PARANÁ|BRASIL
Intensa massa de ar polar derruba as temperaturas no Paraná nesta semana
Intensa massa de ar polar derruba as temperaturas no Paraná nesta semana
Na manhã desta segunda-feira (22), a primeira frente fria do inverno avançou pelo Sul do Brasil e começou a atravessar o Paraná, com chuva, trovoadas e rajadas de vento acima de 50 km/h principalmente nas regiões Oeste e Sudoeste do Estado. A chuva atinge todas as regiões paranaenses nas próximas horas e, de acordo com o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), depois dela uma massa de ar polar chega ao Estado, causando forte declínio nas temperaturas ao longo da semana.
Entre as estações meteorológicas do Simepar, a de Laranjeiras do Sul registrou às 9h desta segunda-feira uma rajada de vento de 55,1 km/h. Nova Prata do Iguaçu, às 8h30, teve uma rajada da mesma velocidade, e também às 8h30 São Miguel do Iguaçu registrou rajada de 55,8 km/h.
“Com a evolução rápida da frente fria, o tempo muda também no Norte e no Leste do Estado, entre a tarde e noite. Portanto, no Norte Novo, Norte, Norte Pioneiro, região dos Campos Gerais, Região Metropolitana de Curitiba e Litoral, teremos chuva ainda nesta segunda-feira”, ressalta Lizandro Jacóbsen, meteorologista do Simepar.

O Boletim de Gestão de Riscos, elaborado pelo Simepar em parceria com a Defesa Civil, aponta nesta segunda risco alto no Oeste e Sudoeste, e moderado nas outras regiões do Paraná, para chuva forte em curto espaço de tempo, intensas rajadas de vento, descargas elétricas atmosféricas e granizo localizado, que podem provocar queda de galhos, queda de árvores, alagamentos, destelhamentos e danos em plantações.
FRIO – Amanheceram com registro de temperaturas abaixo de 10°C nesta segunda as estações meteorológicas do Simepar que ficam em Cambará (9,4°C), Campo Mourão (9,4°C), Cândido de Abreu (8,7°C), Cerro Azul (9,4°C), Curitiba (6,8°C), Fazenda Rio Grande (6,4°C), Francisco Beltrão (8,9°C), General Carneiro (6,8°C), Guarapuava (9,5°C), Distrito de Entre Rios em Guarapuava (9,1°C), Guaraqueçaba (8,7°C), Irati (7,1°C), Jaguariaíva (4,5°C), Lapa (6,6°C), Londrina (9,4°C), Palmas (8,8°C), Pinhais (6°C), Ponta Grossa (5,5°C), Santo Antônio da Platina (9,5°C), Telêmaco Borba (6,4°C) e União da Vitória (8°C).
De acordo com o meteorologista, após a passagem da frente fria uma intensa massa de ar polar manterá uma ampla área de resfriamento nos próximos dias, atingindo os três estados do Sul do Brasil, bem como o Sudeste e Centro-Oeste do país. O resfriamento já começa na noite desta segunda-feira: algumas cidades, principalmente no Oeste e Sudoeste, onde a chuva começou primeiro, terão temperaturas mínimas invertidas, ou seja, as menores temperaturas do dia serão registradas à noite, e não no amanhecer.
“Na terça-feira o dia já amanhece gelado nas regiões paranaenses, mas ainda com dificuldade para ocorrência de geada, tanto pelo excesso de umidade como devido à ocorrência de vento. Mas a sensação térmica estará bem inferior aos valores nos termômetros, justamente por conta do vento”, explica Lizandro.
O frio ganha mais intensidade na quarta-feira (24), com possibilidade de recordes anuais de temperatura mínima, e temperaturas negativas na região Sul do Estado, assim como nas regiões serranas de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A geada começa a aparecer de forma mais ampla no Paraná, até mesmo em parte do Norte do Estado.
Gradativamente o frio vai perdendo força ao longo dos dias. “Na quinta-feira ainda amanhece gelado em muitas áreas do Paraná, mas já com menos intensidade do que na quarta. Da mesma forma, sexta-feira terá menos frio do que na quinta. A massa de ar polar aos poucos vai perdendo intensidade e deslocando seu centro mais intenso em direção ao Oceano Atlântico”, detalha Lizandro.
O Simepar já monitora o retorno das chuvas no próximo fim de semana, e a previsão do tempo para este período será atualizada nos próximos boletins.
PARANÁ|BRASIL
Paraná tem a melhor taxa de frequência escolar do ensino médio do Brasil
Paraná tem a melhor taxa de frequência escolar do ensino médio do Brasil
O Paraná alcançou a maior taxa de frequência escolar líquida do Brasil no ensino médio em 2025, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Educação, divulgados sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador mede o percentual de estudantes que frequentam a etapa de ensino adequada para a própria idade, uma das principais referências para avaliar o acesso, a permanência e a progressão escolar.
