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O método de sono associado a Cristiano Ronaldo que promete mais desempenho e recuperação

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O método de sono associado a Cristiano Ronaldo que promete mais desempenho e recuperação

A qualidade do sono influencia diretamente a saúde, o desempenho físico, a memória e o equilíbrio emocional. Em meio a rotinas cada vez mais aceleradas e à busca constante por produtividade, métodos alternativos de descanso têm chamado a atenção de especialistas e do público. Entre eles está o sono polifásico, modelo associado à rotina de atletas de alta performance, como o jogador Cristiano Ronaldo.

 


Mas afinal, como funciona esse método e por que ele desperta tanto interesse?
A maioria das pessoas segue um padrão conhecido como sono monofásico, caracterizado por um único período contínuo de sono durante a noite, normalmente entre sete e nove horas.
Já o sono polifásico propõe uma lógica diferente: em vez de concentrar todo o descanso em um único período, a pessoa divide o sono em vários ciclos menores distribuídos ao longo do dia. Esses períodos incluem cochilos estratégicos, conhecidos como power naps ou cochilos restauradores, utilizados para acelerar a recuperação física e mental.
A prática ganhou notoriedade por estar associada à preparação de atletas profissionais. Reportagens internacionais indicam que Cristiano Ronaldo utiliza um sistema de descanso fracionado inspirado em técnicas de recuperação esportiva, com períodos de sono organizados de acordo com ciclos completos de aproximadamente 90 minutos.
Embora o modelo desperte curiosidade, especialistas ressaltam que ele não substitui automaticamente o sono tradicional e exige acompanhamento profissional para evitar prejuízos ao relógio biológico.

O que dizem os estudos sobre o sono polifásico
O interesse científico pelo tema cresce principalmente devido aos resultados observados em pesquisas sobre cochilos curtos ao longo do dia.
Um estudo realizado pela NASA com pilotos e astronautas apontou que cochilos de aproximadamente 26 minutos foram capazes de aumentar o desempenho em até 34% e melhorar o estado de alerta em 54%.
Pesquisadores da Harvard Medical School e do National Institute of Neurological Disorders and Stroke também identificaram benefícios relacionados à consolidação da memória e ao aprendizado após períodos curtos de descanso durante o dia.
Apesar dos resultados positivos, especialistas alertam que os benefícios observados em cochilos estratégicos não significam que o sono polifásico seja adequado para todas as pessoas.
Por que o sono polifásico chama tanta atenção?
O método atrai interesse principalmente pelos benefícios teóricos relacionados à recuperação e ao desempenho, especialmente em profissionais submetidos a rotinas intensas.

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Entre os principais pontos estudados estão:
• melhora da recuperação muscular;
• aumento do estado de alerta ao longo do dia;
• redução da fadiga acumulada;
• otimização do tempo de descanso;
• melhora da disposição física e mental.
Atletas profissionais, executivos e profissionais que trabalham sob alta demanda frequentemente buscam estratégias capazes de melhorar o desempenho cognitivo e físico, e o sono é considerado um dos pilares fundamentais dessa equação.

No entanto, existe consenso entre especialistas sobre um ponto: a qualidade do sono é mais importante do que simplesmente reduzir o número de horas dormidas.
Segundo recomendações da National Sleep Foundation, adultos devem dormir, em média, entre sete e nove horas por noite para preservar a saúde física e mental.

Dormir melhor pode ser mais importante do que dormir menos
Independentemente do modelo adotado, especialistas destacam que o ambiente de descanso possui papel decisivo na recuperação do organismo.
Um colchão inadequado, travesseiros sem suporte suficiente ou problemas relacionados à ergonomia podem comprometer a qualidade do sono mesmo quando a pessoa permanece muitas horas na cama.
Por isso, cresce a atenção ao conceito de sistema de descanso, que considera fatores como colchão, travesseiro, alinhamento da coluna e conforto térmico como elementos essenciais para noites mais eficientes.
Características individuais como peso, posição de dormir, biotipo e rotina diária influenciam diretamente na escolha do colchão ideal.

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Tecnologias voltadas ao suporte ergonômico, ao alívio dos pontos de pressão e ao controle térmico vêm sendo desenvolvidas justamente para melhorar a qualidade do descanso e favorecer a recuperação física.

A escolha do colchão também influencia a qualidade do sono
Quando o assunto é saúde e recuperação, escolher o colchão ideal vai além do conforto.
A qualidade do suporte oferecido durante a noite impacta diretamente a postura, a recuperação muscular e o bem-estar ao longo do dia.
A Arquitetura do Sono trabalha com um conceito mais amplo de descanso, considerando ergonomia, alinhamento da coluna e conforto térmico para proporcionar noites mais eficientes e reparadoras.

