar os objetos.

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As últimas mensagens enviadas aos filhos
O filho da desaparecida, Gabriel Santos, relembra que começou a estranhar a ausência da mãe ainda na noite do desaparecimento. “Assim que a minha irmã voltou da escola, nós terminamos de arrumar as coisas, mas minha mãe não respondia às mensagens”, recorda.
Horas depois, a filha recebeu uma mensagem enviada pelo telefone de Cristiane informando que ela permaneceria na casa de uma amiga. O conteúdo, entretanto, não mencionava nome, endereço ou qualquer informação que pudesse indicar onde ela estaria.


Na manhã do dia seguinte, por volta das 8h30, uma nova mensagem foi enviada. Desta vez, Cristiane dizia que continuaria na residência da amiga e que tentaria contratar um frete para retirar os pertences que haviam sido separados pelos filhos. A mensagem também continha um pedido que, desde então, permanece marcado na memória da família: ela pediu para que a filha tivesse “paz no coração”. Depois disso, não houve mais contato.
Publicação na rodoviária e desaparecimento
Pouco antes de desaparecer, uma publicação realizada no perfil da mulher indicava que ela estaria na Rodoviária de Maringá. Após essa postagem, Cristiane deixou de responder mensagens e ligações e nunca mais foi vista.
“Minha mãe estava passando por problemas pessoais e no relacionamento, mas nada que justificasse desaparecer da vida dos filhos e da família”, afirmou Gabriel.
Investigação segue aberta
O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Polícia Civil, que ao longo do último ano realizou diversas diligências para tentar esclarecer o desaparecimento.
Em novembro de 2025, equipes realizaram uma varredura na residência onde Cristiane morava antes de desaparecer. Para a operação, foi utilizado um radar capaz de identificar possíveis vestígios enterrados no terreno.

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Foto: Ronaldo Vanzo | RPC
Nenhuma evidência foi localizada durante as buscas e, até o momento, não existe confirmação de que a mulher tenha sido vítima de homicídio. Durante os trabalhos, os investigadores encontraram um aparelho celular e um pedaço de cabelo cortado dentro do imóvel. Havia a suspeita de que os materiais pudessem pertencer à desaparecida.
Os resultados das análises desses itens, porém, nunca foram divulgados oficialmente. O ex-marido de Cristiane prestou depoimento durante as investigações. Embora tenham sido apontadas divergências em suas declarações, ele não foi formalmente apontado pela polícia como suspeito pelo desaparecimento.
Família não perde a esperança
Um ano depois, a dor da ausência continua presente na rotina dos familiares, que seguem aguardando respostas e cobrando esclarecimentos sobre o caso. “Foi um ano de muita aflição, mas a família da minha mãe não desistiu de descobrir a verdade e queria justiça”, afirmou Gabriel.
Foto: Ronaldo Vanzo | RPC
Por Thiago Danezi / GMC

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