No ensino médio, a taxa paranaense saltou de 78,7% em 2024 para 86,6% em 2025, crescimento de 7,9 pontos percentuais em apenas um ano. O resultado colocou o Estado na liderança do ranking nacional, superando a média brasileira, de 80,6%. Em 2024, o Paraná ocupava a sétima colocação entre as unidades da federação.
“Nosso objetivo é garantir que o estudante permaneça na escola, aprenda mais e tenha condições de construir um futuro melhor. Por isso investimos em alimentação escolar de qualidade, em escolas mais modernas e confortáveis, em tecnologia, material pedagógico e na melhoria dos ambientes de aprendizagem. O resultado aparece em indicadores como esse, que mostram mais jovens avançando regularmente em sua trajetória educacional”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

“Esse avanço acompanha outros resultados importantes da educação paranaense nos últimos anos. O Paraná assumiu a liderança nacional no IDEB após sair da sétima colocação, ampliou a oferta de ensino integral e investiu fortemente na modernização das escolas. São indicadores que mostram que estamos criando as condições necessárias para que os estudantes permaneçam na escola, aprendam mais e tenham mais oportunidades no futuro”, acrescentou.
ENSINO FUNDAMENTAL – O avanço também foi registrado nos anos finais do ensino fundamental, etapa que atende estudantes de 11 a 14 anos e que, no Paraná, tem a gestão do Governo do Estado nas escolas públicas.
Neste segmento, a taxa de frequência escolar líquida do Paraná passou de 88,5% para 90,7% entre 2024 e 2025, aumento de 2,2 pontos percentuais. Com o resultado, o Estado avançou da 14ª para a 8ª colocação nacional e ultrapassou a média brasileira, que ficou em 90,1%.
Os dados indicam que um número cada vez maior de estudantes está frequentando a série adequada para sua idade, reduzindo situações de atraso escolar e fortalecendo as condições para a aprendizagem ao longo da trajetória educacional.
PERMANÊNCIA ESCOLAR – A taxa de frequência escolar líquida mede o percentual de estudantes matriculados e frequentando a etapa de ensino adequada para a própria idade. Por isso, é considerada um dos principais indicadores da capacidade do sistema educacional de garantir acesso à escola, permanência dos alunos e progressão regular ao longo da educação básica.
Quando os estudantes frequentam as séries compatíveis com sua idade, aumentam as chances de aprendizagem adequada, conclusão dos estudos e continuidade da formação profissional e universitária. O indicador também está relacionado à redução da evasão escolar, da defasagem idade-série e do abandono dos estudos.
INCENTIVOS DO ESTADO – O avanço da frequência escolar ocorre em paralelo a uma série de políticas públicas implementadas pelo Governo do Estado para melhorar as condições de permanência dos estudantes nas escolas.
Uma das iniciativas é o programa Mais Merenda, que ampliou a oferta de alimentação escolar na rede estadual, garantindo três refeições por turno aos estudantes. Além do aumento da quantidade de refeições servidas, a iniciativa promoveu melhorias no valor nutricional dos cardápios, com ampliação da oferta de proteínas, inclusão de novos alimentos e acompanhamento permanente de nutricionistas responsáveis pela elaboração das refeições.
Desde 2019, o Governo do Estado investiu cerca de R$ 2,8 bilhões na alimentação escolar, diversificando os cardápios e ampliando a qualidade nutricional das refeições oferecidas aos estudantes da rede estadual. A iniciativa contribui para a permanência dos alunos no ambiente escolar e reduz fatores associados à evasão e ao abandono.
Outra frente importante foi a expansão da educação em tempo integral, que saltou de 73 escolas para mais de 400 unidades em sete anos, ampliando significativamente o número de estudantes atendidos em todas as regiões do Estado. O modelo amplia a permanência dos alunos no ambiente escolar, com jornada estendida, reforço pedagógico e atividades complementares nas áreas de esporte, cultura, tecnologia e formação cidadã.
AMBIENTE ESCOLAR – Nos últimos anos, o Governo do Estado também ampliou investimentos em reformas e construção de escolas, substituição de estruturas antigas de madeira, climatização das salas de aula, modernização de laboratórios e aquisição de novos mobiliários. Somente entre 2019 e 2026, foram investidos R$ 525,7 milhões na compra de mais de 665 mil itens de mobiliário para as escolas estaduais, incluindo carteiras, cadeiras, mesas, armários, estantes e equipamentos utilizados em salas de aula, bibliotecas, laboratórios e espaços administrativos.
As ações também incluem a instalação de milhares de aparelhos de ar-condicionado, melhorias estruturais e a modernização dos ambientes de aprendizagem, tornando as escolas mais confortáveis e adequadas para estudantes e professores.
“Quando o aluno encontra uma escola segura, bem equipada e com estrutura adequada, ele permanece mais tempo estudando e consegue desenvolver melhor seu potencial. O resultado aparece em indicadores como esse, que mostram mais jovens avançando regularmente em sua trajetória educacional”, avaliou o secretário estadual da Educação, Roni Miranda.
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