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Vacinação contra BCG em 27 maternidades facilita a vida de milhares de paranaenses
Antes mesmo de conhecer o próprio lar, Ana Luiza já carrega sua primeira marca: aos poucos, uma pequena cicatriz começará a se formar em seu braço direito, lembrança da vacina BCG, que protege contra as formas graves da tuberculose. A imunização contra a doença aconteceu dentro da maternidade do Hospital do Trabalhador, em Curitiba, nesta terça-feira (1º), um dia após seu nascimento.
A ação faz parte da orientação da Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa), de implementação da vacinação nas primeiras horas de vida dos bebês, nas maternidades de alto risco – que atendem casos mais complexos, tanto do parto quanto do recém-nascido.
Além do Hospital do Trabalhador, outras 26 maternidades já fazem essa imunização. “Nossa meta é que cada vez mais hospitais possam aderir a essa estratégia ainda dentro da maternidade para aumentar a cobertura vacinal no Estado e garantir que esses bebês sejam protegidos contra a tuberculose”, disse o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

O objetivo da Sesa é diminuir a incidência da doença em todo o Estado. Somente no ano passado, foram notificados 2.704 novos casos de tuberculose no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), sendo a incidência de 23,6 casos a cada 100 mil habitantes.
Thayla e Guilherme Fantin são os pais da pequena Ana Luiza. “Essa ação previne desde os primeiros dias de vida da criança e também para evitar muita exposição depois da maternidade, onde a mãe puérpera teria que ir até o posto de saúde para ter esse acesso. Então eu acho bem legal, desde o início dos primeiros dias ela já está se prevenindo contra essa bactéria que causa a tuberculose”, disse Guilherme.
Sophia também nasceu há apenas um dia na mesma maternidade, mas já está imunizada. A mãe, Gisele Adriane Wapenik Goulart Calado, falou sobre a ação. “Eu vejo isso como responsabilidade e compromisso, porque no meu caso, que fiz uma cesárea, ainda vou ficar alguns dias em recuperação e ela precisa desse cuidado. Até sair da maternidade e ir a uma unidade de saúde levaria um tempo. Esse atendimento reforça o comprometimento do hospital e o amor que tem com os nossos bebês”, afirmou.
Gisele, que agora é mãe de três crianças, aproveitou o momento do parto para realizar a laqueadura – mais um procedimento que é ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Paraná. No último ano, o número de procedimentos de laqueaduras e vasectomias mais do que dobraram no Estado, graças à mudança nas condições para esterilização cirúrgica que entraram em vigor com a Lei Federal nº 14.443, de 2022.
PROTOCOLO DE VACINAÇÃO – O diretor-superintendente do Complexo Hospitalar do Trabalhador, Guilherme Graziani, explicou o protocolo necessário para implantação da vacinação no hospital. “Tivemos que fazer um treinamento junto com a Vigilância Sanitária para poder adequar a aplicação das vacinas da BCG dentro do ambiente da maternidade, e essa capacitação inclui desde a guarda da vacina até a aplicação, além de instruções sobre possíveis efeitos adversos da vacina, para sabermos onde encaminharmos essa criança, dentro da Linha de Cuidado”, disse.
Confira as maternidades de alto risco que aplicam BCG:
– Hospital do Trabalhador – Curitiba
– Hospital Santa Casa de Misericórdia – Campo Mourão
– Hospital Universitário Regional de Maringá – Maringá
– Santa Casa de Maringá Hospital e Maternidade Maria Auxiliadora – Maringá
– HNSG Hospital Providência Materno Infantil – Apucarana
– Santa Casa de Cornélio Procópio – Cornélio Procópio
– Hospital Regional do Litoral – Paranaguá
– Hospital e Maternidade Municipal de São José dos Pinhais – São José dos Pinhais
– Hospital do Rocio – Campo Largo
– Instituto Virmond – Guarapuava
– Hospital de Caridade São Vicente de Paulo – Guarapuava
– Associação de Proteção à Maternidade e à Infância – União da Vitória
– Issal – Pato Branco
– Hospital Regional do Sudoeste Walter Alberto Pecoits – Francisco Beltrão
– Santa Casa de Paranavaí – Paranavaí
– Hospital Municipal de Guaratuba – Guaratuba
– Hospital Municipal de Araucária – Araucária
– Hospital Maternidade Alto Macaranã – Colombo
– Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais – Ponta Grossa
– Santa Casa de Misericórdia de Ponta Grossa – Ponta Grossa
– Hospital Ministro Costa Cavalcanti – Foz do Iguaçu
– Hospital Universitário do Oeste do Paraná – Cascavel
– Hospital de Ensino São Lucas – Cascavel
– Maternidade Municipal Lucilla Ballallai – Londrina
– Santa Casa Misericórdia de Jacarezinho – Jacarezinho
– Hoesp – Toledo
– Hospital Dr Campagnolo – Toledo
– Hospital Geral Unimed – Toledo


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Após briga, aluno retorna armado a colégio em Mamborê
Após briga, aluno retorna armado a colégio em Mamborê
Um adolescente foi apreendido na manhã desta segunda-feira (25) após voltar ao Colégio Estadual João XXIII, em Mamborê, portando uma espingarda de pressão depois de se envolver em uma briga com outro aluno.

Segundo a direção da escola, o jovem saiu do colégio após o desentendimento e retornou pouco depois com a arma, causando pânico entre estudantes e funcionários. A equipe pedagógica conseguiu conter o adolescente e retirar o objeto antes da chegada da Polícia Militar.
Aos policiais, o menor afirmou que a confusão foi motivada por ciúmes envolvendo uma estudante. A espingarda, que estava enferrujada e sem condições aparentes de uso, foi apreendida.

O adolescente e sua mãe foram encaminhados à delegacia para os procedimentos legais. A vítima da ameaça, que possui deficiência auditiva, prestou depoimento acompanhado de intérprete de Libras.
Aos policiais, o menor afirmou que a confusão foi motivada por ciúmes envolvendo uma estudante – Foto: Cidade Destaque
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