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Governador autoriza capitalização de R$ 95 milhões no BRDE para crédito à inovação

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Governador autoriza capitalização de R$ 95 milhões no BRDE para crédito à inovação

 

A medida permite que o BRDE utilize os recursos para financiar projetos de desenvolvimento de novos produtos, processos e serviços, aquisição de máquinas, equipamentos e softwares com tecnologias digitais avançadas e capital de giro para empresas inovadoras.

Governador autoriza capitalização de R$ 95 milhões no BRDE para ampliar crédito à inovação no Paraná

Atendimento na sede da Fomento Paraná em Curitiba. Foto: Geraldo Bubniak/AEN

O governador Carlos Massa Ratinho Junior autorizou a capitalização de R$ 95,09 milhões no Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), com recursos disponíveis ao Paraná no Fundo Impulsiona Sul. O valor será integralizado na participação do Estado no capital social do banco, com alocação no Fundo Promovesul, e será usado para ampliar a oferta de crédito a empresas paranaenses que investem em inovação, tecnologia e transformação digital.
A medida permite que o BRDE, após os procedimentos internos regulares, utilize os recursos para financiar projetos de desenvolvimento de novos produtos, processos e serviços, aquisição de máquinas, equipamentos e softwares com tecnologias digitais avançadas e capital de giro para empresas inovadoras.
Na prática, a capitalização fortalece a estrutura patrimonial do banco e amplia sua capacidade de financiamento. Por meio da alavancagem bancária, o recurso integralizado ao capital social pode sustentar um volume maior de crédito, sempre dentro das regras prudenciais e da política de concessão do BRDE.

“Ao reforçar o capital do BRDE, o Governo do Paraná amplia o alcance do banco como instrumento de desenvolvimento, com condições voltadas a projetos que fortalecem a competitividade da economia paranaense”, afirma o diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Júnior.
CAPITALIZAÇÂO – A nova autorização amplia uma sequência de reforços recentes à capacidade de atuação do BRDE no Paraná. Em dezembro de 2024, o governador sancionou a lei que autorizou aumento de R$ 200 milhões no capital social do banco. Depois disso, o Governo ainda mobilizou novas frentes de funding para políticas específicas: uma linha inicial de R$ 42 milhões operada pelo BRDE no âmbito do Irriga Paraná, voltada à implantação de sistemas de irrigação no campo, e a destinação de R$ 43 milhões em juros sobre capital próprio do banco para dar lastro à oferta de crédito emergencial a empresas e cooperativas paranaenses afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos.
Para o diretor administrativo do BRDE, Heraldo Alves das Neves, a nova capitalização dá continuidade ao processo de fortalecimento da atuação do banco no Paraná. “Os aportes do Governo do Paraná têm sido decisões importantes para ampliar a capacidade de financiamento da agência paranaense. Com a nova autorização, o banco ganha ainda mais condições de responder a uma demanda concreta e intensa do setor produtivo por crédito de longo prazo, com custo adequado”, diz.
A capitalização também se conecta a um movimento mais amplo de fortalecimento da presença do BRDE no Paraná, conduzido a partir da orientação do governador Ratinho Junior para aproximar o banco dos setores produtivos em todas as regiões do Estado. Nas últimas semanas, a instituição promoveu alterações organizacionais, no reforço da atuação regionalizada e no desenvolvimento de uma esteira simplificada de crédito, em fase piloto, voltada a operações de menor valor. A estratégia busca ampliar o atendimento a micro e pequenas empresas, reduzir a concentração territorial da carteira e dar mais agilidade à oferta de financiamento para quem produz, investe e gera empregos no Paraná.
FRENTES – Os recursos da nova capitalização terão aplicação inicial em três frentes. A primeira será voltada a micro, pequenas e médias empresas com projetos de inovação para desenvolvimento ou aprimoramento de produtos, processos e serviços. Nessa linha, a taxa prevista é de TR mais 6% ao ano, com prazo de até 84 meses, incluindo 12 meses de carência, e limite de até R$ 3 milhões por CNPJ.

