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Tragedia: Menino de 3 anos morre espancado pelo próprio pai

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Menino de 3 anos morre espancado pelo próprio pai no RS

Morreu na noite desta quarta-feira, 8, o menino de 3 anos que teria sido espancado pelo próprio pai após não se recusar a lhe dar “bom dia”. A informação do óbito da criança, chamada Oliver, foi confirmada pela polícia ao Estadão.
O caso aconteceu no último domingo, 5, em Viamão, no Rio Grande do Sul. A criança estava internada desde então na unidade de terapia intensiva (UTI) pediátrica do Hospital de Pronto Socorro, em Porto Alegre.
O pai do menino, um missionário religioso norte-americano de 33 anos, está preso desde domingo. Já a mãe de Oliver foi presa nesta quinta-feira, 9. O Estadão não conseguiu contato com a defesa dos pais da criança.


Em depoimento à polícia, o pai da criança assumiu a autoria da agressão e alegou que teria agredido o menino após ele se recusar a lhe dar “bom dia”.
O homem disse, ainda em depoimento, ter desferido socos no peito e do abdômen de Oliver, além de ter batido com a cabeça do menino contra o chão.
“Foram agressões brutais. A criança estava com muitas marcas”, disse ao Estadão a delegada Luana Tamiozzo Medeiros, responsável pela investigação. O homem deve responder por homicídio duplamente qualificado.
Presa preventivamente nesta quinta-feira, 9, a mãe da criança estaria em outro cômodo no momento da agressão e não teria presenciado as agressões, segundo depoimento do pai.
Ainda assim, a polícia ainda apura eventual participação direta dela no crime – os investigadores buscam esclarecer, por meio de perícia, se a mãe também praticou agressões contra o menino. O caso segue em investigação pela Polícia Civil.
Por Agência Estado

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MP de dívida rural foca em perdas climáticas, diz Durigan

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MP de dívida rural foca em perdas climáticas, diz Durigan

Fazenda finaliza proposta para renegociar R$ 100 bi em dívidas do agro
O Congresso Nacional e o governo federal estão prestes a concluir o debate em torno da proposta de renegociação das dívidas do setor agropecuário, segundo informou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta quinta-feira (9).

“Temos discutido a questão da dívida rural com representantes do setor no Congresso Nacional, deputados e senadores de diferentes comissões, já há algum tempo. Eu diria que há mais de um ano”, disse Durigan, em entrevista à Rádio Gaúcha.

“Entendo e tenho dito que chegamos ao ponto final. E que, finalizadas as negociações, vamos editar uma medida provisória (MP), equilibrando a proposta do Congresso Nacional e o limite orçamentário do país”, acrescentou o ministro.

 


Segundo Durigan, o texto deve ser editado e publicado no Diário Oficial da União até a próxima semana. Por lei, qualquer medida provisória entra em vigor assim que é publicada, mas precisa ser posteriormente apreciada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado, que têm até 120 dias para aprovar ou rejeitar a proposta.

Durante a entrevista, o ministro antecipou alguns pontos que o Poder Executivo, o Congresso Nacional e representantes do setor agropecuário vêm discutindo, como o estabelecimento de um prazo de dez anos para os produtores rurais afetados por crises climáticas saldarem suas dívidas.
“Eu sempre propus seis anos para a renegociação com o agricultor inadimplente, porque teve problemas. A bancada ruralista sempre demandou dez anos. Chegamos em oito anos e agora estamos estudando estender o prazo para dez anos, em caso de perdas climáticas mais graves.”
Durigan explicou que, nesses casos, o produtor terá que comprovar que sofreu perdas graves por repetidas safras, devido a fenômenos climáticos severos como inundações e estiagem.

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“Não podemos admitir que dinheiro público sirva de auxílio para quem não comprove perdas”, destacou, acrescentando que a negociação prevê que os produtores prejudicados por fenômenos climáticos terão até dois anos de carência para começar a pagar as dívidas renegociadas e que a MP deve estabelecer um limite de até R$ 8 milhões por CPF em caso de grandes produtores.

A MP também deve contemplar os agricultores prejudicados pela volatilidade do mercado, ou seja, pela extrema variação de preços. Estes, quando grandes produtores, poderão renegociar dívidas até o limite de R$ 4 milhões, caso o texto venha a ser aprovado conforme as mais recentes negociações.
Entre os aspectos ainda por definir estão as taxas de juros. De acordo com Durigan, umas das propostas em debate prevê taxa de 6% ao ano para o pequeno agricultor; 9% para o médio agricultor e, no máximo, 12% para o grande agricultor.

“Estamos fazendo as últimas contas, mas certamente estamos falando de taxas anuais sem precedentes no país”, disse o ministro.
Segundo ele, se aprovadas, as mudanças em debate vão representar mais R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões ao ano de custos ao pacote que, no geral, exigirá pouco mais de R$ 100 bilhões dos cofres públicos.

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Durigan também comentou que há uma sugestão de criar de um fundo garantidor do agro, nos moldes do FGC usado pelo setor bancário.
“Para estruturar o setor, estamos prevendo [a possibilidade de] um fundo garantidor que o governo, os bancos e o setor privado possam capitalizar para que, no futuro, sirva como um fundo [de reparação] de primeiras perdas para o setor [agrícola].”

Por fim, o ministro disse que o governo federal defende a inclusão, na medida provisória, de novas regras para as instituições financeiras.
“Um dispositivo [legal, em debate] determina que [nas renegociações] os bancos deverão aceitar garantias dadas [pelos produtores] inadimplentes em operações anteriores. A outra determinação aos bancos é a proporcionalidade do tamanho da garantia. Várias pessoas me relataram que há bancos exigindo duas, três vezes, o valor da operação como garantia”, disse o ministro, defendendo a urgência da MP.

“[Representantes de] bancos com quem eu falo têm me reportado, nos últimos meses, um aumento da inadimplência por risco moral. “Olha, as regras devem mudar, então, não pague agora sua prestação”. Isto é muito ruim e vai prejudicar o crédito do agro no futuro”, concluiu Durigan.
ALEX RODRIGUES – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL
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