Nas lojas, é possível encontrar tecnologias desenvolvidas para oferecer suporte ergonômico adequado, redução dos pontos de pressão e melhor controle térmico, sempre levando em consideração as características individuais de cada pessoa.
Mais do que apresentar opções, a proposta é orientar escolhas mais conscientes e alinhadas às necessidades reais de cada consumidor.

Seja no modelo monofásico ou no sono polifásico, especialistas reforçam que um ambiente adequado e um sistema de descanso eficiente continuam sendo fatores determinantes para manter saúde, recuperação física e produtividade ao longo do dia.
Por Redação GMC Online

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MP de dívida rural foca em perdas climáticas, diz Durigan

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MP de dívida rural foca em perdas climáticas, diz Durigan

Fazenda finaliza proposta para renegociar R$ 100 bi em dívidas do agro
O Congresso Nacional e o governo federal estão prestes a concluir o debate em torno da proposta de renegociação das dívidas do setor agropecuário, segundo informou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta quinta-feira (9).

“Temos discutido a questão da dívida rural com representantes do setor no Congresso Nacional, deputados e senadores de diferentes comissões, já há algum tempo. Eu diria que há mais de um ano”, disse Durigan, em entrevista à Rádio Gaúcha.

“Entendo e tenho dito que chegamos ao ponto final. E que, finalizadas as negociações, vamos editar uma medida provisória (MP), equilibrando a proposta do Congresso Nacional e o limite orçamentário do país”, acrescentou o ministro.

 


Segundo Durigan, o texto deve ser editado e publicado no Diário Oficial da União até a próxima semana. Por lei, qualquer medida provisória entra em vigor assim que é publicada, mas precisa ser posteriormente apreciada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado, que têm até 120 dias para aprovar ou rejeitar a proposta.

Durante a entrevista, o ministro antecipou alguns pontos que o Poder Executivo, o Congresso Nacional e representantes do setor agropecuário vêm discutindo, como o estabelecimento de um prazo de dez anos para os produtores rurais afetados por crises climáticas saldarem suas dívidas.
“Eu sempre propus seis anos para a renegociação com o agricultor inadimplente, porque teve problemas. A bancada ruralista sempre demandou dez anos. Chegamos em oito anos e agora estamos estudando estender o prazo para dez anos, em caso de perdas climáticas mais graves.”
Durigan explicou que, nesses casos, o produtor terá que comprovar que sofreu perdas graves por repetidas safras, devido a fenômenos climáticos severos como inundações e estiagem.

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“Não podemos admitir que dinheiro público sirva de auxílio para quem não comprove perdas”, destacou, acrescentando que a negociação prevê que os produtores prejudicados por fenômenos climáticos terão até dois anos de carência para começar a pagar as dívidas renegociadas e que a MP deve estabelecer um limite de até R$ 8 milhões por CPF em caso de grandes produtores.

A MP também deve contemplar os agricultores prejudicados pela volatilidade do mercado, ou seja, pela extrema variação de preços. Estes, quando grandes produtores, poderão renegociar dívidas até o limite de R$ 4 milhões, caso o texto venha a ser aprovado conforme as mais recentes negociações.
Entre os aspectos ainda por definir estão as taxas de juros. De acordo com Durigan, umas das propostas em debate prevê taxa de 6% ao ano para o pequeno agricultor; 9% para o médio agricultor e, no máximo, 12% para o grande agricultor.

“Estamos fazendo as últimas contas, mas certamente estamos falando de taxas anuais sem precedentes no país”, disse o ministro.
Segundo ele, se aprovadas, as mudanças em debate vão representar mais R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões ao ano de custos ao pacote que, no geral, exigirá pouco mais de R$ 100 bilhões dos cofres públicos.

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Durigan também comentou que há uma sugestão de criar de um fundo garantidor do agro, nos moldes do FGC usado pelo setor bancário.
“Para estruturar o setor, estamos prevendo [a possibilidade de] um fundo garantidor que o governo, os bancos e o setor privado possam capitalizar para que, no futuro, sirva como um fundo [de reparação] de primeiras perdas para o setor [agrícola].”

Por fim, o ministro disse que o governo federal defende a inclusão, na medida provisória, de novas regras para as instituições financeiras.
“Um dispositivo [legal, em debate] determina que [nas renegociações] os bancos deverão aceitar garantias dadas [pelos produtores] inadimplentes em operações anteriores. A outra determinação aos bancos é a proporcionalidade do tamanho da garantia. Várias pessoas me relataram que há bancos exigindo duas, três vezes, o valor da operação como garantia”, disse o ministro, defendendo a urgência da MP.

“[Representantes de] bancos com quem eu falo têm me reportado, nos últimos meses, um aumento da inadimplência por risco moral. “Olha, as regras devem mudar, então, não pague agora sua prestação”. Isto é muito ruim e vai prejudicar o crédito do agro no futuro”, concluiu Durigan.
ALEX RODRIGUES – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL
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