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A segunda linha financiará a aquisição de máquinas, equipamentos, dispositivos e softwares integrados com tecnologias digitais avançadas, voltados à transformação digital de processos produtivos, operacionais ou de prestação de serviços. Poderão ser apoiados investimentos em áreas como internet das coisas, computação em nuvem, big data, segurança digital, manufatura aditiva e digital, integração de sistemas, digitalização de processos, simulação, robótica avançada e inteligência artificial. A taxa prevista é de TR mais 9% ao ano, com prazo de até 60 meses, 12 meses de carência e limite de até R$ 2 milhões por CNPJ.
A terceira frente será destinada a capital de giro para empresas inovadoras com receita operacional bruta de até R$ 16 milhões por ano. O enquadramento considera empresas que tenham tomado recursos da Finep ou do BNDES Mais Inovação, possuam registro de patente no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) nos últimos 48 meses ou estejam localizadas em parques tecnológicos do Paraná. A taxa prevista é de TR mais 9% ao ano, com prazo de até 48 meses, 12 meses de carência e limite de até R$ 1 milhão por CNPJ.
O limite global por grupo econômico será de R$ 4 milhões ao ano. Todas as operações dependerão de enquadramento, análise técnica e aprovação conforme as políticas de crédito do BRDE.
O Fundo Impulsiona Sul foi criado no âmbito do BRDE para apoiar programas e iniciativas de desenvolvimento definidos pelos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. No caso do Paraná, a decisão do governador direciona os recursos disponíveis para a capitalização do banco e para a estruturação de linhas de crédito de inovação por meio do Fundo Promovesul.

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As novas condições estruturadas no âmbito do Promovesul se somam a outras linhas de crédito voltadas à inovação já operadas pelo BRDE por meio do programa BRDE Inova. A iniciativa reúne instrumentos de apoio a empresas inovadoras, incluindo financiamentos, participação em fundos de investimento e programas de conexão com startups. Na frente de crédito, o banco atua em parceria com instituições como Finep, BNDES e Sudeco.
Com 65 anos de história completados neste mês de junho, o BRDE é uma instituição financeira pública de desenvolvimento controlada pelos estados da Região Sul. No Paraná, integra o Sistema Paranaense de Fomento e atua no financiamento de projetos de empresas, produtores rurais, cooperativas, municípios e parceiros operacionais.

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Concurso mostra que assistência técnica diminui perdas na colheita da soja

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Concurso mostra que assistência técnica diminui perdas na colheita da soja

De acordo com as avaliações durante o 21º Concurso Regional de Qualidade na colheita da Soja-safra 2024/2025, a perda média na região de Maringá chegou a 1,75 saca por hectare. Os participantes atendidos pelo IDR-PR registraram apenas 0,43 saca por hectare.

Soja – colheita. Fotos:Jaelson Lucas / Arquivo AEN

Os nomes dos melhores operadores de colhedoras da safra de soja na região de Maringá foram divulgados nesta quinta-feira (25). As avaliações, realizadas durante o 21º Concurso Regional de Qualidade na colheita da Soja-safra 2024/2025 demonstraram resultados expressivos. Enquanto a perda média regional chegou a 1,75 saca por hectare, os participantes registraram apenas 0,43 saca por hectare, apresentando perdas aproximadamente quatro vezes menores que a média da região.
Além de reconhecer os melhores operadores de colhedoras da safra, o concurso reafirmou a importância da assistência técnica, da capacitação profissional e da adoção de boas práticas de colheita como estratégias capazes de gerar ganhos econômicos para os produtores e para toda a economia regional.
O Sistema Seagri, por meio do IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater), revelou os vencedores do concurso em cerimônia realizada no Parque Internacional de Exposições Francisco Feio Ribeiro, em Maringá.
O concurso avaliou 173 colheitadeiras em 16 municípios, consolidando-se como uma das mais tradicionais ações de extensão rural desenvolvidas na região de Maringá. Ao longo de mais de duas décadas, a iniciativa tem contribuído para a difusão de tecnologias, aperfeiçoamento técnico dos operadores e redução das perdas na colheita da soja.
O assessor Regional de Lavouras do IDR-Paraná de Maringá, José Sérgio Righetti, destaca que o concurso tem a função não só de premiar os melhores, mas de motivar esses operadores e sensibilizá-los sobre a importância da eficiência deles.
“É uma oportunidade que o técnico da Extensão Rural tem de abordar o produtor para mostrar as boas práticas de produção, pensando na sustentabilidade. Todo mundo ganha mais com a redução de perdas. O produtor ganha porque tem mais produto para ser vendido. O meio ambiente ganha mais porque teremos menos soja guaxa, ou menos problemas ambientais”, explica ele.

O primeiro colocado foi Rodrigo Aguiar Mori, de Ivatuba, com uma perda de 7,30 kg/ha. Em seguida, ficaram Luiz Carlos Teixeira Lampagnani, de Lobato, com 7,62 kg/ha; Kleber Henrique dos Santos, de Itambé, com 8,18 kg/ha, Aldemir Flauzino Figueredo, de Ângulo, 8,57 kg/há, e Maurício Ponzio, de Ângulo com uma perda de 8,62 kg/ha.
CONHECIMENTO GERA RESULTADOS – Os números evidenciam que grande parte das perdas pode ser evitada por meio da correta regulagem das colhedoras, da manutenção preventiva dos equipamentos e da qualificação dos operadores, demonstrando que conhecimento técnico e boas práticas de manejo geram resultados concretos no campo.
Os resultados do concurso também permitem dimensionar o impacto econômico da redução das perdas. Considerando os aproximadamente 300 mil hectares cultivados com soja na região de Maringá, a diferença observada entre a média regional e a média alcançada pelos participantes representa um potencial de preservação de 396 mil sacas de soja, equivalentes a cerca de 23,8 mil toneladas, ou aproximadamente R$ 53,46 milhões circulando na economia.
Embora esse valor represente uma estimativa potencial, ele demonstra que pequenas melhorias operacionais podem gerar impactos econômicos significativos para os produtores, cooperativas, empresas prestadoras de serviços, comércio local e municípios da região.

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Parte desses recursos é reinvestida nas próprias propriedades rurais, por meio da aquisição de insumos, manutenção de máquinas, contratação de serviços e novos investimentos. Ao mesmo tempo, fortalece cooperativas, revendas agropecuárias, oficinas mecânicas, cerealistas, transportadores, armazéns e diversos outros segmentos ligados à cadeia produtiva da soja.
Os benefícios alcançam também o comércio, os prestadores de serviços e os municípios, ampliando a arrecadação tributária e contribuindo para investimentos públicos em educação, saúde, infraestrutura e qualidade de vida.
Outro destaque do concurso é o reconhecimento dos operadores de colhedoras. Esses profissionais exercem papel fundamental na eficiência da colheita, sendo diretamente responsáveis pela correta regulagem das máquinas e pela qualidade da operação.
A premiação valoriza sua qualificação, dedicação e compromisso com a excelência, incentivando o aperfeiçoamento contínuo e a adoção das melhores práticas de campo.
AGRICULTURA MAIS EFICIENTE E SUSTENTÁVEL – Além dos ganhos econômicos, a redução das perdas contribui para uma agricultura mais sustentável. O melhor aproveitamento da produção significa maior eficiência no uso da terra, da água, da energia, dos insumos e do trabalho empregado ao longo do ciclo produtivo, permitindo produzir mais sem ampliar a utilização de recursos naturais.
Para os extensionistas, concursos são reconhecidos como importantes instrumentos de ensino, motivação e difusão tecnológica. Por meio dessa iniciativa, o IDR-Paraná estimula a adoção de boas práticas, promove a aprendizagem prática entre produtores e operadores, reduz desperdícios, aumenta a eficiência produtiva e fortalece o desenvolvimento rural sustentável.
O 21º Concurso Regional de Qualidade na Colheita da Soja foi realizado pelo Sistema Seagri, por meio do IDR-Paraná, com apoio da Embrapa Soja, Cocamar Cooperativa Agroindustrial, Cocari, Cooperativa Integrada, Sociedade Rural de Maringá, Sindicato Rural de Maringá, Sicredi, Universidade Estadual de Maringá (UEM), Unicesumar e Uningá.

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